Os seguros que o GPA, controlador dos supermercados Pão de Açúcar, compra para proteger a própria operação vão passar a ter um corretor da casa. A Corretora GPA, subsidiária do grupo, recebeu licença da Susep (Superintendência de Seguros Privados) para atuar nos ramos de danos e de pessoas, válida para qualquer ponto do país, informou a varejista na terça-feira (29), segundo o Valor Econômico.
A corretora do grupo não vai trabalhar sozinha. O serviço será repartido com a corretora Willis, em arranjo de co-corretagem. O alcance anunciado se limita às apólices que o GPA e as afiliadas contratam para cobrir riscos seguráveis do próprio negócio.
Como fica a corretagem dos seguros do GPA
| Item | O que foi anunciado |
|---|---|
| Registro na Susep | Corretora GPA, seguros de danos e de pessoas, em todo o país |
| Quem intermedia | Corretora GPA, em co-corretagem com a Willis |
| Quais apólices | seguros do grupo e das afiliadas para os próprios riscos |
| Como era | corretagem feita integralmente por terceiros |
| O que o grupo retém | um percentual das comissões atreladas ao prêmio |
| Referência citada | cerca de R$ 185 milhões em prêmios de seguro garantia em três exercícios sociais |
Informações divulgadas pelo GPA. Fonte: Valor Econômico
Onde entra o dinheiro
Até aqui, toda a intermediação desses contratos ficava com corretoras de fora. Ao trazer uma parte do serviço para dentro, o grupo ficará com uma fatia da remuneração que antes saía integralmente para terceiros. Nos termos do comunicado reproduzido pelo Valor, a companhia vai “capturar um percentual das comissões associadas ao prêmio das respectivas contratações de seguros, sem alteração de sua estratégia comercial ou de seu escopo de atuação”.
Segundo a companhia, o objetivo declarado é tornar a operação mais eficiente e abrir uma nova linha de receita. Para dar ordem de grandeza, o GPA citou uma única modalidade: os prêmios de seguro garantia que reconheceu somaram perto de R$ 185 milhões nos três exercícios sociais mais recentes. O valor soma três anos e mede o prêmio pago às seguradoras, e não a comissão.
Da parceira, o grupo diz obter acesso a “capacidade técnica, proximidade de atuação com o mercado segurador, conhecimento especializado, estrutura de colocação e gestão de sinistros”. Na prática, a colocação dos riscos junto às seguradoras e o acompanhamento de sinistros passarão a contar com a estrutura da parceira.








