A Vitru Educação (VTRU3), grupo de ensino superior listado na B3 e dono das marcas UNIASSELVI e UniCesumar, escolheu a Bemobi (BMOB3) como sua nova parceira de pagamentos. A Bemobi vai modernizar a jornada de pagamentos do grupo, cujo modelo combina ensino a distância com atividades presenciais, com mais opções para os estudantes e etapas da operação financeira integradas.
Com 2.413 polos de ensino a distância em todos os estados brasileiros, a Vitru movimenta mais de R$ 3 bilhões em pagamentos por ano. A plataforma reunirá Pix, cartões de crédito e débito, boleto bancário, Apple Pay, Google Pay e Click to Pay, além de recursos como tokenização, motor de recorrência no cartão e parcelamento em até 24 vezes.
Vitru e Bemobi em números
Indicador
Dado
Alunos da Vitru
Mais de 1 milhão (o CFO fala em quase 1 milhão)
Polos de ensino a distância
2.413, em todos os estados
Pagamentos movimentados por ano
Mais de R$ 3 bilhões
Parcelamento na nova plataforma
Até 24 vezes
Fonte: anúncio da parceria entre Vitru e Bemobi, outubro de 2026
Implementação em duas fases
A primeira etapa contempla a integração do Smart Checkout da Bemobi ao Portal do Aluno das marcas UNIASSELVI e UniCesumar, simplificando jornadas como pagamento de mensalidades e renegociação. Em uma segunda etapa, a solução será expandida para os canais de aquisição, levando a nova experiência também ao momento de entrada dos alunos.
A tecnologia será oferecida em modelo white label e integrada aos ambientes digitais da própria Vitru, preservando a experiência e a identidade das marcas da instituição.
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Conversão, inadimplência e LTV
A expectativa das duas empresas é ampliar a conversão, reduzir a inadimplência, melhorar o fluxo de caixa e contribuir para o aumento do LTV (valor gerado pelo aluno ao longo do tempo).
“Quando atendemos quase 1 milhão de alunos e movimentamos mais de R$ 3 bilhões em pagamentos por ano, oferecer uma experiência financeira simples, segura e integrada passa a ser parte importante da experiência educacional. Essa parceria permitirá reunir diferentes formas de pagamento e renegociação em um único ambiente, dando mais autonomia e flexibilidade aos estudantes e, ao mesmo tempo, trazendo eficiência e inteligência para uma operação de grande escala […]”, afirma Gabriel Lobo, CFO da Vitru Educação.
O número de alunos aparece de duas formas no anúncio: o texto da parceria fala em mais de 1 milhão; o CFO, em quase 1 milhão.
Mais de 480 clientes em educação
A educação é uma das principais verticais de atuação da Bemobi. Hoje, a companhia atende mais de 480 clientes do setor, entre eles duas das cinco maiores instituições de educação básica e duas das sete maiores de ensino superior do país. Um deles é o Grupo Salta, que quase quadruplicou o pagamento digital com a Bemobi.
“Nossa experiência com centenas de instituições nos permite entender onde estão os principais pontos de atrito da jornada de pagamentos na educação e adaptar a tecnologia às necessidades específicas do setor. Na Vitru, vamos combinar esse conhecimento com uma plataforma robusta para tornar a experiência mais simples para o aluno e mais eficiente para a operação”, afirma Pedro Ripper, CEO da Bemobi.
A plataforma AI-native da Bemobi, desenvolvida para operações de alta recorrência, também é usada pela Sabesp, maior companhia de saneamento do país, por grandes distribuidoras de energia e pelas três maiores operadoras de telecomunicações do Brasil: Vivo, TIM e Claro. No Brasil, 16 das 20 maiores empresas privadas de serviços recorrentes usam as soluções da companhia, que atua com mais de 1.600 empresas em 63 países e processa mais de R$ 15 bilhões em pagamentos por ano, considerando o TPV (volume total de pagamentos) do segundo trimestre de 2026 anualizado.
O que observar
Em instituições de ensino superior com grande base de alunos a distância, matrícula, mensalidade e renegociação concentram a relação financeira com o estudante. Vale acompanhar o calendário da segunda fase, nos canais de aquisição, e se a combinação de parcelamento longo, carteiras digitais e recorrência no cartão aparece nos indicadores que as próprias empresas colocam como meta: conversão, inadimplência e fluxo de caixa.