Dock reduz em 96% tempo de dossiê de movimentação suspeita
Com IA da VAAS, dossiê que exigia de 3 a 4 horas de um analista passou a ser feito em cerca de 10 minutos; Dock recebe entre 3 mil e 4 mil alertas por mês.
A Dock, que se define como líder em tecnologia para meios de pagamento e banking na América Latina, reduziu em 96% o tempo necessário para elaborar os dossiês usados na análise de movimentações suspeitas. O que antes exigia de 3 a 4 horas de trabalho manual de um analista passou a ser feito em cerca de 10 minutos, com ganho de capacidade de análise, padronização e eficiência no processo.
A automação veio de uma parceria com a VAAS, plataforma de gestão inteligente de riscos, que passou a apoiar, com inteligência artificial, a coleta, a consolidação e a estruturação das informações que compõem os dossiês. Em agosto, a empresa já havia divulgado que desenvolve um Score Laranja para antecipar conta suspeita.
A Dock recebe mensalmente entre 3 mil e 4 mil alertas gerados pelo monitoramento de movimentações e comportamentos transacionais. Os casos selecionados para análise exigem a avaliação de informações cadastrais, comportamentais e transacionais dos clientes, incluindo, quando aplicável, dados das contrapartes envolvidas nas movimentações.
Com esse conjunto de informações, os analistas avaliam os indícios, o contexto das movimentações e o comportamento transacional, e formalizam as conclusões em dossiê. Segundo a empresa, a mudança fortalece o processo de Monitoramento, Seleção, Análise e Comunicação (MSAC), com mais agilidade e padronização nas etapas de análise e apoio ao cumprimento das obrigações regulatórias da instituição.
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Menos coleta manual, mais análise
De acordo com Bruna Moreira, diretora de Prevenção a Crimes Financeiros da Dock, antes da nova tecnologia o analista precisava buscar, baixar, extrair e organizar manualmente essas informações para montar o dossiê. Agora, grande parte dessa etapa operacional é automatizada, e o profissional concentra sua atuação na análise dos indícios e no contexto de cada caso.
“A Dock é uma instituição de pagamentos regulada com 10 milhões de clientes cadastrados. À medida que esse número se amplia, aumenta o volume de alertas e a necessidade de análises cada vez mais ágeis. A tecnologia automatizou uma etapa que consumia muitas horas do time e permitiu que o analista concentrasse sua atuação no que realmente exige conhecimento especializado: compreender o comportamento transacional, avaliar os indícios identificados e concluir cada análise”, afirma Bruna.
Matriz de risco faz a primeira triagem
A Dock também incorporou uma nova matriz de risco, desenvolvida na plataforma da VAAS, que funciona como primeira camada de triagem dos alertas. Com base em características das contas, no perfil dos clientes e em seus comportamentos transacionais, a matriz ajuda a priorizar os casos com sinais de atipicidade ou outros fatores de risco, que pedem avaliação mais aprofundada.
A tecnologia apoia a triagem e a estruturação das informações, enquanto a avaliação dos indícios e a conclusão de cada caso seguem sob responsabilidade dos analistas da Dock. As informações passam a seguir uma estrutura definida, o que dá mais consistência aos dossiês. Nos casos que demandam tratamento adicional, o dossiê reúne as informações que fundamentam a decisão, com mais rastreabilidade no cumprimento das obrigações regulatórias.
“A parceria com a Dock é um exemplo claro do que buscamos: usar inovação para ajudar empresas a ganhar escala sem abrir mão dos controles de risco. Eficiência e segurança devem andar juntas”, afirma Gustavo do Valle, CEO e cofundador da VAAS.
Fundada em 2020 e sediada em Florianópolis (SC), a VAAS oferece soluções para compliance, antifraude e crédito. A Dock atua em 11 países da América Latina.
O que observar
O caso interessa a instituições de pagamento, bancos digitais e fintechs que lidam com volume crescente de alertas de prevenção à lavagem de dinheiro e precisam documentar cada análise para cumprir obrigações regulatórias. Vale acompanhar se o tempo de cerca de 10 minutos por dossiê se mantém com o aumento da base de clientes, como a matriz de risco altera a proporção de alertas que seguem para análise aprofundada e se outras áreas de compliance adotam o mesmo modelo.