A IBM abriu, em versão beta, a conexão entre a Digital Asset Haven, sua plataforma de ativos digitais para bancos e governos, e o ledger em blockchain da Swift. Com a ligação, instituições clientes conseguem movimentar depósitos tokenizados 24 horas por dia, sete dias por semana, e deixar a liquidação final para os sistemas que já operam.
O anúncio saiu nesta quinta-feira (24), segundo o Cointelegraph, e traz uma segunda novidade: a própria Digital Asset Haven ganha uma versão beta para instalação local (on-premises), em que o banco administra stablecoins e depósitos tokenizados inteiramente dentro do próprio ambiente.
As duas novidades da IBM
| Item | O que muda |
|---|---|
| Conexão ao ledger da Swift | Beta, via adaptador de mensagens ISO 20022 |
| Operação | Depósitos tokenizados 24 horas, 7 dias por semana, antes da liquidação final |
| Instalação local (on-premises) | Beta, com stablecoins e depósitos tokenizados no ambiente do cliente |
| Plataforma | Digital Asset Haven, lançada no ano passado para bancos e governos |
Anúncio da IBM. Fonte: Finextra
Como o banco fala com o ledger
A peça central é um recurso batizado de ISO 20022 Messaging Adapter, também em fase beta. Por meio dele, a instituição dá ordens de transação com depósito tokenizado usando mensagens do padrão ISO 20022, a mesma linguagem que já organiza os pagamentos bancários tradicionais. Assim, o banco aproveita formatos de mensagem e rotinas operacionais conhecidos, sem desenhar processos exclusivos de blockchain, conforme descreve a Finextra.
Do lado da Swift, o ledger serve de camada de orquestração para depósitos tokenizados que cada banco emite no próprio registro. O dinheiro dos clientes pode circular à noite e no fim de semana, enquanto o acerto definitivo continua nas estruturas atuais. A cooperativa desenvolveu essa infraestrutura com mais de 40 instituições financeiras, e participantes do programa já testaram depósitos tokenizados no ledger com a plataforma da IBM, segundo a própria empresa, relata o Cointelegraph.
A versão local roda sobre a infraestrutura IBM Z e LinuxONE, sem depender de nuvem pública. Com isso, bancos e outras instituições reguladas mantêm a operação de ativos digitais e a gestão de chaves nos próprios data centers.
“À medida que as instituições modernizam os pagamentos e se preparam para um futuro de transações sempre ativas, elas precisam de uma infraestrutura que combine inovação com os requisitos de segurança, resiliência e conformidade regulatória do setor bancário regulado”, disse Tom McPherson, gerente-geral de IBM Z e LinuxONE (GM, IBM Z and LinuxONE), em tradução livre.








