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StablecoinsCripto · Hong Kong

HSBC vai lançar stablecoin RedCoin em Hong Kong até dezembro

Moeda em dólar de Hong Kong ainda não foi emitida e deve chegar no 2º semestre de 2026, primeiro para pagamentos P2P e a lojistas via PayMe e app do banco.

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· 3 min

HSBC
HSBC Redcoin Foto: Reprodução

O HSBC revelou nesta quarta-feira (30) como vai se chamar a moeda digital que prepara para Hong Kong: HSBC RedCoin. A moeda, em dólar de Hong Kong, ainda não existe: a emissão está prevista até dezembro, e na largada ela só vai circular em dois canais do grupo, a carteira PayMe e o app do HSBC local, segundo a Finextra.

O comunicado não fixa um dia para a chegada ao público. A janela citada pelo banco continua sendo a metade final do ano, ancorada na autorização que o HSBC recebeu como emissor de stablecoin em Hong Kong, em abril de 2026.

O que 1.060 clientes do HSBC em Hong Kong dizem sobre stablecoin

Resposta Respondentes
Reconhecem ao menos um caso de uso 74%
Uso: ativos digitais e investimentos tokenizados 57%
Uso: transferências entre pessoas 53%
Uso: remessas internacionais 52%
Uso: pagamentos a lojistas 52%
Confiança viria de mais clareza regulatória 62%
Confiança viria de mais educação 55%
Confiança viria de proteção contra fraude 53%
Confiança viria de conversão simples em dinheiro 51%
Confiança viria de transparência das reservas 39%

Pesquisa online do HSBC com 1.060 clientes de 18 a 64 anos, feita de 18 a 28 de junho de 2026. Fonte: HSBC Hong Kong

Varejo na largada, atacado depois

A RedCoin vai entrar no mercado por etapas. Na primeira, o uso previsto é o do dia a dia: dinheiro enviado de uma pessoa para outra (P2P) e pagamento feito a comerciantes (P2M). A etapa seguinte leva a moeda para clientes corporativos e institucionais no atacado, e o banco não atribuiu data a essa ampliação.

Junto com a moeda, o HSBC diz que vai publicar uma série educativa para o público de Hong Kong, voltada a evitar golpes e a explicar como funciona o resgate. O material deve circular nos aplicativos, no site e nas redes sociais do banco.

“Lançar a nossa moeda é só o começo. Nosso objetivo é apoiar a inovação financeira de Hong Kong, sustentada pela segurança, pela confiança e pela simplicidade que definem o HSBC”, disse Maggie Ng, CEO do HSBC em Hong Kong e chefe de Retail Banking and Wealth em Hong Kong, em tradução livre.

No atacado, o grupo já testa dinheiro tokenizado em outro formato: em agosto de 2026, HSBC e Standard Chartered estrearam o blockchain da Swift numa transação interbancária com depósitos tokenizados.

O que a pesquisa do banco mostra

O nome saiu acompanhado de um levantamento que o próprio HSBC divulgou, feito pela internet de 18 a 28 de junho de 2026 com 1.060 clientes do próprio banco, de 18 a 64 anos. Segundo o banco, 74% deles reconhecem ao menos uma aplicação para stablecoins, com negociação de ativos digitais e investimentos tokenizados (57%) à frente das transferências entre pessoas (53%).

O entendimento do produto ainda varia. Pelos números do HSBC, 60% souberam definir a stablecoin como ativo digital lastreado em moeda fiduciária; 26% acreditavam que ela é emitida pelo governo e 10% esperavam rendimento de juros, recurso que as regras atuais de Hong Kong não preveem. Entre os fatores que dariam mais confiança, clareza regulatória (62%) e educação (55%) superam a proteção contra fraude (53%).

O que observar

O próximo marco concreto é a data de estreia, que precisa caber nos três meses restantes da janela indicada pelo banco. Depois dela, a questão passa a ser a duração da fase de varejo até a abertura para empresas e instituições, etapa em que stablecoins emitidas por bancos vão dividir espaço com depósitos tokenizados e redes interbancárias.

A pesquisa, restrita a clientes do emissor, aponta onde pode estar o trabalho mais pesado para bancos emissores de stablecoin: explicar quem responde pelo resgate e o que a moeda entrega. Com 26% dos clientes ouvidos atribuindo a emissão ao governo, vale acompanhar se campanhas de educação conseguem mexer nesses números antes que o uso em pagamentos do dia a dia ganhe escala.

Fontes: Finextra • HSBC Hong Kong • Let’s Money • Let’s Money

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