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Seguro auto puxa 34,6% da alta do setor com R$ 6 bi em julho

Pelo IRB+, o ramo explicou 34,6% da alta do mercado segurador em julho de 2026; na Susep, soma R$ 36,68 bi no ano, 6,17% acima de 2025.

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Nos números do IRB+Inteligência publicados pela coluna de Lauro Jardim, no O Globo, o seguro auto explicou 34,6% do avanço do setor de seguros em julho de 2026. Frente ao mesmo mês de 2025, o ramo cresceu 6,2%, e a nota aponta faturamento de R$ 6 bi. Pela conta do Let’s Money com os boletins da Susep, o ramo gerou cerca de R$ 5,95 bi em prêmios naquele mês.

Prêmios de seguros de janeiro a julho de 2026

Linha Prêmios (R$ bilhões) Variação nominal Variação real
Seguro auto 36,68 +6,17% +1,71%
Seguros de danos (total) 86,23 +3,74% -0,61%
Seguros de pessoas 48,25 +10,48% +5,87%

Prêmios acumulados de janeiro a julho de 2026, comparados ao mesmo período de 2025. Fonte: Boletim Susep

Seguro auto nos números da Susep

O boletim mensal da Susep, a Superintendência de Seguros Privados, confirma a ordem de grandeza. Somados os meses de 2026 até julho, os prêmios do ramo chegaram a R$ 36,68 bi, 6,17% acima do mesmo intervalo de 2025 em valores correntes. Corrigida pelo IPCA, a expansão encolhe para 1,71%.

O boletim anterior, referente a junho, trazia um acumulado semestral de R$ 30,73 bi. Subtraído um acumulado do outro, sobram os cerca de R$ 5,95 bi de julho de 2026 citados acima, valor compatível com o título da coluna. A conta é do Let’s Money e pode mudar se a Susep revisar dados de meses anteriores.

O auto concentra 42% do faturamento da carteira de danos, que reuniu R$ 86,23 bi em 2026 até julho. Nesse conjunto mais amplo, a variação foi de 3,74% em termos nominais, e o resultado real ficou negativo em 0,61%, ritmo inferior ao do auto.

Na conta do IRB+Inteligência, o ramo agregou R$ 2,2 bi a mais em prêmios emitidos de janeiro a julho, avanço de 6,3% sobre os sete primeiros meses de 2025. A Susep, com base própria, registra 6,17% no mesmo intervalo. Os 6,2% da nota se referem só a julho contra julho.

Emplacamentos, crédito e sinistros

A nota da coluna coloca o resultado ao lado de dois indicadores do mercado de veículos. Pela Fenabrave, a federação dos distribuidores, foram 504.574 emplacamentos no Brasil em julho de 2026, terceiro melhor resultado para o mês na série histórica. Em agosto, o financiamento de veículos teve o melhor agosto em 15 anos, segundo a Trillia, unidade de dados da B3.

O outro lado da conta é o sinistro. A sinistralidade do auto ficou em 61,2% nos sete meses do ano, a mais alta entre os segmentos do mercado segurador, de acordo com o IRB+Inteligência. Considerado o setor de seguros inteiro, a Susep contou R$ 7,23 bi em indenizações pagas em julho de 2026, 13,82% acima do mesmo mês do ano passado.

Na leitura semestral, o total pago pelo mercado em indenizações, benefícios e resgates havia caído na comparação com o primeiro semestre de 2025.

O que observar

O primeiro ponto é a distância entre o crescimento nominal e o real. Com ganho real de 1,71% no acumulado, a dúvida é quanto do faturamento maior vem de mais apólices e quanto vem de preço médio mais alto, separação que os números agregados de prêmio não permitem fazer.

O segundo é a margem. Com sinistralidade de 61,2% e indenizações em alta no conjunto dos seguros, vale acompanhar se as seguradoras de automóvel conseguem manter o ritmo de prêmios sem pressão sobre o resultado técnico, e se a frota emplacada e financiada em 2026 vira novas apólices nos próximos meses.

Fontes: O Globo • Boletim Susep de julho • Boletim Susep de junho

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