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BenefíciosRodadas e M&A · Caju

iFood negocia compra da Caju, de vale-refeição, diz site

Segundo o Pipeline, o negócio pode sair até o fim de outubro, antes de VR e VA valerem em qualquer maquininha. A Caju atende mais de 70 mil empresas.

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Caju
Foto: Reprodução

Segundo apuração do Pipeline, do Valor, o iFood está em conversas avançadas para comprar a Caju, startup que emite cartões de benefício para refeição e alimentação, e a operação pode sair até o fim de outubro de 2026, semanas antes do prazo para que esses cartões passem em qualquer maquininha que aceite os benefícios.

Nenhum valor foi divulgado. Procuradas pelo Pipeline, as duas companhias responderam que “não comentam rumores de mercado”. O iFood acrescentou que “segue atento a oportunidades de gerar crescimento sustentável do seu ecossistema”. Até a publicação, nenhuma das duas confirmou a conversa, e os veículos que repercutiram o caso atribuem a informação ao Pipeline.

O que o iFood ganharia com a Caju

Criado em 2020, o braço de benefícios do iFood atende 65 mil empresas, e seus usuários ativos somam 1,5 milhão, segundo o Pipeline. Na Caju, de 2019, as empresas clientes passam de 70 mil e os usuários chegam a 1,3 milhão, com cartão de bandeira Visa. Pela conta do site, a base somada iria a três milhões, embora no iFood o número seja só de ativos. A ambição do iFood é liderar o setor de benefícios no país em até três anos.

Em 2025, o iFood esteve perto de fechar com a Alelo um negócio de aproximadamente R$ 5,5 bilhões; a conversa perdeu ritmo depois que o governo reformou o PAT, programa federal que rege esses benefícios. O Pipeline acrescenta que levar a Caju pode ajudar a regularizar a licença do iFood no programa, que o Ministério do Trabalho contesta há cinco anos.

O relógio de novembro

O prazo vem do Decreto 12.712, que saiu no Diário Oficial em 12/11/2025. O texto manda os arranjos do PAT operarem com interoperabilidade plena e fixa 360 dias para essa adaptação. Em nota ao InfoMoney, o Ministério do Trabalho apontou esse item como o principal ainda pendente, com prazo até novembro de 2026. Para o ministério, o efeito será permitir “que os cartões de VA e VR sejam aceitos nas diferentes redes de captura, sem ficarem limitados à infraestrutura específica de uma determinada operadora”.

Desde fevereiro de 2026, a taxa cobrada do lojista tem limite de 3,6%, com intercâmbio limitado a 2%, e o comerciante tem de receber em no máximo 15 dias corridos, segundo o ministério. Desde 11/05/2026, as operadoras que atendem acima de 500 mil trabalhadores precisam manter os arranjos abertos.

Decreto 12.712 · prazos do PAT

Falta a última etapa: cartão de VR e VA em qualquer maquininha

Etapas do Decreto 12.712, publicado no Diário Oficial em 12/11/2025

Linha do tempo do Decreto 12.712, publicado no Diário Oficial em 12/11/2025: em fevereiro de 2026 passam a valer o teto de 3,6% na taxa cobrada do lojista e o repasse em até 15 dias; em 11/05/2026 as operadoras com mais de 500 mil trabalhadores abrem os arranjos; em novembro de 2026 vence o prazo de 360 dias para a interoperabilidade plena, sem dia exato informado.

Prazos contados da publicação do decreto. Fonte: Planalto; MTE; Bloomberg Línea. Arte: Let’s Money.

Pelos dados da ABBT, associação das operadoras tradicionais, o VA e o VR giram perto de R$ 150 bilhões anuais, segundo a Bloomberg Línea. Com a regra, as maquininhas de VR e VA terão de aceitar todas as operadoras.

Em setembro de 2026, o C6 Bank fechou um acordo para comprar a Alymente, ainda à espera do aval do Banco Central.

No fim do mesmo mês, o Banrisul acertou com a Elo a emissão de seus cartões de benefício na bandeira, que vão deixar o arranjo fechado.

Quem se mexeu antes do prazo

Quem Movimento
iFood e Caju Negociação avançada de compra, segundo o Pipeline; as empresas não comentam
BTG Pactual Cartão que junta VR e VA, em lista de espera e sem data de emissão
ABBT Perdeu no TJSP a ação contra Flash, Swile, Caju e iFood Benefícios e não recorreu ao STJ

O que observar

Para quem recebe, o ministério diz que o valor do benefício não muda. Para o RH, contratos em desacordo com o decreto não podem ser prorrogados, e o empregador não pode exigir exclusividade de bandeira nos sistemas abertos. A pergunta é se, com a rede compartilhada, a vantagem passa da malha própria de estabelecimentos para a carteira de empresas clientes.

Vale acompanhar ainda se o governo vai fixar o dia exato do vencimento, que o ministério só situa em novembro.

Fontes: Pipeline (Valor) • Planalto • InfoMoney • Ministério do Trabalho e Emprego • Bloomberg Línea • Bloomberg Línea (Alymente) • Valor (Banrisul) • Valor (ABBT) • Let’s Money

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