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TokenizaçãoInternacional · Blockchain

Depósito tokenizado de bancos dos EUA vai rodar com a Quant

A Quant vai cuidar da interoperabilidade da rede da The Clearing House para depósitos tokenizados, com estreia esperada no primeiro semestre de 2027.

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· 3 min

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A The Clearing House, operadora de redes de pagamento a serviço dos bancos dos EUA, escolheu a Quant, fornecedora de infraestrutura para dinheiro programável, como parceira de tecnologia da On-Chain Money Initiative. O projeto prevê uma rede interoperável para que instituições financeiras de todos os portes compensem e liquidem transações com depósitos tokenizados. A escolha foi informada na quinta-feira (24), em comunicado enviado por e-mail à PYMNTS, e a entidade espera abrir a rede às instituições participantes no primeiro semestre de 2027.

On-Chain Money Initiative, em quatro pontos

Item O que diz o comunicado
Função da rede Compensação e liquidação de transações com depósitos tokenizados, para instituições de todos os portes
Papel da Quant Camada de interoperabilidade, orquestração e gestão de transações, mais conexão com os sistemas de pagamento em moeda fiduciária
Anúncio da iniciativa Junho de 2026
Disponibilidade esperada Primeiro semestre de 2027, para instituições participantes

Comunicado da The Clearing House. Fonte: PYMNTS

O que cabe à Quant no depósito tokenizado

Pelo comunicado, a tecnologia da Quant vai sustentar três funções da rede: fazer sistemas diferentes conversarem (interoperabilidade), coordenar o fluxo de cada operação (orquestração) e administrar as transações. Caberá a ela também ligar o novo ambiente aos sistemas de pagamento em moeda fiduciária que bancos e clientes já usam. Segundo o texto, essa tecnologia já opera em ambientes regulados de vários países.

Três objetivos aparecem no texto da The Clearing House: liquidação imediata, operações que se executam sozinhas quando as condições combinadas entre as partes se cumprem e menos atraso e trabalho manual para os bancos e seus clientes. No anúncio de junho de 2026, a entidade ligou o projeto à procura crescente por depósitos tokenizados, a versão em token do dinheiro guardado no banco.

“A The Clearing House tem um longo histórico de construir e operar redes de pagamento confiáveis que atendem ao setor bancário”, disse Sal Karakaplan, diretor de estratégia (Chief Strategy Officer) da The Clearing House. “A Quant traz a tecnologia e a expertise necessárias para dar suporte à rede, dando a instituições financeiras de todos os portes um caminho para participar”, completou.

Gilbert Verdian, fundador e CEO da Quant, tratou a parceria como passo importante na migração global para o dinheiro programável e como referência a ser seguida por outros países. “Junto com a The Clearing House, estamos mudando a forma como o dinheiro funciona nos Estados Unidos e lançando a base para um dinheiro programável que circula sem atritos pelo sistema financeiro”, disse.

Da iniciativa de junho à estreia prevista

O Let’s Money acompanhou o anúncio original, quando foi noticiado que bancos dos EUA vão criar uma alternativa à stablecoin em 2027. Em entrevista a Karen Webster, CEO da PYMNTS, publicada em agosto de 2026, David Watson, presidente e CEO da The Clearing House, argumentou que a rede tem um caminho plausível de escala, algo que falta à maior parte dos projetos de tokenização. Na descrição dele, a infraestrutura de compensação já estabelecida passa a atender um novo instrumento: moeda fiduciária tokenizada no atacado, emitida por bancos e transferida em tempo real entre instituições e países.

A Quant também está por trás de um teste no Reino Unido. Segundo a PYMNTS, sete bancos britânicos fizeram as primeiras transações ao vivo com clientes usando depósitos tokenizados em libra, na plataforma compartilhada GBTD (Great British Tokenised Deposit), desenvolvida pela empresa.

O movimento não se restringe aos dois países: no Canadá, os seis maiores bancos estudam um depósito tokenizado em dólar canadense.

O que observar

O primeiro teste é de adesão: quantos bancos, e de que porte, vão se conectar à rede até o primeiro semestre de 2027. O segundo é de uso. Vale acompanhar se os pagamentos condicionados encontram demanda entre clientes corporativos que já contam com transferências eletrônicas e pagamentos instantâneos, e como reguladores americanos vão tratar a convivência entre depósitos tokenizados e stablecoins.

Fontes: PYMNTS: comunicado da The Clearing House sobre a escolha da Quant • PYMNTS: bancos britânicos e o teste da GBTD • Let’s Money: Grandes bancos US criam alternativa a stablecoin em 2027 • Let’s Money: Seis maiores bancos do Canadá estudam depósito tokenizado

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