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TokenizaçãoInternacional · Blockchain

IBM conecta, em beta, bancos ao blockchain da Swift

Adaptador em beta da IBM deixa bancos movimentarem depósitos tokenizados 24 horas por dia no ledger da Swift, com as mensagens ISO 20022 que já usam.

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· 3 min

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Piotr Swat / Shutterstock.com

A IBM abriu, em versão beta, a conexão entre a Digital Asset Haven, sua plataforma de ativos digitais para bancos e governos, e o ledger em blockchain da Swift. Com a ligação, instituições clientes conseguem movimentar depósitos tokenizados 24 horas por dia, sete dias por semana, e deixar a liquidação final para os sistemas que já operam.

O anúncio saiu nesta quinta-feira (24), segundo o Cointelegraph, e traz uma segunda novidade: a própria Digital Asset Haven ganha uma versão beta para instalação local (on-premises), em que o banco administra stablecoins e depósitos tokenizados inteiramente dentro do próprio ambiente.

As duas novidades da IBM

Item O que muda
Conexão ao ledger da Swift Beta, via adaptador de mensagens ISO 20022
Operação Depósitos tokenizados 24 horas, 7 dias por semana, antes da liquidação final
Instalação local (on-premises) Beta, com stablecoins e depósitos tokenizados no ambiente do cliente
Plataforma Digital Asset Haven, lançada no ano passado para bancos e governos

Anúncio da IBM. Fonte: Finextra

Como o banco fala com o ledger

A peça central é um recurso batizado de ISO 20022 Messaging Adapter, também em fase beta. Por meio dele, a instituição dá ordens de transação com depósito tokenizado usando mensagens do padrão ISO 20022, a mesma linguagem que já organiza os pagamentos bancários tradicionais. Assim, o banco aproveita formatos de mensagem e rotinas operacionais conhecidos, sem desenhar processos exclusivos de blockchain, conforme descreve a Finextra.

Do lado da Swift, o ledger serve de camada de orquestração para depósitos tokenizados que cada banco emite no próprio registro. O dinheiro dos clientes pode circular à noite e no fim de semana, enquanto o acerto definitivo continua nas estruturas atuais. A cooperativa desenvolveu essa infraestrutura com mais de 40 instituições financeiras, e participantes do programa já testaram depósitos tokenizados no ledger com a plataforma da IBM, segundo a própria empresa, relata o Cointelegraph.

A versão local roda sobre a infraestrutura IBM Z e LinuxONE, sem depender de nuvem pública. Com isso, bancos e outras instituições reguladas mantêm a operação de ativos digitais e a gestão de chaves nos próprios data centers.

“À medida que as instituições modernizam os pagamentos e se preparam para um futuro de transações sempre ativas, elas precisam de uma infraestrutura que combine inovação com os requisitos de segurança, resiliência e conformidade regulatória do setor bancário regulado”, disse Tom McPherson, gerente-geral de IBM Z e LinuxONE (GM, IBM Z and LinuxONE), em tradução livre.

Mais um fornecedor no ledger da Swift

A infraestrutura da Swift vem acumulando testes de bancos. O Citi, por exemplo, roda transações ao vivo na blockchain do Swift em um piloto com parceiros no Oriente Médio e no Sudeste Asiático.

Em Singapura, DBS, OCBC e UOB estreiam depósito tokenizado no Swift com operações interbancárias em dólar de Singapura.

Entre os fornecedores de software, a ACI Worldwide informou que seu sistema vai rotear pagamentos do blockchain da Swift, ainda sem data para o recurso chegar aos clientes. A IBM entra nesse grupo com a proposta de encaixar o ledger na mensageria bancária que as instituições já usam.

O que observar

A aposta é que o banco adote depósitos tokenizados sem trocar a linguagem que já domina: mensagem padronizada na entrada e liquidação nos sistemas de sempre na saída. Vale acompanhar quantas instituições levam o adaptador da fase de testes para a produção, e se a opção de instalação local atrai bancos e governos que resistem a guardar chaves e ativos digitais em nuvem pública.

Outra pergunta é como os provedores de tecnologia bancária vão disputar o papel de porta de entrada para ledgers compartilhados. Cada nova integração reduz o esforço de conexão para o banco, mas também multiplica os caminhos que tesourarias e áreas de compliance terão de supervisionar.

Fontes: Finextra • Cointelegraph • Let’s Money: Citi no ledger do Swift • Let’s Money: bancos de Singapura • Let’s Money: ACI e Swift

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