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StablecoinsCripto · Pagamentos internacionais

Visa Direct passa a aceitar USDC para pré-financiar envios

Clientes elegíveis do Visa Direct já podem pré-financiar pagamentos ao exterior com USDC. A processadora Inyo Global é a primeira habilitadora.

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· 3 min

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Piotr Swat / Shutterstock.com

Clientes elegíveis do Visa Direct, a rede de envio de dinheiro da bandeira, ganharam a opção de abastecer pagamentos ao exterior com USDC, a stablecoin atrelada ao dólar. Segundo o comunicado da Visa de 15 de outubro de 2026, o recurso deixou a fase de piloto e virou operação comercial, começando pela processadora Inyo Global.

O que saiu do piloto, com quem e onde

Pergunta O que a Visa informa
O que virou operação comercial Pré-financiar pagamentos internacionais do Visa Direct com USDC, quase em tempo real, como opção às janelas tradicionais
Com quem Inyo Global, processadora do Visa Direct, é a primeira habilitadora
Para quem Clientes e parceiros elegíveis do Visa Direct
Onde Sem lista de países: a disponibilidade varia por elegibilidade e geografia
O que o texto não diz Que o pagamento ao destinatário em stablecoin, testado nos pilotos, também entrou em produção

Comunicado da Visa sobre o Visa Direct e a Inyo Global, de 15 de outubro de 2026. Fonte: Visa

Como funciona o abastecimento em USDC do Visa Direct

Para disparar pagamentos pela rede, a empresa precisa deixar dinheiro depositado antes, o chamado prefunding. Até aqui, isso dependia das janelas tradicionais de abastecimento. Com a novidade, quem usa a plataforma da Inyo pode fazer esse depósito em USDC quase em tempo real. A Visa apresenta a moeda digital como alternativa, e não como substituta do caminho tradicional.

A Inyo se define como fornecedora de infraestrutura de pagamentos para remessadoras, fintechs, bancos e empresas de pagamento. Numa única conexão com a plataforma, os clientes fazem cadastro de usuários, controle de fraude e compliance, recebimentos e pagamentos domésticos e internacionais, estes para mais de 180 países pelo Visa Direct. Esse alcance é o da plataforma da processadora, e não o do recurso em stablecoin.

“Estamos dando às remessadoras, fintechs e empresas de pagamento que atendemos uma nova forma de financiar seus pagamentos, disponível a qualquer hora e que roda pelas mesmas APIs da Inyo que elas já usam”, disse Robson Dantas, Chief Product and Technology Officer and co-founder at Inyo Global (diretor de produto e tecnologia e cofundador), em tradução livre.

Dos pilotos de 2025 à operação comercial

Os pilotos vieram em 2025, quando a bandeira abriu programas piloto de prefunding e de payout em stablecoin pelo Visa Direct, de acordo com a Finextra. A etapa anunciada agora leva ao mercado a primeira dessas duas frentes. O comunicado não afirma que o pagamento ao destinatário final em stablecoin já opera comercialmente.

“O próximo capítulo das stablecoins é a adoção”, disse Vira Platonova, que tem o cargo de Global Head of Visa Direct (chefe global do Visa Direct), em tradução livre. Para ela, “agora estamos vendo esses esforços se transformarem em implementações em operação”.

A bandeira vem testando outras camadas da mesma tecnologia. Com o banco britânico, a Visa e o Lloyds concluíram um teste de liquidação 24h em stablecoin, voltado ao acerto de contas entre o banco e a bandeira.

No Brasil, o Cade aprovou a empresa de stablecoin de Visa e Mastercard, a Open Standard, criada também com Stripe, Shopify e Coinbase, num aval concorrencial que não coloca a moeda à venda no país.

O que observar

A primeira pergunta é geográfica. Sem lista de mercados, a disponibilidade depende de elegibilidade e de país, e remessadoras e fintechs de pagamento ainda precisam saber em quais corredores o abastecimento em USDC já vale. A segunda é de escala: a bandeira fala em levar a tecnologia a outros usos de movimentação de dinheiro pelo mundo, sem prazo, e vale acompanhar se outras processadoras entram como habilitadoras.

Há ainda o efeito no caixa. Abastecer a rede a qualquer hora pode reduzir o dinheiro parado à espera da janela tradicional, mas a conta depende do custo de converter moeda local em stablecoin e de volta. Se o payout em stablecoin seguir o mesmo caminho do piloto à produção, a mudança passa a tocar também quem recebe o pagamento.

Fontes: Visa • Finextra • Let’s Money: Visa e Lloyds concluem teste de liquidação 24h em stablecoin • Let’s Money: Cade aprova empresa de stablecoin de Visa e Mastercard

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