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Stripe prevê cartões com stablecoin em 100+ países em 2026

Prazo é o fim de 2026, diz Henri Stern, que passou a supervisionar stablecoins e cripto na Stripe; no mercado, esses cartões movimentaram US$ 1,2 bi em setembro.

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· 3 min

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Piotr Swat / Shutterstock.com

A Stripe espera que seus programas de cartão com stablecoin estejam disponíveis em mais de 100 países até o fim de 2026, segundo Henri Stern em entrevista à CoinDesk. CEO e cofundador da Privy, empresa de infraestrutura de carteiras cripto comprada pela Stripe em 2025, ele assumiu um papel adicional: supervisionar stablecoins e cripto em toda a Stripe.

Hoje os cartões já atendem a corretora cripto Kraken, a fintech Ramp e o app de pagamentos Morse. O pano de fundo é um segmento em aceleração: em setembro, cerca de US$ 1,2 bilhão em stablecoins foi gasto por meio de cartões, o triplo de um ano antes, segundo dados da Paymentscan citados pela CoinDesk. O número é do mercado inteiro, não só da Stripe.

Stripe · cartões com stablecoin

Gasto com cartões de stablecoin triplica e Stripe prevê mais de 100 países

Meta da Stripe, base de emissão da empresa e gasto do mercado medido pela Paymentscan

A Stripe espera levar seus programas de cartão com stablecoin a mais de 100 países até o fim de 2026, segundo Henri Stern em entrevista à CoinDesk. No mercado, cerca de 1,2 bilhão de dólares em stablecoins foram gastos por meio de cartões em um mês, o triplo de um ano antes, segundo a Paymentscan. A Stripe diz ter emitido mais de 400 milhões de cartões desde 2018.

A meta de países é expectativa da empresa. Fonte: Henri Stern e dados da Paymentscan, em entrevista e reportagem da CoinDesk (outubro de 2026). Arte: Let’s Money.

As peças que a Stripe junta no cartão

A oferta não nasce do zero. Ela combina a operação de emissão da Stripe, que segundo Stern soma mais de 400 milhões de cartões desde 2018, com a Bridge, de infraestrutura de stablecoin, adquirida por US$ 1,1 bilhão em 2024. Em março de 2026, quando a Visa ampliou a parceria com a Bridge, o programa de cartões das duas estava em 18 países, segundo a PYMNTS.

O pacote inclui ainda a Tempo, blockchain de pagamentos criada com a gestora Paradigm, e a Open USD, stablecoin da Open Standard, empresa na qual a Stripe é investidora fundadora. “Se você está usando Stripe, Bridge, Privy, Tempo, Open USD, deve ser absolutamente incrível, e deve parecer que esses sistemas foram construídos para existir juntos”, disse Stern à CoinDesk (em tradução livre).

Boa parte dos programas roda hoje sobre o USDC, da Circle, mas o executivo afirmou que a intenção é ficar “completamente agnóstica em stablecoin, completamente agnóstica em blockchain”. “Temos de atender quem está aqui só pelas stablecoins, e temos de atender milhões de usuários da Stripe que estão usando apenas os trilhos de moeda fiduciária”, disse. Depósitos tokenizados e DeFi também estão em estudo, segundo ele.

Crédito com dados da FedEx e regras para agentes de IA

Outros dois movimentos da Stripe foram reunidos pela Crowdfund Insider. Em 6 de outubro, a empresa e a FedEx Dataworks divulgaram uma colaboração de vários anos: a Stripe vai usar dados de envio da FedEx no crédito a PMEs, com a primeira solução prevista para o início de 2027.

Também em 6 de outubro, segundo a mesma reportagem, Sierra e Meta apresentaram o Personal Agent Protocol, especificação aberta sobre como um agente pessoal de IA se autentica, pede permissão e conversa com empresas. Stripe, Shopify, Walmart, Genesys, Instinct e Rocket participam do desenvolvimento. O primeiro rascunho deve sair ainda em outubro.

O que observar

Chegar a mais de 100 países até dezembro é um cronograma apertado para um produto que esbarra em regras locais de pagamento e de ativos digitais. Vale acompanhar quantos desses mercados chegam com emissão própria e quantos dependem de parceiros, e se a corrida ganha concorrentes: uma bandeira e uma fintech de Hong Kong já anunciaram planos de levar cartões com stablecoin a 100+ mercados.

A outra pergunta é sobre a neutralidade prometida: com stablecoin e blockchain em que tem participação, a medida será quanto do volume passa por ativos e redes de terceiros. Para fintechs de cartão corporativo, o teste é se o gasto sai do público cripto e chega às compras do dia a dia.

Fontes: CoinDesk • Crowdfund Insider • PYMNTS • Let’s Money: Stripe vai usar dados de envio da FedEx no crédito a PMEs • Let’s Money: Visa e Reap vão levar cartões com stablecoin a 100+ mercados

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