A dtcpay, fintech de pagamentos em stablecoin sediada em Singapura, fechou uma rodada Series A de US$ 25 milhões. O cheque veio de um grupo de investidores liderado pela Vertex Ventures, e o japonês SBI Group entrou como um dos participantes, segundo a Finextra.
A rodada Series A da dtcpay
| Item |
Detalhe |
| Valor total da rodada |
US$ 25 milhões |
| Estágio |
Series A |
| Investidor líder |
Vertex Ventures |
| Também investiram |
SBI Group, Genedant Capital e o empresário Kwee Liong Tek |
Dados da rodada Series A da dtcpay. Fonte: Finextra
Quem entrou na captação
O aporte foi conduzido pela gestora Vertex Ventures, que ficou com a liderança da operação. Ao lado dela, o SBI Group, conglomerado financeiro do Japão, colocou dinheiro na fintech, assim como a Genedant Capital e Kwee Liong Tek, descrito pela Finextra como empresário local. A soma dos cheques desses participantes forma o valor de US$ 25 milhões da rodada, e não um aporte isolado de qualquer um dos nomes.
Series A costuma ser a etapa em que uma startup já validou o produto e busca dinheiro para crescer. Rodadas desse tipo têm alimentado empresas de infraestrutura de pagamento em várias praças, como quando a Silverflow captou uma rodada Série B para sua plataforma de adquirência.
O que a dtcpay faz com stablecoins
A proposta da empresa é conectar ativos digitais ao sistema financeiro tradicional. A infraestrutura dela permite que negócios e pessoas aceitem, guardem e movimentem stablecoins, moedas digitais atreladas a uma moeda de referência. No centro da operação está um motor de swap em tempo real, que faz a liquidação entre stablecoins e moedas fiduciárias e busca reduzir o atrito operacional apontado como um dos freios à adoção mais ampla de ativos digitais.
Esse desenho aproxima a dtcpay de outras casas que montaram trilhos de stablecoin para empresas, movimento visto quando a SquareFi lançou uma infraestrutura de stablecoins para pagamentos B2B. Em 2024, a fintech de Singapura já havia se unido à Visa em um cartão que converte stablecoin em moeda fiduciária para clientes da região, com gasto multimoeda em mais de 150 milhões de estabelecimentos pelo mundo, no mesmo período em que a Visa acelerou sua aposta em stablecoins.
“O próximo capítulo da dtcpay é sobre escala. Estamos fortalecendo nossa infraestrutura, aprofundando parcerias com instituições financeiras globais e expandindo para novos mercados regulados para tornar os pagamentos em stablecoin tão fluidos e confiáveis quanto os trilhos de pagamento tradicionais”, disse Band Zhao, group chairman (presidente do grupo) da dtcpay, em tradução livre.
O que observar
O aporte reforça o interesse de conglomerados financeiros asiáticos por empresas que ligam stablecoins ao câmbio tradicional. Vale acompanhar se provedores de infraestrutura de stablecoin conseguem transformar cartas de investimento em volume de liquidação real, fora de projetos-piloto, e em quantas moedas o swap em tempo real de fato entrega custo menor para quem paga e recebe.
A fala do executivo aponta para expansão em novos mercados regulados, o que joga a disputa para o terreno das licenças. A pergunta que fica é quais jurisdições vão abrir espaço para pagamentos em stablecoin com regras claras, e se emissores, adquirentes e bandeiras vão convergir para trilhos comuns ou seguir cada um com sua tubulação própria.
Fontes: Finextra • Let’s Money