Sipag, do Sicoob, cresce 16,9% e soma R$ 60,48 bi até agosto
A Sipag, maquininha do Sicoob para empresas, foi de R$ 51,72 bi para R$ 60,48 bi entre janeiro e agosto; em 2025 inteiro, o volume chegou a R$ 81,79 bi.
A Sipag, braço de maquininhas e meios de pagamento do Sicoob para clientes pessoa jurídica, processou R$ 60,48 bi nos oito primeiros meses de 2026, valor 16,9% maior que os R$ 51,72 bi de igual intervalo do ano passado. Em todo o ano de 2025, a operação somou R$ 81,79 bi.
Sipag · volume transacionado de janeiro a agosto
De janeiro a agosto, a maquininha do Sicoob movimentou 16,9% mais que um ano antes
Valor transacionado na Sipag entre janeiro e agosto de cada ano, em R$ bilhões
Números informados pelo Sicoob. Fonte: Sicoob (comunicado de setembro de 2026). Arte: Let’s Money.
O Sicoob recorre aos dados da Abecs, que mediu R$ 4,5 tri em pagamentos com cartão no país em 2025, 10,1% acima de 2024. Para este ano, a associação projeta crescimento com piso de 9,5% e teto de 11,5%, o que levaria o setor a ultrapassar a marca inédita de R$ 5 trilhões. As bases são diferentes: a conta da Sipag cobre oito meses de 2026, e o comunicado não detalha quanto do volume vem de cartão, de Pix ou de voucher.
As grandes adquirentes, em outra janela
Os balanços do segundo trimestre dão outra referência de ritmo. Na Stone, o volume processado na adquirência chegou a R$ 142,2 bi de abril a junho, com alta anual de 4,3%. A composição pesa: o Pix QR Code avançou 44,3%, enquanto a parcela de cartões recuou 3,1%.
No PagBank, a adquirência movimentou R$ 133,4 bi no mesmo trimestre, 3% acima de um ano antes (veja o resultado do PagBank no segundo trimestre). Os três números não formam um ranking: a Sipag informa oito meses acumulados, e as duas companhias, um trimestre, cada uma com sua definição de volume.
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A cooperativa como balcão da maquininha
A venda passa pelas cooperativas: o associado contrata a Sipag na própria cooperativa, que fornece o equipamento, e a máquina pode sair no ato quando há aparelho na unidade. “O cooperado negocia diretamente com sua cooperativa e, havendo equipamento disponível em estoque, pode receber a máquina logo após a contratação”, afirmou Franklim Moreira de Oliveira Júnior, gerente comercial do Sicoob. O canal tem escala: o sistema reúne mais de 10,2 milhões de associados e passa de 4,7 mil locais de atendimento; em mais de 420 cidades, não há outro banco ou cooperativa além dele.
O portfólio reúne terminais SmartPOS, PINPAD conectado ao sistema do caixa e links de cobrança para vender a distância, por URL ou QR Code. A aceitação passa de 30 bandeiras e cobre Pix, débito, voucher, pré-pago e crédito parcelado ou à vista. Num portal web e no aplicativo, o cliente confere vendas, extratos, tarifas e o calendário de recebimentos, além de antecipar recebíveis; mais de 50 sistemas de gestão se conectam à solução, inclusive para emitir nota fiscal, fichas e ingressos.
“A adquirência deixou de ser apenas uma forma de capturar a venda. Para o empresário, ela passou a fazer parte da gestão financeira do negócio”, disse Franklim. A Sipag já aparece, com os boletos, no painel do Sicoob que reúne contas de vários bancos para PMEs.
O que observar
O comunicado não informa quantos estabelecimentos usam a solução, nem como o volume se divide entre crédito, débito e Pix. Sem esses dados, fica aberta a origem da alta: mais lojistas na base, mais vendas por lojista ou troca de meio de pagamento dentro da mesma clientela.
A outra pergunta é de distribuição. Cooperativas de crédito vendem a maquininha dentro de um relacionamento que já inclui conta, crédito e recebíveis do associado. Vale acompanhar se esse canal sustenta alta de dois dígitos no acumulado até dezembro, quando o número do ano inteiro poderá ser comparado com os R$ 81,79 bi de 2025.