Ir para o conteúdo

RegulaçãoInternacional · fintech

Omã lança estratégia para atrair fintechs e investimento

Banco Central de Omã, com a FSA e o Ministério das Finanças, lança plano nacional e o Oman FinTech Gate, canal único para fintechs entrarem no país.

por

· 3 min

shutterstock 2753890687
Shutterstock

Omã ganhou um plano nacional para o setor de tecnologia financeira. O Banco Central de Omã lançou, em comunicado divulgado nesta quinta-feira (24), com a Autoridade de Serviços Financeiros (FSA) e o programa Estidama, do Ministério das Finanças, a Estratégia Nacional de Fintech e o Oman FinTech Gate, canal que centraliza a chegada de empresas do setor ao sultanato. A meta declarada é atrair fintechs, investimento e mão de obra especializada.

O pacote de Omã para fintechs

Item Como fica
Estratégia Nacional de Fintech Banco Central de Omã, FSA e Estidama; o banco central vai supervisionar a execução
Oman FinTech Gate Porta de entrada para fintechs locais e estrangeiras
Decisão regulatória Continua com o banco central e a FSA, cada um no próprio mandato
Onde se candidatar Página do Gate na plataforma Invest Oman

Comunicado do Banco Central de Omã. Fonte: Finextra

O que a estratégia de Omã para fintechs prevê

No centro do plano está a criação de regras ágeis e proporcionais ao risco, que abram espaço para produtos novos. O texto também fala em ampliar a inclusão financeira, atrair fintechs de qualidade, capital e especialistas e dar a empreendedores omanis condições de crescer dentro e fora do país. Tudo isso é apresentado em linha com a Visão Omã 2040, dentro da meta de levar o país a uma economia digital mais diversificada.

A coordenação ficará com o Banco Central de Omã, que vai acompanhar a implementação ao lado das demais autoridades, sem que nenhuma delas perca o próprio mandato legal. Participaram da construção o Ministério do Comércio, Indústria e Promoção de Investimentos; o Ministério dos Transportes, Comunicações e Tecnologia da Informação; a Autoridade Reguladora de Telecomunicações; a Autoridade de Desenvolvimento de Pequenas e Médias Empresas; a Invest Oman; e outros parceiros públicos e privados.

“Inovação e estabilidade não são objetivos concorrentes” (em tradução livre), disse Ahmed Al Musalmi, governador do Banco Central de Omã. Ele acrescentou que “nenhuma instituição sozinha consegue construir o ecossistema financeiro do futuro” e que “nosso sucesso não será medido pelo número de iniciativas lançadas, mas pela qualidade das soluções criadas” (em tradução livre).

A FSA, que supervisiona o lado não bancário, disse que seguirá ajustando a regulação de mercado de capitais, seguros, contabilidade e auditoria para acomodar novos modelos.

Como vai funcionar a porta de entrada

O Gate foi desenhado como ponto único de contato. Pela descrição oficial, a plataforma vai orientar candidatos sobre as exigências aplicáveis, simplificar a etapa inicial do pedido, apresentar interessados a parceiros do ecossistema e levar os projetos mais promissores até a conversa com o regulador. O banco central afirma que o canal não substitui a análise: toda avaliação e toda decisão continuam sujeitas à lei e aos mandatos independentes de cada autoridade.

O acesso é feito por uma página do Gate dentro da plataforma Invest Oman, integração que, segundo o Ministério do Comércio, busca dar ao investidor um caminho mais claro até o ecossistema local.

O movimento ocorre numa região em que fintechs vêm atraindo capital. O Let’s Money mostrou que a Tabby, fintech saudita de parcelamento, captou uma nova rodada.

Também no mundo árabe, a Paymob, fintech do Egito, captou uma rodada pré-Série C.

O que observar

O comunicado não traz metas numéricas, orçamento nem prazos, embora fale em transformar a ambição em resultados mensuráveis. A primeira pergunta é como a promessa de regulação proporcional vai virar norma escrita, com regras distintas por porte e risco. A segunda é se o canal único encurta de fato o caminho entre o primeiro contato e a licença, já que a decisão segue dividida entre o supervisor bancário e o do mercado não bancário. Para fintechs estrangeiras que avaliam o Golfo, vale acompanhar quanto tempo esse percurso leva na prática.

Fontes: Finextra • Let’s Money • Let’s Money

Compartilhar essa notícia

Let's News

Entenda o dinheiro antes do mercado.

Ao assinar, você concorda com a política de privacidade.

Sem spam. Cancele quando quiser.

Mais notíciasInternacional
Ver a editoria →

Mais artigos de Internacional →

Let's News

Ao assinar, você concorda com a política de privacidade.

Sem spam. Cancele quando quiser.