
A temporada de balanços do quarto trimestre de 2025 começa esta semana com os principais bancos brasileiros apresentando cenários bem diferentes. Santander abre a agenda nesta quarta-feira (4), seguido por Itaú no mesmo dia e Bradesco na quinta-feira (5), enquanto Banco do Brasil e Nubank fecham o ciclo nas semanas seguintes.
As projeções do mercado apontam para resultados sólidos impulsionados pela sazonalidade típica do fim do ano, que costuma favorecer volumes de crédito e receitas com tarifas. Conforme reportou o Seu Dinheiro, analistas esperam lucro de R$ 12,2 bilhões para o Itaú e R$ 6,4 bilhões para o Bradesco, com rentabilidades de 24,2% e 15,2%, respectivamente.
Itaú e Bradesco lideram recuperação
O Itaú deve confirmar sua posição de liderança com crescimento consistente da carteira de crédito e qualidade de ativos estável. O foco dos investidores estará nas projeções para 2026, especialmente sobre expansão do crédito e controle de despesas.
Já o Bradesco pode apresentar o oitavo trimestre consecutivo de melhora no lucro e no ROE. A combinação de receitas fortes, risco administrável e avanço no plano de transformação sustenta a visão de que a recuperação do banco ganha tração.
Banco do Brasil sob pressão
Na contramão, o Banco do Brasil deve apresentar a performance mais fraca entre os grandes bancos. Provisões elevadas no agronegócio continuam pressionando a rentabilidade, que deve se manter em um dígito. A projeção é de lucro de R$ 4 bilhões, queda de 58% na comparação anual, com ROE de apenas 8,7%.
A desaceleração do crédito corporativo e do agronegócio, somada às altas provisões, limita a recuperação mesmo com crescimento da margem financeira.
Nubank mantém ritmo forte
O Nubank deve continuar com crescimento acelerado da carteira de crédito, apoiado no aumento dos limites de cartões e empréstimos pessoais. A projeção é de lucro de US$ 882 milhões, alta de quase 60% ante o 4T24, com ROE de 32,4%.
Além dos números trimestrais, os guidances para 2026 serão cruciais para indicar o ritmo de crescimento do setor. Outro ponto sensível é o impacto indireto da crise do Banco Master via contribuições ao Fundo Garantidor de Crédito.