
A fintech francesa Shares entrou em negociações exclusivas com a Société Générale para adquirir 100% da Treezor, líder europeia em Banking-as-a-Service. A operação, cujo valor não foi divulgado, deve criar um dos principais grupos de finanças digitais da Europa ao combinar serviços de investimento com infraestrutura bancária em nuvem.
Shares e Treezor: a aposta na consolidação
Fundada em 2021 por Benjamin Chemla, a Shares se consolidou rapidamente no mercado de investimentos para varejo, levantando US$ 90 milhões em apenas 14 meses com investidores como Peter Thiel. Agora, a fintech busca expandir sua atuação além de ações, ETFs e criptomoedas.
Segundo o portal FinTech Futures, a aquisição permitirá que a Shares construa uma plataforma de serviços financeiros completa. A Treezor, comprada pela Société Générale em 2019, já processou mais de 130 bilhões de euros em transações e emitiu 8 milhões de cartões em diversos mercados europeus.
O que muda no mercado de BaaS europeu
A operação está sujeita à assinatura de acordos definitivos e aprovações regulatórias. Se concretizada, a Treezor poderá ampliar seu mercado endereçável além de serviços bancários básicos, incluindo produtos de investimento e poupança de alto valor agregado.
Para Benjamin Chemla, empreendedor serial que fundou a Stuart (vendida para La Poste), esta é uma jogada estratégica para consolidar a Shares como referência na transformação digital das finanças europeias. A Treezor já é conhecida como “unicorn farmer” por ter apoiado o surgimento de fintechs como Qonto, Lydia e Swile.
Com presença ativa na França, Alemanha, Benelux, Itália e Espanha, a Treezor oferece serviços de pagamento em marca branca via APIs, cobrindo desde KYC até emissão de cartões. A combinação com as soluções de investimento da Shares pode criar uma cadeia de valor financeiro completa, integrando contas, pagamentos, poupança e investimentos em uma única plataforma.