A Mollie, empresa holandesa de pagamentos, anunciou que vai construir uma plataforma de inteligência e uma camada bancária pensadas para agentes de IA. O plano é que os clientes coloquem os próprios agentes para operar direto sobre os trilhos de pagamento e bancários da companhia. Para tirar o projeto do papel, ela prometeu até € 50 milhões em ações ao time que vai montar para assumir a tarefa, ainda em recrutamento.
Fundada em 2004, a Mollie é registrada como instituição de dinheiro eletrônico no banco central da Holanda. Do mesmo grupo faz parte a GoCardless, especializada em pagamentos bancários, que disse ter feito o primeiro pagamento conta a conta conduzido por IA no Reino Unido.
Time de fora, com ações atreladas a metas
Em vez de entregar a tarefa a um departamento interno de produto, a Mollie está recrutando um time fundador e avalia comprar startups em estágio inicial para incorporar as equipes, o modelo conhecido como acqui-hire. As candidaturas já estão abertas, com um processo de diligência acelerado. O texto não informa prazo para a plataforma ficar pronta.
O pacote de ações não sai de uma vez. A participação é dividida em faixas e só é liberada se o time bater metas operacionais e comerciais definidas de antemão. O grupo vai trabalhar isolado do restante da operação, com controle total sobre arquitetura, roadmap e go-to-market. Além do capital, poderá usar os trilhos bancários regulados, a tecnologia própria e o alcance da Mollie, que no anúncio diz chegar a mais de 350 mil empresas.
Mollie · camada bancária para agentes de IA
Até € 50 mi em ações para o time, liberadas só com metas cumpridas
Compromisso anunciado pela empresa; a plataforma ainda vai ser construída

Números informados pela empresa. Fonte: texto da Mollie publicado pela Finextra. Arte: Let’s Money.
“À medida que o software migra para agentes de IA autônomos, é preciso uma infraestrutura financeira dedicada para sustentar transações conduzidas por máquinas”, disse Adriaan Mol, fundador da Mollie (em tradução livre). Para ele, o desenho combina a velocidade de execução de uma startup com os trilhos regulatórios e a escala que a empresa acumulou em duas décadas.










