Sicoob eleva a 38,3% fatia sustentável do crédito liberado
No primeiro semestre de 2026, 38,3% do volume de crédito liberado pelo Sicoob foi enquadrado como finanças sustentáveis, ante 36,3% registrados em 2025.
O Sicoob elevou de 36,3%, em 2025, para 38,3%, no primeiro semestre de 2026, a fatia do volume de crédito liberado enquadrada como finanças sustentáveis. O avanço acompanha a atualização do Framework de Finanças Sustentáveis da instituição, documento que orienta o direcionamento de crédito e a estruturação de captações com propósito ambiental e social.
O framework agora está alinhado à Taxonomia Sustentável Brasileira (TSB), instituída pelo Decreto nº 12.705/2025, de 31 de outubro de 2025, e cuja fase de aplicação teve início em 2026.
Crédito sustentável no Sicoob
Indicador
Dado
Fatia do crédito liberado enquadrada como finanças sustentáveis em 2025
36,3%
Fatia do crédito liberado enquadrada como finanças sustentáveis no 1º semestre de 2026
Fatia do volume de crédito liberado enquadrada como finanças sustentáveis. Fonte: comunicado do Sicoob
Atualização veio após início da fase de aplicação da TSB
Lançado originalmente em 2024, o documento teve sua atualização feita poucos meses após o Ministério da Fazenda anunciar o início da fase de aplicação da TSB.
Segundo o Sicoob, o aprimoramento demonstra a capacidade da instituição de identificar, classificar e acompanhar operações de acordo com critérios ambientais e sociais verificáveis, aumentando a transparência sobre o impacto dos recursos direcionados.
Entre as novidades, o documento detalha critérios de elegibilidade para operações destinadas a agricultores familiares cadastrados no CAF-Pronaf, microempreendedores individuais e pequenas empresas com participação relevante de mulheres, pessoas negras ou povos indígenas na liderança.
O recorte de gênero já aparecia em outra frente da instituição: em setembro, o Let’s Money mostrou que Sicoob e Sebrae facilitam crédito a negócios de mulheres, com o FAMPE Mulher, fundo administrado pelo Sebrae, podendo atuar como garantia complementar em operações de crédito.
O framework também contempla iniciativas relacionadas à saúde e educação em municípios com IDH abaixo da média nacional, além de projetos de energia solar e eólica, agricultura de baixo carbono e mobilidade limpa. A versão completa reúne os critérios técnicos de elegibilidade por categoria.
“Para levar cooperativismo a lugares em que o mercado financeiro tradicional não chega, é preciso, além de boa vontade, rastreabilidade. É isso que a taxonomia nos propõe a construir e é o que vai permitir provar, não só dizer, o impacto que geramos nos territórios”, comenta Ênio Meinen, Diretor de Coordenação Sistêmica, Sustentabilidade e Relações Institucionais, do Sicoob.
Sobre o Sicoob
O Sicoob (Sistema de Cooperativas Financeiras do Brasil) é o maior sistema cooperativo financeiro do país, com mais de 10 milhões de cooperados e mais de 4,7 mil pontos de atendimento distribuídos por todo o território nacional. Presente em mais de 2,5 mil municípios brasileiros, é a única instituição financeira em cerca de 424 deles.
O Sicoob oferece soluções em conta corrente, crédito, investimentos, cartões, previdência, consórcio e seguros, entre outros produtos e serviços financeiros. No balanço mais recente, o Sicoob fechou o 1º semestre com R$ 471 bi em ativos e R$ 263 bilhões em carteira de crédito.
O que observar
A atualização interessa a cooperados, investidores de captações com propósito ambiental e social e a quem acompanha a adoção da Taxonomia Sustentável Brasileira pelo sistema financeiro. Vale acompanhar como a fatia de crédito enquadrada como sustentável evolui nos próximos balanços, agora medida com critérios alinhados à TSB, e como outras instituições financeiras ajustam seus próprios documentos de finanças sustentáveis durante a fase de aplicação da taxonomia, iniciada em 2026.