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Prevenção a fraudesInternacional · Cartões

Reap, de stablecoin, lança antifraude gerenciado de cartão

A Reap lançou o Sentry, serviço gerenciado que assume a função antifraude de programas de cartão, sem o cliente montar equipe própria de risco.

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A Reap anunciou o lançamento do Reap Sentry, um serviço gerenciado de antifraude e risco voltado a programas de cartão. A proposta da fintech, que atua sobre infraestrutura ligada a stablecoins, é assumir por inteiro a função de prevenção a fraudes de um emissor, de modo que o cliente não precise montar equipe dedicada nem licenciar ferramentas próprias de monitoramento.

Fraude em cartões no mundo, 2024

Indicador Valor (2024)
Perdas com fraude em cartões US$ 33,41 bilhões
Volume global de cartões US$ 51,920 trilhões

Perdas com fraude e volume global de cartões em 2024, atribuídos ao The Nilson Report. Fonte: Finextra

Como o Sentry assume a operação de risco do emissor

Segundo a empresa, o Sentry cuida da gestão de risco de transações de ponta a ponta: define as regras de combate à fraude, avalia autorizações em tempo real, apura os alertas, cuida das disputas de cobrança e reporta as fraudes confirmadas à Visa. Com isso, quem contrata deixa de arcar com a construção de um time interno ou com a licença de ferramentas avulsas de vigilância. A integração se dá por uma única API da própria Reap.

A base do produto vem da carteira de emissão da Reap. A companhia afirma ter emitido milhões de cartões ao longo de oito anos e diz calibrar os controles do Sentry pelos padrões de fraude que observou nesse histórico, adaptando cada configuração ao perfil do cliente, aos segmentos de portador, à área geográfica e ao apetite de risco declarado. Entre as ameaças que o serviço acompanha estão os ataques a BINs e as invasões de estabelecimentos comerciais. Não é a primeira vez que provedores tentam empacotar antifraude e compliance para operações com stablecoins num único pacote.

Há uma linha explícita de divisão de tarefas. A Reap responde pela camada de autorização que opera e observa, enquanto o cliente segue responsável pelo relacionamento com o portador e pelos pontos de entrada de fraude de primeira parte, entre eles o cadastro, a verificação de identidade e o acesso à conta. O serviço já está disponível para novos clientes emissores e chega aos atuais na renovação de contrato.

“O Sentry assume toda essa função de antifraude de cartão: nossos controles, dados e especialistas, ajustados a cada programa de cartão”, disse Harris Leow, Head of Product da Reap, em tradução livre. O executivo argumenta que a maioria das empresas que lançam um programa de cartão precisa erguer uma área de fraude desde o primeiro dia, com meses de preparo antes de emitir um único cartão com segurança.

O que observar

O modelo terceiriza para o emissor-provedor uma função que costuma ser um custo fixo alto para quem entra no mercado de cartões. A pergunta que fica é operacional: em que medida delegar a política de fraude ao mesmo parceiro que opera a autorização concentra a decisão de risco num único fornecedor, e como o cliente audita o desempenho quando o relatório e a régua de controle vêm de quem também executa. Para times que hoje avaliam o custo de reduzir a fraude no cartão por conta própria, o ponto de comparação passa a ser o preço e a transparência do serviço gerenciado.

Vale acompanhar se o formato de antifraude como serviço ganha tração entre fintechs de emissão à medida que as stablecoins avançam como meio de pagamento em cartões. A renovação de contrato, porta de entrada citada para a base atual, indica o ritmo real de adoção nos próximos ciclos.

Fontes: FinextraLet’s MoneyLet’s MoneyLet’s Money

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