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Visa e Mastercard dão aval à Zoop, do iFood, como adquirente

Zoop, fintech do iFood, tem aval de Mastercard e Visa para ser adquirente e prevê fechar integrações até o 1º semestre de 2027, com foco em marketplaces.

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· 3 min

zoop
CEO da Zoop, Cesario Martins / Foto: Divulgação

Mastercard e Visa autorizaram a Zoop, fintech do iFood, a atuar como adquirente. A estreia na função ainda depende da integração com cada bandeira: pela expectativa, a Mastercard vem antes, até o final de janeiro de 2027, e a Visa, na primeira metade do mesmo ano. O aval veio das bandeiras, e o Banco Central recebeu uma comunicação.

Zoop · etapas para atuar como adquirente

O aval saiu, mas falta concluir a integração com cada bandeira

Datas de integração são expectativa, não operação iniciada

Linha do tempo das etapas da Zoop para atuar como adquirente. Em novembro de 2025 foi publicada a Resolução BCB nº 522. A autorização de Mastercard e Visa já foi obtida e o Banco Central foi comunicado. A expectativa é concluir a integração com a Mastercard até o fim de janeiro de 2027 e com a Visa no primeiro semestre de 2027.

Etapas pendentes em tracejado. Fonte: Valor (03/11/2026). Arte: Let’s Money.

O que muda na operação da Zoop

Até aqui, a empresa trabalha como subcredenciadora, também chamada de subadquirente, com outra adquirente entre ela e as bandeiras. Terminadas as integrações, soma a esse papel o de credenciadora, com ligação direta a Mastercard e Visa. A licença que já tem no BC, de instituição de pagamento e na modalidade de emissor de moeda eletrônica, está em nome da iFood Pago.

A via própria se soma às que a empresa já usa: a Zoop seguirá multiadquirente, e a nova estrutura terá o iFood como primeiro cliente. O plano é abri-la depois ao restante da base, que passa de 50 contas e inclui Nubank, Itaú, TOTVS e Olist. A fintech também está por trás da maquininha própria da Chilli Beans.

O novo papel abrirá ainda a captura de vale-alimentação e vale-refeição em arranjos abertos. Nos fechados, cada conexão terá de ser feita à parte, e a operação segue no modelo de subcredenciadora até lá.

“A gente vira uma adquirente, em que a gente tem uma ação direta com as bandeiras, e a gente consegue trazer uma tranquilidade regulatória para os nossos clientes que são marketplace”, disse Cesario Martins, CEO da Zoop, ao Valor.

Marketplaces são o primeiro alvo

O foco inicial recai sobre plataformas que precisam se ajustar à nova regra do BC para adquirentes. A Resolução BCB nº 522, de novembro de 2025, endureceu as exigências de gestão de risco e de liquidação nos arranjos de pagamento e levou as subcredenciadoras para dentro da liquidação centralizada. Pela leitura de Martins, o marketplace terá de reorganizar os fluxos para só movimentar, nessa etapa, dinheiro do próprio negócio.

Os dois caminhos que a Zoop desenha para marketplaces

Caminho Papel do marketplace Base na Zoop
Split de pagamentos Dispensa o papel de subcredenciadora; a fintech reparte e liquida os valores Licença de instituição de pagamento
Infraestrutura da Zoop Segue como subcredenciadora, dentro de conta regulada Zoop atuando como adquirente

Descrição da Zoop. Fontes: Startups e Valor

“Muitos clientes marketplaces precisam de uma solução, porque percebem que, do jeito que estava antes, vão ter que mudar”, afirmou o executivo à Startups. Na lista de clientes desse grupo, ele menciona Decolar, Sympla, OLX e o iFood.

A projeção de volume e o papel dos agentes de IA

O TPV (volume total de pagamentos) dos últimos 12 meses ficou acima de R$ 155 bilhões, e a Zoop espera subir pelo menos 50% em 2027, puxada por novos marketplaces, segundo o Valor.

Martins credita a agentes de IA parte do ritmo do projeto: a estruturação levou seis meses, ante até 18 meses no caminho tradicional, pela conta da empresa. “A Zoop vai ser a primeira adquirente do Brasil construída por agentes de IA”, afirmou. Ele espera que os pagamentos agênticos, nos quais a IA compra em nome do consumidor, ganhem com a nova posição.

O que observar

O primeiro teste é de calendário. A autorização das bandeiras só vira operação quando as integrações terminarem, e as datas ainda são expectativa. Vale acompanhar se o cronograma se sustenta e em que ritmo o volume migra para a via própria, que nasce como alternativa entre várias.

Para marketplaces, a pergunta é de desenho: abrir mão do papel de subcredenciador e usar split, ou manter a função sobre a infraestrutura de terceiro. A escolha pode mexer em custo de compliance, no fluxo de liquidação e na dependência de fornecedor. Também fica em aberto como adquirentes que atendem esse público vão reagir a um novo credenciador nascido num ecossistema de delivery.

Fontes: Valor • Startups • Zoop

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