Os bancos brasileiros destinam 10% do que investem em tecnologia à cibersegurança, segundo Rodrigo Mulinari, diretor responsável pela Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária. A conta foi apresentada numa live do Valor em conteúdo patrocinado pela Deloitte, consultoria que faz o estudo com a federação. Para 2026, o levantamento projeta a verba setorial de TI em R$ 50,4 bilhões.
A agenda de tecnologia dos bancos, segundo a pesquisa Febraban/Deloitte
| Indicador | Valor |
|---|---|
| Orçamento de tecnologia previsto para 2026 | R$ 50,4 bilhões (+8%) |
| Crescimento do investimento em tecnologia em cinco anos | 58% |
| Parcela do investimento em tecnologia que vai para cibersegurança (Mulinari, Febraban) | 10% |
| Bancos que veem a experiência do cliente como diferencial (Biagini, Deloitte) | 80% |
| Bancos que priorizam aplicações de IA e GenAI (Biagini, Deloitte) | 71% |
| Transações Pix pelo celular em 2025 (Mósca, Febraban) | 79 bilhões |
Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2026 e declarações de executivos da Febraban e da Deloitte. Fonte: Valor (conteúdo patrocinado pela Deloitte)
Nuvem, segurança e IA dividem a mesma conta
A 34ª edição do levantamento teve a versão completa publicada pela Deloitte em 26 de agosto de 2026. Pelas contas da consultoria, a verba de TI dos bancos subiu 58% em cinco anos, e a lista de prioridades reúne cibersegurança, cloud, IA e IA generativa (GenAI). A primeira versão, divulgada em junho de 2026, já trazia a projeção de quanto os bancos miram investir em tecnologia neste ano.
Na live, Mulinari descreveu as três frentes como peças que se apoiam. “Nuvem, cibersegurança e IA estão no centro das atenções”, disse. Pela leitura dele, a infraestrutura em nuvem sustenta o ganho de escala, a segurança cuida dos dados e da continuidade da operação, e a inteligência artificial atravessa as duas, seja automatizando tarefas, seja reforçando o combate a golpes.
A fatia da cibersegurança foi o dado novo da conversa. “De tudo o que se investe em tecnologia, 10% é em cibersegurança”, afirmou o diretor, que citou também a lavagem de dinheiro entre as frentes de risco. Ele acrescentou que o setor aposta em orientar o correntista sobre os cuidados no uso dos canais digitais, linha que a federação já leva ao público com a campanha antifraude estrelada por Rafael Portugal.










