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TokenizaçãoInternacional · Barclays

Bancos britânicos estreiam depósito tokenizado com clientes

Barclays, HSBC UK, NatWest e mais quatro bancos fecharam dois refinanciamentos de hipoteca e uma compra com o dinheiro travado até a condição se cumprir.

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· 3 min

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Sete bancos do Reino Unido concluíram as primeiras transações com clientes reais usando depósitos tokenizados em libra, informou a UK Finance, associação que representa o setor bancário britânico, em 24 de setembro. O lote inicial incluiu dois refinanciamentos de hipoteca e uma compra entre particulares, com o dinheiro travado até cada negócio se cumprir.

Batizada de Great British Tokenised Deposit, ou GBTD, a iniciativa junta Barclays, Lloyds Banking Group, HSBC UK e Santander, além de Monzo, Nationwide e NatWest. O depósito tokenizado é uma representação digital do dinheiro mantido em banco comercial: conserva as proteções regulatórias da conta tradicional e ganha programabilidade, isto é, pode ser configurado para só se mover quando uma condição combinada acontece.

Como funcionaram as primeiras transações

Operação O que o depósito tokenizado fez
Dois refinanciamentos de hipoteca Recursos travados e liberados automaticamente na conclusão; cliente pode seguir recebendo juros até lá
Uma compra em marketplace Valor retido na conta do comprador e liberado só depois da troca da mercadoria
Próximos meses (previsto) Pilotos de liquidação de ativos digitais, com títulos de dívida digitais pagando cupons em depósito tokenizado

Comunicado da iniciativa GBTD, de 24 de setembro de 2026. Fonte: UK Finance

Depósito tokenizado com dinheiro preso à condição do negócio

Nos dois refinanciamentos, o saldo ficou bloqueado e seguiu para o destino sozinho no fechamento, o que reduz conferências manuais e encurta a espera pela liquidação, segundo a entidade. Em operações de hipoteca, acrescenta a UK Finance, a tecnologia também pode garantir que o cliente continue rendendo juros sobre esse valor até a conclusão.

Na compra em marketplace, um consumidor adquiriu um item de um vendedor particular. O pagamento permaneceu retido na conta de quem comprou e só chegou ao vendedor quando a mercadoria trocou de mãos. “Essas transações ao vivo mostram como os depósitos tokenizados podem gerar benefícios práticos, do mundo real, com pagamentos condicionados que dão aos clientes mais controle sobre o próprio dinheiro”, disse Jana Mackintosh, diretora de Pagamentos e Inovação (Managing Director of Payments and Innovation) da UK Finance.

A associação trata os ganhos como potenciais, dependentes de escala: menos fraude, mais domínio do cliente sobre os recursos e mais confiança entre as partes. “O NatWest tem orgulho de ter participado da entrega das primeiras transações ao vivo com clientes, e isso é só o começo”, disse Mark Brant, Chief Payments Officer do NatWest Group.

Quem montou a infraestrutura

As operações rodaram na plataforma GBTD, construída pela Quant como estrutura compartilhada da indústria britânica. A EY fez a gestão do projeto, e o escritório Linklaters cuidou da assessoria jurídica e dos manuais de regras.

“Essas transações são dinheiro real circulando em infraestrutura do Reino Unido, não um experimento”, disse Gilbert Verdian, fundador e CEO da Quant. Ele aponta falhas no fechamento de negócios e a fraude em que a vítima é induzida a autorizar a transferência como problemas que o pagamento condicional pode enfrentar. Para Muneeb Shah, sócio de consultoria em tecnologia de ativos digitais da EY, é a primeira vez que grandes bancos do país mostram esses depósitos circulando entre instituições numa infraestrutura comum.

Na Ásia, DBS, OCBC e UOB também estrearam depósito tokenizado no Swift, em transações interbancárias em dólar de Singapura.

Na América do Norte, os seis maiores bancos do Canadá estudam depósito tokenizado em dólar canadense.

O que observar

A próxima fase já tem desenho. Para os próximos meses, a UK Finance espera pilotos voltados a liquidar ativos digitais: as instituições do grupo vão emitir títulos de dívida em formato digital, negociáveis, com cupons pagos em depósito tokenizado e liquidação simultânea de título, pagamento e reservas, o chamado DvPvR. Vale acompanhar se essa etapa sai no prazo indicado e se leva o dinheiro programável do varejo para o mercado de capitais.

A outra pergunta é de escala. O primeiro lote divulgado envolveu poucas operações, e a redução de fraude segue descrita como potencial. O teste para bancos de varejo e credores imobiliários será mostrar volume e adesão de clientes fora do piloto.

Fontes: UK Finance • Let’s Money (Singapura) • Let’s Money (Canadá)

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