O Itaú Unibanco estabeleceu uma rotina de revisão semestral do modelo de trabalho que envolve o comitê executivo e o conselho de administração. A cada seis meses, o maior banco do Brasil avalia se as configurações atuais estão adequadas ou se mudanças são necessárias, com eventuais alterações comunicadas diretamente pelo CEO Milton Maluhy Filho aos quase 100 mil colaboradores da instituição.
Segundo o Bloomberg Línea, o modelo atual combina três configurações: 100% presencial para agências e áreas comerciais, híbrido com oito dias presenciais por mês (equivalente a dois dias por semana) para boa parte do banco, e 100% remoto para casos limitados de talentos estratégicos. A definição é baseada na análise de dados sobre entregas, adesão cultural e necessidades operacionais de cada área.
Trabalho híbrido balanceia cultura e flexibilidade
“Por enquanto, avaliamos que está funcionando bem: os resultados do banco têm sido bons e a evolução da cultura também vai bem”, afirmou Sergio Fajerman, diretor executivo de Pessoas, Marketing e Comunicação do Itaú, em entrevista. A flexibilidade sobre os dias da semana é negociada com cada gestor no modelo híbrido.
A preocupação central do banco é com impactos de longo prazo na cultura organizacional e na formação de lideranças. O movimento ocorre num momento em que outros grandes bancos brasileiros também reavaliaram seus modelos — o Nubank anunciou transição para híbrido a partir de julho de 2026, enquanto o Bradesco determinou retorno presencial para cerca de 900 funcionários de investimentos e tesouraria.








