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BNP Paribas e Google selam acordo de 5 anos em agentes de IA

Acordo dá ao banco francês acesso ao Gemini Enterprise; os primeiros agentes, ainda planejados, vão preparar memorandos de crédito a empresas no atacado.

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· 3 min

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Erman Gunes / Shutterstock.com

O BNP Paribas vai construir agentes de inteligência artificial sobre a tecnologia do Google Cloud. O banco francês e a empresa do Google anunciaram nesta quinta-feira (24) um acordo de cinco anos que abre ao grupo a infraestrutura da nuvem, os modelos Gemini e a plataforma Gemini Enterprise. A primeira aplicação prevista fica no atacado: agentes para redigir memorandos de crédito de empresas.

O que prevê o acordo BNP Paribas e Google Cloud

Item Segundo o comunicado
Prazo Cinco anos
Acesso Infraestrutura do Google Cloud, modelos Gemini e Gemini Enterprise
Primeira divisão Corporate & Institutional Banking (atacado)
Agentes planejados Memorandos de crédito corporativo; depois vendas, trading, research e estruturação
Assistente LLM@CIB Vai receber o Gemini; disponível para mais de 65 mil funcionários
Já em uso Nickel Assist, com Gemini, apoia 200 atendentes do Nickel
Dados Certas categorias não serão guardadas em nuvem pública

Comunicado conjunto de BNP Paribas e Google Cloud. Fonte: Google Cloud

Onde os agentes do BNP Paribas entram primeiro

Com o Gemini Enterprise, o banco poderá criar, testar e colocar em produção agentes desenhados para necessidades específicas de cada área. A estreia está reservada à divisão Corporate & Institutional Banking (CIB), que atende empresas e investidores institucionais. Lá, a implantação ainda é um plano: o primeiro fluxo de trabalho escolhido é a preparação de memorandos de crédito corporativo, como apoio às equipes, e a lista seguinte inclui vendas, trading, research e estruturação.

O CIB também tem um assistente próprio de IA generativa, o LLM@CIB, liberado hoje para mais de 65 mil funcionários, que passará a contar com os modelos Gemini. Em outra ponta do grupo a tecnologia já roda: no Nickel, negócio de contas de pagamento do BNP Paribas, o Nickel Assist usa o Gemini como modelo de base e ajuda 200 atendentes a responder clientes a partir dos procedimentos internos.

“A IA agêntica pode ajudar nossas equipes a lidar com fluxos de trabalho mais complexos, mantendo o nível adequado de controle”, disse Charles Holive, Chief AI Officer do BNP Paribas CIB, em tradução livre.

Nuvem com limites e vários fornecedores

O comunicado fixa limites ao uso da nuvem. Certas categorias de dados ficarão fora do ambiente público, e cada agente será autenticado e só terá acesso aos recursos exigidos pela tarefa que recebeu. O Google entra ao lado de outros parceiros: a Finextra lembra que, em maio de 2026, o banco estendeu por mais três anos o acordo com a francesa Mistral AI.

Esse acordo foi tema de outra matéria: BNP Paribas e Mistral montam defesa ao Mythos da Anthropic.

“Uma abordagem multinuvem e multimodelo nos dá flexibilidade para escolher, em cada caso, o modelo, a infraestrutura e o nível de controle certos para atender às nossas exigências de qualidade e segurança, com o melhor equilíbrio entre custo e valor”, afirmou Marc Camus, Group Chief Information Officer do BNP Paribas, em tradução livre.

Entre os bancos europeus, o movimento tem precedente recente com o mesmo fornecedor, quando o HSBC fechou acordo de IA com o Google Cloud, em junho de 2026.

O que observar

Memorando de crédito é um documento que pesa na decisão de emprestar a empresas, e por isso o primeiro caso de uso funciona como teste de confiança. A pergunta é como bancos de atacado vão dividir o trabalho entre o agente, que monta o rascunho, e o analista, que assina a recomendação, e que trilha de revisão vão exigir antes de ampliar o uso para mesas de vendas e trading.

Vale acompanhar também o custo da estratégia com vários modelos. Manter mais de um provedor de nuvem e de IA dá poder de escolha, mas multiplica integrações, contratos e regras de governança. O sinal a observar é se grandes bancos passam a concentrar casos de uso em poucos fornecedores ou se a divisão por tarefa se mantém.

Fontes: Google Cloud • Finextra

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