Segundo levantamento da Draup cedido com exclusividade à CNBC, os anúncios de vagas ligadas a inteligência artificial em bancos como JPMorgan Chase, Citigroup e Capital One chegaram a 139.819 em 2026, alta de 49% sobre 2025. A procura que mais cresce é por quem sabe fazer agentes de IA trabalharem juntos.
As habilidades de IA que mais cresceram nas vagas de bancos
| Habilidade citada no anúncio | Alta das menções em 2026 |
|---|---|
| Orquestração de agentes | 1.721% |
| LangGraph (fluxos de várias etapas) | 679% |
| IA responsável | 657% |
| Governança de IA | 394% |
| Gestão de risco | 359% |
| LlamaIndex (conexão da IA a dados) | 291% |
| RAG | 259% |
Levantamento da Draup sobre anúncios de vagas em bancos. Fonte: CNBC
De onde vêm os 49% e o que eles medem
A Draup, de análise de dados de contratação, monta a contagem a partir de anúncios públicos e de plataformas como o LinkedIn, ou seja, mede vagas abertas, e não contratações efetivadas. A reportagem, de 2 de outubro, não detalha quantos bancos entram na amostra nem declara o país do recorte, mas os três nomes citados são americanos e o texto trata de Wall Street.
O salto mais forte aparece numa habilidade ainda pequena. As menções a orquestração de agentes, a capacidade de desenhar vários agentes que dividem uma mesma tarefa, passaram de 108 em 2025 para 1.967 neste ano, conforme a PYMNTS. Daí a alta de 1.721%. “Esta é, possivelmente, a habilidade mais disputada de Wall Street”, disse Vijay Swaminathan, CEO da Draup, à CNBC.
Segundo ele, esse conhecimento pesa sobretudo para os chamados forward-deployed engineers, profissionais que levam a IA para dentro de mesas de operação, áreas de retaguarda e recursos humanos. Cabe a eles decidir quais agentes um processo exige, qual a função de cada um, que tecnologia usar e em que ponto um supervisor humano entra. “Leva muito tempo até para automatizar um processo simples”, afirmou o executivo, que cita como exemplo um time de agentes para aprovar férias de funcionários, cheio de casos de borda e exceções. Preencher essas vagas segue difícil, apesar de pagarem acima de outras funções de tecnologia do setor financeiro. Para contornar a falta de gente, os grandes bancos apostam em requalificação interna de desenvolvedores e especialistas de cada área, segundo ele.








