O Itaú Unibanco acertou a compra de 35% da Prisma Capital, casa independente de investimentos alternativos que administra perto de R$ 28 bilhões. O banco recebe apenas papéis preferenciais, que não dão voto, e o dinheiro novo fica na própria gestora, que pretende aplicá-lo em originadoras de crédito.
Os fundadores Lucas Canhoto, Marcelo Hallack e João Mendes seguem donos dos outros 65% e de todas as ações com voto, segundo o NeoFeed. Nenhum deles se desfez de ações, e o preço não foi revelado. O acordo, anunciado em 14 de outubro de 2026, ainda precisa do aval do Cade e do Banco Central.
Prisma Capital · divisão do capital após o acordo
Itaú terá 35% da gestora, e o voto continua com os fundadores
Participação no capital da Prisma Capital, gestora com cerca de R$ 28 bilhões sob gestão

A conclusão depende de aprovação do Cade e do Banco Central. Fonte: Valor Econômico; NeoFeed. Arte: Let’s Money.
Capital para a Prisma originar o próprio crédito
Pelo relato de Mendes ao NeoFeed, o aporte servirá para elevar o capital que a própria casa coloca nos fundos e para criar ou adquirir empresas que abastecem essas carteiras. “A gente quer que parte relevante dos fundos seja composta por originação controlada pela Prisma, desde a subscrição, a elegibilidade dos ativos, é o que gera retornos previsíveis para os nossos investidores”, disse João Mendes, sócio-fundador da Prisma, ao Valor.
Hallack resumiu a decisão na Bloomberg Línea: “A gente chegou à conclusão que precisava de capital e de um sócio de longo prazo e a gente se encontrou com o Itaú”. Canhoto citou as novas regras de perda esperada, que elevam as provisões dos bancos. “Portanto, os bancos agora precisam reciclar mais capital, e é nesse mercado que atuamos”, afirmou.
Desde 2017 foram 120 operações, que somam mais de R$ 14 bilhões aplicados; o capital realizado passa de R$ 13 bilhões. O terceiro fundo da casa capta R$ 1,8 bilhão, e metade desse valor já tem destino em investimentos.










