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Pagamentos do governoInternacional · EUA

Tesouro dos EUA e Visa debatem atraso no pagamento a cidadão

Em painel com a Moov, debate partiu de relatório de julho da PYMNTS Intelligence com a Visa Direct: 63% da geração Z relatou problema ao receber do governo.

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· 3 min

frantic00 / Shutterstock.com

O Departamento do Tesouro dos EUA, a Visa e a fintech Moov discutiram, em painel transmitido pela PYMNTS, como encurtar a distância entre a emissão de um pagamento do governo e o dinheiro disponível na conta do cidadão. O ponto de partida foi um relatório de julho de 2026 da PYMNTS Intelligence, feito com a Visa Direct: 63% dos cidadãos da geração Z que recebem dinheiro do governo relataram ao menos um problema no recebimento, contra 12% dos baby boomers.

Quem recebe do governo dos EUA, por geração

Indicador Geração Z Baby boomers
Relataram ao menos um problema para receber 63% 12%
Muito ou extremamente satisfeitos com a velocidade 51% 75%
Chance de tomar empréstimo payday com o pagamento atrasado Até 16 vezes maior Base de comparação

Relatório da PYMNTS Intelligence produzido com a Visa Direct, divulgado em julho de 2026. Fonte: PYMNTS

O mesmo levantamento mostra que os jovens também deram notas piores para segurança, conveniência e possibilidade de escolha e, com o repasse atrasado, tiveram até 16 vezes mais chance que os boomers de recorrer a um empréstimo payday, crédito caro de curto prazo.

Para Rick Malcolm, da Visa, quem espera auxílio emergencial, seguro-desemprego ou ajuda após desastre sofre com o atraso. “Para um órgão público, autorizar e emitir um pagamento é um marco importante, mas para o cidadão a experiência só se completa quando o dinheiro está de fato disponível para uso”, disse. E relativizou o recorte por idade: “Vejo isso menos como uma questão geracional e mais como uma questão de expectativas”.

O fim do cheque abriu o leque de meios

O pano de fundo é a ordem executiva 14247, assinada por Donald Trump em 25 de março de 2025. O texto mandou o Tesouro parar de emitir cheques de papel em pagamentos federais a partir de 30 de setembro de 2025, na medida permitida em lei e com exceções, e cita carteiras digitais e pagamentos em tempo real entre as alternativas.

Marshall Henry, do Bureau of the Fiscal Service, do Departamento do Tesouro dos EUA, vê a mudança além de aposentar o papel. Pela leitura dele, o órgão passa a pesar finalidade, recorrência, urgência, risco de fraude e custo ao decidir por onde mandar cada valor. “Ao oferecer um portfólio de opções, tanto aos órgãos quanto aos cidadãos, conseguimos avaliar melhor a forma de distribuir o dinheiro”, afirmou.

Vários trilhos, um só controle

Mais opções trazem um custo de bastidor: cheque, ACH (a rede de transferências eletrônicas entre bancos americanos), cartão de débito e pagamento instantâneo têm regras próprias de confirmação e de devolução. Wade Arnold, CEO da Moov, defendeu que a rotina de checar se o cidadão foi pago seja igual em qualquer trilho. A PYMNTS descreve a saída como uma camada de orquestração, que recebe a ordem do órgão, escolhe o meio e centraliza status e conciliação. Arnold descarta trocar de vez os sistemas legados: “Ninguém consegue simplesmente arrancar e trocar tudo”, disse.

Arnold citou ainda ferramentas das bandeiras que conferem nome, endereço e acesso ao cartão do beneficiário antes do envio, sinais que, segundo ele, não bastam isoladamente. A checagem prévia do destinatário já aparece em outras iniciativas no país, como a parceria de Plaid e ID.me para confirmar a conta antes de pagar benefícios.

A Moov é a fintech que leva transferências entre pessoas (P2P) por cartão de débito a bancos dos EUA.

Experiência como métrica

Henry defendeu que a experiência de quem recebe vire métrica de desempenho, ao lado da conformidade e da precisão do pagamento. “À medida que a certeza do pagamento aumenta, a pressão operacional diminui”, resumiu, e completou: “Essa experiência do cidadão é a nossa oportunidade de construir confiança no governo”.

O que observar

Resta saber se a experiência de quem recebe vira meta formal dos órgãos pagadores, ao lado da conformidade e da precisão do pagamento.

Vale acompanhar também quem vai operar a camada intermediária entre a ordem do governo e a conta do cidadão, e se ela reduz as ligações às centrais de atendimento em busca do status do pagamento.

Fontes: PYMNTS • Casa Branca • Let’s Money • Let’s Money

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