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Golpes usam nome da Febraban no WhatsApp e em falso crédito

Entidade diz que não procura clientes por SMS, ligação, e-mail ou WhatsApp para operações financeiras nem cobra valor algum para liberar empréstimo.

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· 3 min

Mensagem, ligação ou oferta de crédito que chegue em nome da Febraban deve ser tratada como tentativa de golpe. A Federação Brasileira de Bancos emitiu um alerta sobre criminosos que exploram a marca da entidade para enganar consumidores e reforçou que não procura correntistas nem empresas por canal nenhum para tratar de dinheiro.

O aviso parte da natureza da federação: uma associação sem fins lucrativos que fala em nome das instituições financeiras e não mantém relação direta com os clientes dos bancos. Contato em nome dela pedindo dado ou pagamento já nasce suspeito.

“A Febraban não contata pessoas físicas ou jurídicas por SMS, ligação telefônica, carta, e-mail, WhatsApp ou quaisquer redes sociais, para realização de procedimentos de segurança ou para a efetivação de operações financeiras. Trata-se de modalidade de golpe”, afirmou Raphael Mielle, diretor de Serviços e Segurança da Febraban.

Como funciona o golpe do perfil falso no WhatsApp

Um caso identificado pela federação na semana de 5 de outubro usa a identidade visual da entidade. O golpista montou uma conta no WhatsApp com a logomarca da Febraban e disparou textos com o aviso “assunto urgente”, alegando uma movimentação estranha em um banco onde a pessoa tem conta.

Pelo roteiro descrito no alerta, o golpista então solicita dados bancários, senha inclusive, com a desculpa de anular a tal transação, e usa o que recebe para cometer crimes que geram perda financeira. Para esse momento, vale a regra da campanha antifraude que a Febraban lançou com o humorista Rafael Portugal: parar, pensar e desconfiar antes de entregar qualquer informação ou mexer na conta.

O WhatsApp também aparece no topo de outro levantamento: no Santander, site falso e WhatsApp lideram os golpes contestados por clientes no primeiro semestre de 2026, segundo o banco.

Os dois golpes em nome da Febraban e o que cada um pede

Golpe Como chega O que o criminoso pede
Perfil falso no WhatsApp Conta com a logomarca da Febraban e texto de “assunto urgente” sobre transação suspeita Número da conta, senha e dados pessoais
Falso empréstimo Sites e perfis que imitam instituições financeiras e prometem crédito fácil, inclusive a negativados Depósito prévio de taxas, impostos ou outros valores

Modalidades descritas no alerta da entidade. Fonte: Febraban

O falso empréstimo e a cobrança antecipada

A segunda frente é a do crédito que nunca chega à conta. Os golpistas imitam bancos e financeiras na internet, anunciam empréstimos em termos bons demais e acenam a quem está negativado. Quem deixa os dados num formulário recebe um contato e, às vezes, um contrato de fachada.

Antes de soltar o valor, o golpista exige um depósito para cobrir supostas taxas, impostos ou outras despesas e diz, sem ser verdade, que isso é praxe no mercado ou exigência da própria Febraban. O anúncio de crédito falso também mobiliza o poder público: em julho de 2026, governo e Google criaram um selo para anúncio de banco e crédito, que exige prova de autorização do regulador.

“Desconfie sempre que exigirem qualquer pagamento antecipado para liberar um empréstimo. Cobranças de impostos, taxas de cadastro ou adiantamento de parcelas como condição para receber o crédito são sinais de golpe. A Febraban não oferece empréstimos nem cobra valores para sua liberação”, disse Mielle.

Para qualquer abordagem desse tipo, a orientação da federação tem três partes: cortar a conversa na hora, não repassar senhas, códigos nem informações pessoais ou bancárias e não fazer pagamento ou transferência. Na dúvida, o caminho é procurar o banco pelos canais oficiais.

O que observar

Entidades de classe do setor financeiro têm marca conhecida, mas não atendem o cliente final, o que torna qualquer contato em nome delas um sinal claro de fraude. Vale acompanhar se plataformas de mensagem conseguem barrar perfis que copiam logomarcas institucionais antes que o texto chegue ao celular da vítima.

A outra pergunta é para onde vai o golpe da taxa antecipada quando a verificação de anunciantes de crédito aperta. Se a checagem endurece nos anúncios pagos, a abordagem pode migrar para perfis comuns em redes sociais e mensageiros, onde o filtro é outro.

Fontes: Febraban • Let’s Money • Let’s Money (Santander) • Let’s Money (selo de anunciante)

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