A Mastercard fechou uma parceria estratégica com a Yellow Card, empresa licenciada que fornece infraestrutura de stablecoins a países emergentes, para criar novos usos de ativos digitais em pagamentos. O ponto de partida é a região que soma Europa Oriental, África e Oriente Médio (EEMEA), e os Emirados Árabes Unidos, o Quênia e a África do Sul estão entre os primeiros mercados. A ideia é que esse começo sirva de base para levar o modelo a outras economias emergentes prioritárias, caso da América Latina e do Brasil. No mercado brasileiro, a Yellow Card começou a operar há pouco tempo.
Remessas, B2B, fidelidade e tesouraria
São quatro as frentes em que as soluções serão desenvolvidas e testadas: remessas internacionais; pagamentos e liquidações B2B; fidelidade digital; e tesouraria. Bancos, outras instituições financeiras e reguladores vão participar do desenho, com a meta de chegar a produtos que reúnam segurança, aderência às regras e transferências mais eficientes de um país a outro.
Também estão previstos grupos de trabalho para construir produtos interoperáveis conectados à rede da bandeira, aproximando o sistema financeiro tradicional do blockchain. Do lado da segurança, ferramentas como o Mastercard Crypto Credential entram no projeto para proteger operações com ativos digitais.
Mastercard e Yellow Card · escopo da parceria
A parceria começa na EEMEA e já aponta para América Latina e Brasil
Frentes de teste, mercados iniciais e próximos passos
Frentes de teste
Remessas internacionais, pagamentos e liquidações B2B, fidelidade digital e gestão de tesouraria
Primeira região
EEMEA (Europa Oriental, Oriente Médio e África)
Primeiros mercados
Quênia, África do Sul e Emirados Árabes Unidos, entre outros
Expansão prevista
Outros emergentes prioritários, como América Latina e Brasil
No desenho dos produtos
Bancos, instituições financeiras e órgãos reguladores
Escopo descrito no anúncio da parceria. Fonte: Yellow Card. Arte: Let’s Money.
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Da África e do Oriente Médio para a América Latina
Hugo Rodrigues, Vice-Presidente e Head da América Latina da Yellow Card, trata a região inicial como campo de prova: “A união entre a infraestrutura de stablecoins da Yellow Card e a rede global da Mastercard é um marco para a modernização dos serviços financeiros em mercados emergentes. Embora o projeto comece focado em regiões como a África e o Oriente Médio, ele valida um modelo de infraestrutura altamente regulado, eficiente e escalável para outros mercados.”
“Nosso objetivo é facilitar transações transfronteiriças, reduzir custos para empresas de todos os portes e ampliar o acesso a serviços financeiros mais eficientes e acessíveis”, completa o executivo.
As empresas esperam que a experiência acumulada nos países iniciais acelere novos usos em outras regiões, com a América Latina citada nominalmente. O contexto é de regras mais maduras para ativos digitais e de mais instituições adotando esses ativos, e a parceria se propõe a ajudar a criar soluções mais seguras e com escala.
Do outro lado, a Yellow Card se coloca entre as principais operadoras de stablecoins com licença no mundo. Com mais de 50 moedas suportadas, a empresa oferece a bancos, fintechs e multinacionais acesso ao dólar, ferramentas de tesouraria e envio de recursos ao exterior. Visa e Western Union aparecem entre os clientes.
O que observar
A parceria interessa a quem envia remessas, a empresas com pagamentos recorrentes entre países e a instituições financeiras de mercados emergentes. Nesta fase, o trabalho se concentra na Europa Oriental, no Oriente Médio e na África, e a chegada à América Latina aparece como expansão futura, sem prazo divulgado. Vale acompanhar quais casos de uso saem primeiro da fase de testes, quais bancos e reguladores entram nos grupos de trabalho e se o modelo ganha aplicação no Brasil.