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Money20/20Pagamentos · Money 20/20

Brasileira Trace vence prêmio de startups do Money20/20

Fintech do Rio levou o Grand Prix da categoria Startup Growth Stage do Money Awards, em Las Vegas, com a tese de licença bancária antes do produto.

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· 3 min

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A fintech brasileira Trace Finance, do Rio de Janeiro, venceu a categoria Startup Growth Stage do Money Awards, a premiação do Money20/20, no Money20/20 USA, em Las Vegas, no domingo (18). A empresa de câmbio e pagamentos internacionais para empresas levou o Grand Prix da categoria, a de startups em estágio de crescimento.

A Trace levou o Grand Prix na subcategoria Payments & Commerce. Mais de 40 líderes do setor julgaram as inscrições, distribuídas em seis categorias.

Os vencedores de cada categoria do Money Awards 2026

Categoria Vencedora
Startup Early Stage Charm Security
Startup Growth Stage Trace Finance
Banking Omnisient
Payments Privy, a Stripe Company
Partnerships & Strategic Alliance SOOHO.IO
Diamond Bolttech

Fonte: Money20/20

No palco, o apresentador da cerimônia explicou que o júri escolheu dois Grand Prix para startups, um por estágio, e que cada um representa o melhor da categoria. Pela conta que ele fez ao público, só 20% das inscrições chegaram à final e 8% levaram troféu.

A tese premiada: licença bancária antes do produto

“A principal inovação da Trace é tratar licenças bancárias como infraestrutura de produto, e não como exigência de back-office”, afirma a empresa no texto submetido ao júri (em tradução livre). Pelo relato da Trace, a ordem foi inversa à de boa parte dos concorrentes: primeiro veio a conexão bancária regulada no Brasil, o mercado mais complexo, e só depois o produto de pagamentos. Assim, oferece conta, câmbio em tempo real e liquidação local pelo Pix sem depender de banco parceiro.

Trace Finance · o que a inscrição declara

Licença bancária própria em 2 mercados e mais de US$ 10 bi processados

Números informados pela Trace na inscrição premiada no Money Awards 2026

Números declarados pela Trace Finance na inscrição premiada no Money Awards 2026: mais de US$ 10 bilhões processados em pagamentos internacionais institucionais; presença regulada em 5 países (Estados Unidos, Brasil, México, Colômbia e Argentina); licença bancária própria em 2 mercados, EUA e Brasil, os dois mercados principais da empresa.

Dados autodeclarados pela empresa na inscrição. Fonte: inscrição da Trace Finance no portal de vencedores do Money Awards (Money20/20). Arte: Let’s Money.

Na inscrição, a empresa declara presença regulada em cinco países (Estados Unidos, Brasil, México, Colômbia e Argentina). A licença bancária própria ficou nos dois mercados principais, EUA e Brasil; no México, na Colômbia, na Europa e na Ásia, a operação usa bancos parceiros. A Trace afirma ter processado mais de US$ 10 bilhões em pagamentos internacionais institucionais e cita como clientes dLocal, Conduit, Bitso, OKX e Mercado Bitcoin.

Das startups às processadoras globais

A trajetória começou num nicho. Segundo a inscrição, a Trace ajudava startups latino-americanas, sobretudo brasileiras, a trazer o dinheiro de venture capital recebido pelas holdings nos EUA para as operações locais. O serviço cresceu até virar infraestrutura de conta, câmbio, Pix e liquidação para exchanges, fintechs e grandes processadoras globais de pagamento que operam na América Latina. No Brasil, o site da empresa oferece a instituições custódia de USDC e USDT, liquidez e conversão entre real e stablecoin.

Em junho de 2026, a Trace fechou Série A de US$ 32 milhões, liderada pela Coinfund, numa avaliação perto de dez vezes a da rodada inicial, feita em 2022. A empresa teve ainda uma segunda inscrição entre os finalistas da categoria, sobre a ponte entre bancos e stablecoins em mercados emergentes.

Esta é a segunda edição da premiação, que estreou em 2025. Em março, o Money Awards anunciou o júri global da edição 2026.

O que observar

Para fintechs de infraestrutura que vendem a processadoras globais e a exchanges, a pergunta é quanto um selo desse tipo pesa na venda a clientes institucionais, que tendem a olhar licença e histórico antes de volume.

Vale acompanhar também a tese de licença antes do produto. A própria inscrição premiada fala em equilibrar eficiência de capital e controle regulatório ao usar bancos parceiros fora dos dois mercados principais. O teste é ver se provedores de pagamento que começaram com licenças mais leves vão de fato correr atrás da mesma estrutura, como a inscrição premiada sustenta.

Fontes: Money Awards (inscrição da Trace Finance) • Money Awards (Startup Growth Stage) • Money20/20 • Trace Finance • Let’s Money

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