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Febraban: celular fez 63% das transações de empresas em 2025

Das 240,8 bilhões de transações bancárias de 2025, 78% foram pelo mobile banking; entre pessoas jurídicas, o celular já soma 63%, diz pesquisa Febraban.

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· 3 min

Foto: Reprodução

Nas empresas, o aplicativo do banco no celular virou o caminho principal. Em 2025, 63% das operações bancárias feitas por pessoas jurídicas passaram pelo aparelho, mostra a versão completa da pesquisa anual de tecnologia bancária da Febraban, que a Deloitte produz com a federação e publicou em agosto de 2026. Somados todos os clientes, o mobile banking ficou com 78% das operações.

O total de operações bancárias do ano chegou a 240,8 bilhões, das quais 83% correram em canais digitais. Dentro do aplicativo, porém, o varejo ainda domina: pessoas físicas respondem por 92% do que passa pelo mobile banking. Por isso o número das empresas chama atenção: segundo a consultoria, o movimento do celular agora se expande também para o corporativo.

Febraban e Deloitte · canais das transações bancárias

Nas empresas, o celular já leva 63% das transações

Participação nas transações bancárias de 2025, em %

Gráfico de barras com a participação de cada canal nas transações bancárias de 2025, segundo a Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2026, feita pela Deloitte: canais digitais responderam por 83% do total de transações, o mobile banking por 78% do total, e o celular por 63% das transações de pessoas jurídicas.

Os dois primeiros percentuais se referem ao total de transações. O terceiro, só às de pessoas jurídicas. Fonte: Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2026, da Deloitte. Arte: Let’s Money.

Uso mais intenso e internet banking em queda

Na edição anterior, a pesquisa havia registrado 208,2 bilhões de transações bancárias em 2024, com 82% em canais digitais e 75% no celular. Pela leitura da Deloitte, o avanço de agora depende menos da entrada de novos usuários e mais da frequência de uso: o grupo de clientes que concentra mais de 80% das operações no digital soma 110,2 milhões de pessoas.

O internet banking segue na direção contrária. O canal perdeu base ativa, embora quem permaneceu tenha se engajado um pouco mais, e o estudo enxerga aí a mudança gradual das interações para o celular. No Pix, 28% dos usuários já entram na faixa de heavy users, e a base dos agregadores financeiros ligados ao Open Finance alcançou 2,15 milhões no último ano.

Verba de tecnologia e capacitação em IA

O orçamento do setor havia aparecido antes, no resumo executivo de junho de 2026: os bancos miram investir R$ 50,4 bilhões em tecnologia em 2026, alta de 8%, com cibersegurança, cloud, IA e GenAI na lista de prioridades. Desde então, a Febraban detalhou quanto do gasto dos bancos em TI vai para cibersegurança.

A novidade da versão completa está na frente de pessoas: os bancos reservam R$ 29,4 milhões para disseminar conhecimento de IA e GenAI, 31% acima do orçamento anterior. A segunda fase do levantamento, feita de janeiro a abril de 2026, reuniu 23 bancos com cerca de 82% dos ativos do setor.

O que observar

A pesquisa não abre o número das empresas por porte. Saber se a migração vem de microempresas, cujo comportamento se aproxima do da pessoa física, ou de companhias com tesouraria estruturada diria quanto do atendimento corporativo de fato já mudou de tela. Vale acompanhar se a próxima edição traz esse recorte.

A outra pergunta é operacional. Rotinas típicas de pessoa jurídica, como pagamentos com mais de um aprovador, lotes de boletos e conciliação com sistemas de gestão, nasceram no computador. Se o celular continuar ganhando espaço nesse público, bancos de médio porte e provedores de software financeiro podem ser pressionados a redesenhar essas jornadas para a tela pequena, e a perda de clientes ativos no internet banking pode tornar esse teste mais urgente.

Fontes: Deloitte • Let’s Money

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