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Fintech Moov leva P2P por cartão de débito a bancos dos EUA

Feito com Visa e Mastercard, o Moov Money deixa clientes de bancos participantes nos EUA enviarem dinheiro a quem tem cartão de débito elegível, sem app em comum.

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· 3 min

A Moov, fintech americana de infraestrutura de pagamentos, colocou no mercado o Moov Money, um serviço de transferência entre pessoas (P2P) que bancos, cooperativas de crédito, neobancos e corretoras dos EUA embutem nos próprios apps. O produto foi feito com Visa e Mastercard e usa o cartão de débito de quem recebe como endereço do dinheiro, sem exigir que as duas pontas tenham o mesmo aplicativo.

Alcance nos EUA: cartão de débito x apps de P2P

Meio de pagamento Parcela dos consumidores dos EUA
Cartão de débito (2025) 90,5%
PayPal (2024) 34,6%
Venmo (2024) 33,9%
Zelle (2024) 30,3%
Cash App (2024) 21,0%

Survey and Diary of Consumer Payment Choice, dos Federal Reserve Banks de Atlanta e São Francisco (débito: edição 2025; apps: edição 2024), dados citados pela empresa. Fonte: Moov

O cartão de débito vira o endereço do P2P

Nenhum provedor de P2P passa de 34,6% dos consumidores americanos, enquanto 90,5% deles carregam um cartão de débito, segundo as edições de 2024 e 2025 da pesquisa dos Feds de Atlanta e São Francisco citadas pela empresa. Em vez de montar mais uma rede fechada, o serviço entrega o valor na conta vinculada ao cartão Visa ou Mastercard elegível do destinatário, pelos trilhos Visa Direct e Mastercard Move.

A Moov cuida da camada que liga o número de celular, o contato ou a credencial de quem recebe ao destino do pagamento, o que pode poupar a digitação dos dados do cartão. Quem tem cartão tokenizado no Apple Pay ou no Google Pay aceita com um toque. Para enviar, o banco do usuário precisa ter aderido; para receber, basta um cartão de débito elegível emitido nos EUA, mesmo que a instituição do destinatário não participe, segundo o texto de lançamento da Moov.

“Movimentar dinheiro não deveria depender de duas pessoas usarem o mesmo aplicativo”, disse Wade Arnold, CEO da Moov. O release fala em pagamento em tempo real, mas as notas da própria empresa dizem que a maioria dos valores fica disponível minutos depois do resgate e que alguns podem levar até 3 dias úteis, conforme a instituição de quem recebe.

Um produto para quem já tem o cliente

O comprador do Moov Money é a instituição, não o consumidor. Ela ativa o serviço dentro da sua experiência de banco digital ou integra direto com a Moov, via SDK, em cerca de uma semana, segundo a empresa. A primeira plataforma a plugar a novidade foi a Banno, da Jack Henry. A Moov assume disputas, monitoramento de fraude e o atendimento de primeiro nível em nome dos participantes, com passkeys, verificação de identidade pelo telefone e ferramentas de IA contra golpes.

Para a Jack Henry, o ganho está em manter o cliente dentro de casa. Ben Metz, diretor de tecnologia da Jack Henry (Chief Technology Officer), afirmou que, a cada envio, “esse engajamento, e o relacionamento principal, fica com a instituição financeira”. Mike Kresse, vice-presidente executivo de Fluxos Comerciais e Novos Fluxos de Pagamento da Mastercard na América do Norte (EVP, Commercial and New Payments Flows), resumiu: “O futuro dos pagamentos entre pessoas é a interoperabilidade”.

A disputa por P2P dentro do app do banco não é nova nos EUA: o Zelle amplia a rede e cresce entre bancos comunitários.

A Moov já tinha aparecido em outra frente, na parceria em que a Coinbase leva stablecoin a bancos comunitários dos EUA.

O que observar

O primeiro teste é de distribuição: o anúncio não traz nomes nem datas para as próximas plataformas de banco digital. Vale acompanhar também o preço: o material de lançamento não detalha quanto a instituição paga por envio nem se o custo chega ao correntista.

A segunda questão é de confiança. Com disputas e suporte nas mãos de um provedor de infraestrutura, muda quem responde ao correntista quando um envio dá errado. A pergunta é se bancos regionais e cooperativas vão preferir oferecer uma rede aberta sob a própria marca a continuar dependendo das carteiras que o cliente já usa.

Fontes: FinextraMoov

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