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Visa tem 1 ano para se preparar e pedir licença na China

Banco central da China aprovou a fase de preparação da Visa: a subsidiária tem até um ano para concluir a etapa e ainda depende de licença para operar.

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· 3 min

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Piotr Swat / Shutterstock.com

A Visa recebeu do Banco Popular da China (PBOC), o banco central do país, o aval para começar a preparar uma instituição doméstica de clearing de cartões. A aprovação ainda não libera a operação: a subsidiária chinesa da bandeira tem até um ano para concluir os preparativos e só depois pode pedir para começar a funcionar.

O anúncio saiu na terça-feira (13), segundo a PYMNTS, e o próprio PBOC publicou a decisão em seu site no mesmo dia, de acordo com o China Daily. No comunicado, a Visa trata o pedido aprovado, chamado de Application to Prepare, como um marco importante no caminho para atender o mercado doméstico de pagamentos chinês.

“Há mais de 40 anos, a Visa contribui ativamente para o dinâmico cenário de pagamentos da China. Esperamos dar os passos necessários no processo, conforme as regras do PBOC, para começar a operar domesticamente na China”, disse Ryan McInerney, CEO da Visa (em tradução livre).

O que ainda separa a Visa do cartão em yuan

A etapa aprovada agora é a de preparação. A licença para fazer clearing de cartões no país só será concedida depois de passar pelo crivo de dois órgãos: o próprio PBOC e a Administração Nacional de Regulação Financeira (NFRA, na sigla em inglês), segundo o que o banco central informou ao China Daily.

Enquanto essa licença não sai, a Visa continua sem poder fazer duas coisas na China: emitir cartões com a sua marca em renminbi, o yuan, e prestar a empresas locais o serviço de clearing de cartões na moeda chinesa. O que a bandeira já faz por lá, há bastante tempo, é compensar operações internacionais de cartões em moeda estrangeira. A empresa diz que seguirá no processo até iniciar a operação doméstica.

Visa na China · etapas até a licença

O aval do BC chinês abre a preparação; a operação em yuan ainda depende de licença

Marcos do pedido da Visa para montar clearing doméstico de cartões na China

Linha do tempo do pedido da Visa para atuar no mercado doméstico de cartões da China. Em 13 de outubro de 2026, a Visa anunciou que o Banco Popular da China aprovou seu pedido para preparar uma instituição doméstica de clearing de cartões. A subsidiária chinesa tem até um ano para concluir os preparativos antes de pedir para começar a operar. Depois disso, a licença depende de aprovação do Banco Popular da China e da Administração Nacional de Regulação Financeira, sem data definida.

Etapas descritas pela Visa e pelo banco central chinês ao China Daily. Fonte: Visa; China Daily. Arte: Let’s Money.

Um mercado com três redes licenciadas

Hoje, três instituições têm licença de clearing de cartões na China: a China UnionPay e as entidades locais da American Express e da Mastercard, de acordo com o China Daily. Na descrição da PYMNTS, quem manda nos pagamentos chineses é a UnionPay, que tem apoio do governo, ao lado dos aplicativos Alipay e WeChat Pay, de Alibaba e Tencent.

A tentativa da Visa vem de longe. A PYMNTS relata que registros empresariais citados pelo Financial Times mostram a bandeira tentando montar operação no país pelo menos desde 2015, ano em que abriu uma unidade local. Enquanto isso, a relação com a rede chinesa avançou por outras portas: em fevereiro de 2026, Visa e UnionPay firmaram acordo para remessas à China.

O que observar

A primeira pergunta é de calendário. O prazo de um ano vale para a preparação, e a licença ainda depende de dois reguladores, sem data definida. Vale acompanhar se a subsidiária fecha os preparativos antes do limite e quanto tempo a avaliação conjunta leva depois disso.

A segunda é comercial. Se a licença sair, a entrada da bandeira ajudaria a diversificar o clearing de cartões no país e facilitaria pagamentos de visitantes estrangeiros, na avaliação de analistas ouvidos pelo China Daily. O teste será quantos emissores e credenciadores locais aceitam integrar mais uma bandeira num mercado em que a rede apoiada pelo governo e as carteiras digitais ocupam o dia a dia do consumidor.

Fontes: Visa • China Daily • PYMNTS • Let’s Money: Visa e UnionPay firmam acordo para remessas à China

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