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BofA lucra US$ 8,6 bi no 1T com melhor trading em 15 anos

Lucro por ação de US$ 1,11 é o maior do BofA em quase duas décadas. Trading de ações saltou 30%, o melhor resultado do banco em 15 anos.

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Jonathan Weiss / Shutterstock.com

O Bank of America lucrou US$ 8,6 bilhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 16% na comparação anual. O lucro por ação de US$ 1,11, o maior em quase duas décadas, superou a estimativa de US$ 1,01. A receita de US$ 30,27 bilhões também veio acima da projeção de US$ 29,93 bilhões.

BofA: resultados do 1T26

Indicador 1T26 Variação anual
Lucro líquido US$ 8,6 bi +16%
Receita total US$ 30,27 bi +7%
Trading de ações US$ 2,83 bi +30%
Receita de juros (NII) US$ 15,9 bi +9%
Provisão para perdas US$ 1,3 bi vs US$ 1,5 bi no 1T25

Resultados do primeiro trimestre de 2026. Fonte: Valor Econômico

Trading e banco de investimento puxam resultado

A negociação de ações foi o destaque do trimestre, com receita de US$ 2,83 bilhões, cerca de US$ 350 milhões acima da estimativa e o melhor resultado da mesa em 15 anos. A receita total de vendas e negociação cresceu 13%, para US$ 6,4 bilhões, enquanto o banco de investimento avançou 21%, para US$ 1,8 bilhão.

A receita líquida de juros, principal métrica de rentabilidade em crédito, subiu 9%, para US$ 15,9 bilhões, refletindo maiores saldos de empréstimos e depósitos. O banco também reduziu a provisão para perdas com crédito de US$ 1,5 bilhão para US$ 1,3 bilhão, cerca de US$ 190 milhões abaixo da estimativa. “Continuamos atentos à evolução dos riscos”, disse o CEO Brian Moynihan. “No entanto, observamos uma atividade saudável dos clientes, incluindo consumo robusto e qualidade de ativos estável, indicando uma economia americana resiliente.”

O BofA, que recentemente expandiu sua estratégia de crescimento em cartões, também elevou a projeção de crescimento da receita de juros para o ano de 6% a 8%, ante a faixa anterior de 5% a 7%.

O que observar

Resultados trimestrais de grandes bancos americanos em 2026 têm superado estimativas com consistência, sustentados por uma combinação de juros elevados e volatilidade nos mercados que favorece mesas de trading. A questão é se essa combinação se mantém caso o ciclo de cortes se materialize. Bancos que construíram capacidade em negociação e investimento durante o período de juros altos estarão mais bem posicionados para absorver a compressão da margem de juros, mas o teste virá quando as duas fontes de receita não andarem na mesma direção.

Fontes: Valor EconômicoLet’s Money

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