Omã ganhou um plano nacional para o setor de tecnologia financeira. O Banco Central de Omã lançou, em comunicado divulgado nesta quinta-feira (24), com a Autoridade de Serviços Financeiros (FSA) e o programa Estidama, do Ministério das Finanças, a Estratégia Nacional de Fintech e o Oman FinTech Gate, canal que centraliza a chegada de empresas do setor ao sultanato. A meta declarada é atrair fintechs, investimento e mão de obra especializada.
O pacote de Omã para fintechs
| Item | Como fica |
|---|---|
| Estratégia Nacional de Fintech | Banco Central de Omã, FSA e Estidama; o banco central vai supervisionar a execução |
| Oman FinTech Gate | Porta de entrada para fintechs locais e estrangeiras |
| Decisão regulatória | Continua com o banco central e a FSA, cada um no próprio mandato |
| Onde se candidatar | Página do Gate na plataforma Invest Oman |
Comunicado do Banco Central de Omã. Fonte: Finextra
O que a estratégia de Omã para fintechs prevê
No centro do plano está a criação de regras ágeis e proporcionais ao risco, que abram espaço para produtos novos. O texto também fala em ampliar a inclusão financeira, atrair fintechs de qualidade, capital e especialistas e dar a empreendedores omanis condições de crescer dentro e fora do país. Tudo isso é apresentado em linha com a Visão Omã 2040, dentro da meta de levar o país a uma economia digital mais diversificada.
A coordenação ficará com o Banco Central de Omã, que vai acompanhar a implementação ao lado das demais autoridades, sem que nenhuma delas perca o próprio mandato legal. Participaram da construção o Ministério do Comércio, Indústria e Promoção de Investimentos; o Ministério dos Transportes, Comunicações e Tecnologia da Informação; a Autoridade Reguladora de Telecomunicações; a Autoridade de Desenvolvimento de Pequenas e Médias Empresas; a Invest Oman; e outros parceiros públicos e privados.
“Inovação e estabilidade não são objetivos concorrentes” (em tradução livre), disse Ahmed Al Musalmi, governador do Banco Central de Omã. Ele acrescentou que “nenhuma instituição sozinha consegue construir o ecossistema financeiro do futuro” e que “nosso sucesso não será medido pelo número de iniciativas lançadas, mas pela qualidade das soluções criadas” (em tradução livre).
A FSA, que supervisiona o lado não bancário, disse que seguirá ajustando a regulação de mercado de capitais, seguros, contabilidade e auditoria para acomodar novos modelos.








