A QI Tech e a Raízes Microfinanças, startup de crédito voltada à democratização do microcrédito produtivo, já liberaram R$ 10 milhões em linhas de financiamento para microempreendedores em três anos de projeto. Para os próximos cinco anos, a Raízes projeta superar R$ 1 bilhão em crédito concedido e chegar a 10 milhões de microempreendedores impactados no Brasil.
Contratação 100% digital e aval solidário
Pela parceria, a Raízes atua na inclusão financeira de trabalhadores formais e informais sem acesso ao sistema bancário tradicional. A contratação acontece numa plataforma 100% digital, sem burocracia e apoiada no modelo de aval solidário.
Os recursos servem de capital de giro e de capacidade de investimento produtivo para negócios de micro e pequeno porte, com perfis como proprietárias de salões de beleza, costureiras, pequenos agricultores e comerciantes de bairro. Todo o processo é remoto, com assinatura eletrônica e sem documentos físicos.
Raízes Microfinanças · microcrédito com a QI Tech
Em três anos, R$ 10 milhões liberados; a meta para os próximos cinco é R$ 1 bilhão
Crédito concedido a microempreendedores pela operação e meta definida pela Raízes
Dos R$ 10 milhões liberados até agora, 70% da base de clientes é formada por mulheres nordestinas, a maioria delas principais responsáveis pela renda da família. “Essas mulheres transformam crédito em trabalho e renda, gerando impacto real e abrindo caminho para milhões de brasileiros e brasileiras que ainda estão à margem de um crédito justo. Com essa parceria, estamos entregando oportunidades para que o trabalho se transforme em renda, dignidade e desenvolvimento”, afirma Anibal Fernandes Junior, CEO da Raízes Microfinanças.
“Quando fundamos a Raízes, tínhamos uma convicção simples: era preciso fazer o crédito chegar de forma mais justa, simples e humana. […] Desde o início, a QI acreditou no nosso projeto e se tornou uma parceira estratégica, viabilizando toda a infraestrutura financeira da operação, incluindo a bancarização dos nossos clientes”, diz o executivo.
A infraestrutura da QI Tech, em modelo pro bono
A jornada de crédito digital roda sobre a infraestrutura financeira da QI Tech, que fornece a tecnologia da operação em modelo pro bono. O sistema faz a bancarização direta dos tomadores e estrutura a política de concessão.
“A partir da infraestrutura financeira concedida pela QI Tech, a Raízes montou uma linha de crédito para conceder um limite com garantia cruzada para essa rede de empreendedores. Apoiar o projeto significa promover a democratização do acesso ao crédito. […] Temos um compromisso em ajudar o microempreendedor e dar uma oportunidade para que ele possa prosperar ou montar um primeiro negócio com funding, de forma eficiente”, diz Pedro Mac Dowell, fundador e CEO da QI Tech.
A QI Tech oferece Banking as a Service, Lending as a Service, administração e custódia de fundos e gestão de risco a bancos, gestoras e varejo. Tem licença de SCD do Banco Central e uma DTVM chancelada pela CVM. Em 2025, a ANBIMA a reconheceu como a maior administradora e custodiante de FIDCs do país, com R$ 182 bilhões sob administração. Em setembro deste ano, a Fitch elevou o rating nacional da empresa de AA-(bra) para AA(bra).
Meta de R$ 1 bilhão em cinco anos
Com o modelo operacional e a infraestrutura tecnológica validados nos três primeiros anos, a Raízes projeta escalar a oferta. A meta da startup para os próximos cinco anos é passar de R$ 1 bilhão em recursos liberados e alcançar uma base de 10 milhões de pessoas impactadas, com foco em geração de renda e no desenvolvimento da economia regional das comunidades onde atua.
O que observar
Para quem empreende fora do sistema bancário, a operação junta conta, crédito e contratação remota num mesmo fluxo. Vale acompanhar o ritmo de liberação dos próximos anos, já que a meta pede multiplicar por cem o volume concedido até aqui. Também entra no radar a discussão sobre o teto das operações, depois que o Ministério propôs elevar o limite do microcrédito a R$ 30 mil.