Ir para o conteúdo

StablecoinsCripto · Blockchain

Mastercard se une à Yellow Card em pagamentos com stablecoin

Parceria começa por Europa Oriental, Oriente Médio e África e vai testar remessas, B2B, fidelidade e tesouraria; Brasil está no plano de expansão.

por

· 3 min

shutterstock 2068107143
Yalcin Sonat / Shutterstock.com

A Mastercard fechou uma parceria estratégica com a Yellow Card, empresa licenciada que fornece infraestrutura de stablecoins a países emergentes, para criar novos usos de ativos digitais em pagamentos. O ponto de partida é a região que soma Europa Oriental, África e Oriente Médio (EEMEA), e os Emirados Árabes Unidos, o Quênia e a África do Sul estão entre os primeiros mercados. A ideia é que esse começo sirva de base para levar o modelo a outras economias emergentes prioritárias, caso da América Latina e do Brasil. No mercado brasileiro, a Yellow Card começou a operar há pouco tempo.

Remessas, B2B, fidelidade e tesouraria

São quatro as frentes em que as soluções serão desenvolvidas e testadas: remessas internacionais; pagamentos e liquidações B2B; fidelidade digital; e tesouraria. Bancos, outras instituições financeiras e reguladores vão participar do desenho, com a meta de chegar a produtos que reúnam segurança, aderência às regras e transferências mais eficientes de um país a outro.

Também estão previstos grupos de trabalho para construir produtos interoperáveis conectados à rede da bandeira, aproximando o sistema financeiro tradicional do blockchain. Do lado da segurança, ferramentas como o Mastercard Crypto Credential entram no projeto para proteger operações com ativos digitais.

Mastercard e Yellow Card · escopo da parceria

A parceria começa na EEMEA e já aponta para América Latina e Brasil

Frentes de teste, mercados iniciais e próximos passos

Frentes de teste Remessas internacionais, pagamentos e liquidações B2B, fidelidade digital e gestão de tesouraria
Primeira região EEMEA (Europa Oriental, Oriente Médio e África)
Primeiros mercados Quênia, África do Sul e Emirados Árabes Unidos, entre outros
Expansão prevista Outros emergentes prioritários, como América Latina e Brasil
No desenho dos produtos Bancos, instituições financeiras e órgãos reguladores

Escopo descrito no anúncio da parceria. Fonte: Yellow Card. Arte: Let’s Money.

Da África e do Oriente Médio para a América Latina

Hugo Rodrigues, Vice-Presidente e Head da América Latina da Yellow Card, trata a região inicial como campo de prova: “A união entre a infraestrutura de stablecoins da Yellow Card e a rede global da Mastercard é um marco para a modernização dos serviços financeiros em mercados emergentes. Embora o projeto comece focado em regiões como a África e o Oriente Médio, ele valida um modelo de infraestrutura altamente regulado, eficiente e escalável para outros mercados.”

“Nosso objetivo é facilitar transações transfronteiriças, reduzir custos para empresas de todos os portes e ampliar o acesso a serviços financeiros mais eficientes e acessíveis”, completa o executivo.

As empresas esperam que a experiência acumulada nos países iniciais acelere novos usos em outras regiões, com a América Latina citada nominalmente. O contexto é de regras mais maduras para ativos digitais e de mais instituições adotando esses ativos, e a parceria se propõe a ajudar a criar soluções mais seguras e com escala.

Mais uma frente da Mastercard em blockchain

Para a Mastercard, o acordo amplia as iniciativas no ecossistema de blockchain. A bandeira já tem outros movimentos com stablecoins: nos EUA, a SoFi liquida cartões na Mastercard em stablecoin, e a BVNK, da Mastercard, integra a rede Stellar para stablecoins.

Do outro lado, a Yellow Card se coloca entre as principais operadoras de stablecoins com licença no mundo. Com mais de 50 moedas suportadas, a empresa oferece a bancos, fintechs e multinacionais acesso ao dólar, ferramentas de tesouraria e envio de recursos ao exterior. Visa e Western Union aparecem entre os clientes.

O que observar

A parceria interessa a quem envia remessas, a empresas com pagamentos recorrentes entre países e a instituições financeiras de mercados emergentes. Nesta fase, o trabalho se concentra na Europa Oriental, no Oriente Médio e na África, e a chegada à América Latina aparece como expansão futura, sem prazo divulgado. Vale acompanhar quais casos de uso saem primeiro da fase de testes, quais bancos e reguladores entram nos grupos de trabalho e se o modelo ganha aplicação no Brasil.

Fontes: Let’s Money: SoFi, dos EUA, liquida cartões na Mastercard em stablecoin • Let’s Money: BVNK, da Mastercard, integra rede Stellar para stablecoins • Yellow Card

Compartilhar essa notícia

Let's News

Entenda o dinheiro antes do mercado.

Ao assinar, você concorda com a política de privacidade.

Sem spam. Cancele quando quiser.

Mais notíciasCripto
Ver a editoria →

Mais artigos de Cripto →

Let's News

Ao assinar, você concorda com a política de privacidade.

Sem spam. Cancele quando quiser.