O Lloyds Banking Group concluiu com a Visa um piloto de sete dias em que quitou US$ 750 mil em obrigações de liquidação usando a stablecoin USDC, informou a bandeira nesta quarta-feira (30). O dinheiro saiu do banco britânico e chegou à Visa nos EUA em menos de uma hora, inclusive no fim de semana.
O piloto de liquidação em stablecoin entre Lloyds e Visa
| Item | Como foi |
|---|---|
| Duração | Sete dias |
| Volume | US$ 750 mil em obrigações de liquidação em dólar |
| Moeda usada | USDC, comprado pela Archax, bolsa de ativos digitais regulada no Reino Unido |
| Rota | Filial Corporate Markets do Lloyds em Jersey para a Visa nos EUA |
| Redes | Nó próprio do Lloyds na Canton; Visa em outra blockchain, pública |
| Tempo até a Visa | Menos de uma hora, inclusive no fim de semana |
| Processo tradicional | Um dia ou mais, se iniciado fora do horário bancário |
Comunicado da Visa sobre o piloto com o Lloyds Banking Group, de 30 de setembro de 2026. Fonte: Visa
O que o piloto da Visa com o Lloyds mediu
O alvo do teste foi a camada que o cliente não vê: o acerto de contas entre as duas instituições depois que o pagamento já aconteceu. Segundo o Finextra, as empresas rodaram transações reais com a stablecoin em paralelo aos processos que já usam, para medir efeito sobre velocidade, transparência e rotina operacional. O comunicado da Visa reforça que o foco foi a liquidação, e não a forma como o pagamento em si é feito.
Para fechar as obrigações, o Lloyds comprou USDC pela Archax. O volume foi registrado na unidade do banco em Jersey e seguiu para a Visa nos Estados Unidos. A bandeira descreve o exercício como o primeiro teste de liquidação em stablecoin dela com um grande grupo bancário britânico.
“Liquidar US$ 750 mil em obrigações reais de pagamento entre o Lloyds e a Visa usando stablecoins nos permitiu ir além da teoria e testar essas capacidades em um cenário real”, disse Peter Left, chefe de ativos digitais (head of digital assets) do Lloyds Banking Group. Para ele, “stablecoins podem ser particularmente valiosas para pagamentos internacionais, em que mover dinheiro entre mercados, moedas e infraestruturas pode acrescentar tempo e complexidade”.








