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Noah, de stablecoin, capta US$ 16 mi e leva seed a US$ 38 mi

Noah, de pagamentos internacionais com stablecoin, somou US$ 16 mi aos US$ 22 mi de 2025 com Endeit, FJ Labs, LocalGlobe e Felix Capital; receita subiu 538% no ano.

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· 3 min

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A Noah, que monta infraestrutura de pagamentos internacionais com stablecoins, encerrou a rodada seed em US$ 38 milhões, em comunicado divulgado nesta quarta-feira (7). A etapa final trouxe US$ 16 milhões de investidores novos e antigos, somados aos US$ 22 milhões que ela já tinha levantado.

Os US$ 38 milhões da seed somam duas etapas

Etapa Valor
Levantado antes US$ 22 milhões
Etapa final, com investidores novos e antigos US$ 16 milhões
Total da seed US$ 38 milhões

Fonte: Finextra e PYMNTS. Arte: Let’s Money.

A primeira parte da seed foi anunciada em junho de 2025. Entre os financiadores, a Finextra cita Endeit Capital, FJ Labs, LocalGlobe e Felix Capital, numa lista que não esgota os participantes. Os números operacionais vieram junto: a receita da Noah cresceu 538% no acumulado de 2026 sobre o mesmo intervalo de 2025, com expansão de 31% de um mês para o outro e mais de 150 clientes novos assinados, segundo a empresa.

Nova York, compliance e trilhos locais

O plano declarado para o capital é ampliar o serviço de transferências entre países. Isso inclui abrir um escritório em Nova York, reforçar a presença regulatória, trazer gente de engenharia e de compliance e aprofundar a ligação com redes de pagamento locais. Hoje a Noah diz operar em mais de 150 mercados e com mais de 60 moedas, vendendo direto ou por meio de fintechs, bancos digitais e outras plataformas parceiras.

“A stablecoin é crucial para o futuro da movimentação de dinheiro. Transferências internacionais são altamente reguladas e cada vez mais desafiadoras, já que cada país, moeda e meio de pagamento exige parcerias locais, integrações e infraestrutura de compliance”, disse Thijn Lamers, cofundador da Noah, em tradução livre. Ele projeta um salto de porte: “Nos próximos 12 meses, a Noah está escalando o negócio ao nível necessário para suportar de quatro a cinco vezes a receita atual”, afirmou.

Shah Ramezani, cofundador e CEO, usa os bancos digitais como régua. “Assim como os bancos digitais revolucionaram o banco doméstico, queremos redefinir os mercados globais de transferência de dinheiro”, disse ele, segundo a PYMNTS.

Um mercado que cresce rápido, mas ainda é fatia pequena

O pano de fundo é um mercado em expansão. Os pagamentos entre empresas feitos em stablecoin atingiram US$ 226 bilhões em valor anualizado, alta de 733% em doze meses, conforme dados reproduzidos pela Finextra. Mesmo assim, essas moedas digitais respondem por menos de 1% dos US$ 34,8 trilhões que circulam por ano em pagamentos B2B internacionais.

A Noah também aparece em produtos para brasileiros. Em janeiro de 2026, a empresa e a Picnic levaram a folha salarial em dólar a profissionais brasileiros, com contas virtuais na moeda americana dentro do app.

Antes disso, em outubro de 2025, a carteira MiniPay integrou a infraestrutura da Noah para que freelancers, criadores e vendedores recebam do exterior, numa parceria de pagamentos globais com stablecoins que prevê saque local por Pix, entre outros meios. Mais recentemente vieram acordos com Cedar Money, Bron e Aurea Hub.

O que observar

A distância entre US$ 226 bilhões e US$ 34,8 trilhões é o argumento central de quem investe em infraestrutura de stablecoin para empresas, e também a medida do caminho que falta. Vale acompanhar se provedores desse tipo convertem crescimento percentual alto, ainda sobre base pequena, em volume relevante, e quanto do capital novo vai para licenças.

Outra pergunta é se o ritmo de 2026 se sustenta: suportar quatro a cinco vezes a receita atual em 12 meses é uma ambição declarada, ainda sem número de volume que permita medir o avanço.

Fontes: Finextra • PYMNTS • Noah • Let’s Money: Noah e Picnic • Let’s Money: MiniPay e Noah

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