A sinistralidade do mercado segurador brasileiro atingiu 46,2% em agosto de 2026, aumento de 8,5 pontos percentuais (p.p.) em relação ao mesmo mês de 2025 e o nível mais elevado para agosto desde 2021. Os dados são do Boletim IRB+Mercado, divulgado pelo IRB+Inteligência nesta quarta-feira (04/11).
No acumulado do ano, porém, a sinistralidade ficou em 39,3%, queda de 1,6 p.p. em relação ao mesmo período de 2025, patamar mais baixo da série histórica iniciada em 2014.
Entre os segmentos, destacaram-se as reduções de sinistralidade em Corporativo de Danos e Responsabilidades (-8,4 p.p.), Rural (-4,7 p.p.) e Vida (-0,8 p.p.). Em movimento oposto, Crédito e Garantia foi o destaque de agosto, com alta de 117 p.p.
IRB+Mercado · sinistralidade do mercado segurador
Agosto sobe a 46,2%, mas o acumulado é o mais baixo da série
Sinistralidade do mês e do acumulado de janeiro a agosto de 2026, em %
Faturamento de R$ 154,6 bilhões e lucro de R$ 28,1 bilhões
Em agosto de 2026, o mercado segurador cresceu 5,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior, com cerca de R$ 20 bilhões em prêmios emitidos em seguros. De janeiro a agosto, o faturamento do setor aumentou 6,1% frente ao mesmo período de 2025, chegando a R$ 154,6 bilhões. No período de oito meses, o lucro líquido das seguradoras somou R$ 28,1 bilhões, alta de 6,5%.
Os prêmios cedidos pelas seguradoras em resseguro tiveram redução de 3,2% no mês. Na comparação com o ano anterior, entre janeiro e agosto de 2026, o volume de prêmios cedidos em resseguro alcançou R$ 20,6 bilhões, avanço de 2,8%.
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Vida cresce 7,2% no mês
O segmento Vida liderou o crescimento de agosto de 2026, com alta de 7,2% e faturamento de R$ 7,4 bilhões. No acumulado dos oito meses do ano, o segmento cresceu 8,7% na comparação com igual período de 2025. A sinistralidade acumulada no período ficou em 27%, redução de 0,8 p.p. e a taxa mais baixa entre os segmentos analisados. Desde 2021, o indicador apresenta trajetória de queda, partindo de 50,3%.
Com faturamento de R$ 5,7 bilhões no mês, Automóvel seguiu de perto o crescimento, com alta de 7% na comparação anual, mantendo variações positivas em todos os meses do ano. De janeiro a agosto, os prêmios emitidos somaram R$ 42,4 bilhões, o equivalente a 27,4% do faturamento do mercado segurador. A sinistralidade de janeiro a agosto ficou em 61,1%, alta de 1,6 p.p.
Rural recua no mês e Crédito e Garantia sobe 20,9% no ano
Na comparação anual, Corporativo de Danos e Responsabilidades cresceu 3,1% em agosto de 2026, registrando faturamento no mês de R$ 3,5 bilhões. No acumulado dos oito primeiros meses de 2026, a alta foi de 2,3% frente ao mesmo período de 2025. A sinistralidade acumulada no período ficou em 32,6%, redução de 8,4 p.p.
Individual Contra Danos cresceu 6,3% em agosto de 2026, registrando faturamento de R$ 1,7 bilhão. No acumulado do ano, a alta foi de 8%. Nos oito meses, o segmento manteve a sinistralidade estável em 28,9%, ante 27,9% no mesmo período do ano anterior.
O segmento Rural teve faturamento no mês de R$ 973 milhões, recuando 17,4%. O seguro agrícola, principal ramo no mês, somou R$ 343,7 milhões em prêmios, com queda de 14,2%. Nos oito primeiros meses de 2026, o segmento acumulou R$ 7,9 bilhões em prêmios emitidos, queda de 9,5% em relação ao mesmo período de 2025. A sinistralidade reduziu 4,7 p.p., alcançando 28,6% no acumulado do ano.
Crédito e Garantia cresceu 20,9% de janeiro a agosto na comparação com mesmo período de 2025, a alta mais expressiva entre os segmentos. Em agosto de 2026, com R$ 738 milhões em prêmios emitidos, avançou 17,7%. Já a sinistralidade alcançou 49,2% nos oito meses, alta de 3,0 p.p.
IRB+Mercado · sinistralidade por segmento
De janeiro a agosto, Vida tem a taxa mais baixa, de 27%
Sinistralidade acumulada de janeiro a agosto de 2026, em %
Os números interessam a seguradoras, resseguradoras e corretores que acompanham a rentabilidade das carteiras. Vale acompanhar se o acumulado do ano segue no patamar mais baixo da série depois da alta do índice em agosto de 2026, e como os prêmios cedidos em resseguro se comportam nos próximos boletins.