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SegurançaSegurança · Fraudes

Itaú permite ocultar investimentos fora do Wi-Fi cadastrado

Com o Modo Protegido ligado, a carteira de investimentos some do Superapp fora das redes Wi-Fi cadastradas e só volta com validação de identidade.

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· 3 min

casa.da.photo / Shutterstock.com

Quem usa o Modo Protegido do Itaú passa a ter a carteira de investimentos escondida no Superapp sempre que o celular estiver longe das redes Wi-Fi que o próprio cliente marcou como confiáveis. Para enxergar valores e dados das aplicações nessa situação, o app exige validação de identidade, conforme comunicado do banco publicado pelo TI Inside.

A ferramenta não é nova. O Itaú lançou o Modo Protegido contra roubos de celular em fevereiro de 2026: longe das conexões aprovadas pelo usuário, Pix, TED e TEF acima de um valor definido por ele só saem com reconhecimento facial. O que muda agora é o escopo. Ao teto para transferências em lugares desconhecidos soma-se uma barreira para consultar as aplicações.

Como ligar a ocultação e ver os dados de novo

O primeiro passo é informar ao app quais conexões sem fio são de confiança. Feito esse registro, todo acesso por outra rede passa a ser tratado como arriscado, e os dados sensíveis da carteira saem da tela sozinhos, sem botão para apertar.

Quando quiser consultar os números longe das redes de confiança, basta passar pela validação de identidade. O comunicado não explica como desligar só a ocultação, nem se ela pode funcionar separada das travas de transação.

Fora do Wi-Fi de confiança, a carteira some da tela

Etapa O que acontece
Ativação Cliente cadastra no app as redes Wi-Fi em que confia
Fora dessas redes Informações sensíveis dos investimentos ficam ocultas de forma automática; transações seguem os limites para locais não seguros
Para ver os dados Validação de identidade

Funcionamento descrito pelo Itaú. Fonte: TI Inside

O banco justifica a mudança com o medo de quem tem o celular levado. “Identificamos que situações como roubo ou furto de smartphones podem gerar receio em quem concentra a vida financeira no celular, especialmente quando há exposição de valores e informações sobre o patrimônio no aplicativo”, afirmou Felipe Tambelini, diretor de Prevenção a Fraudes do Itaú Unibanco. Ele completou: “Ao ajustar automaticamente a visibilidade do patrimônio fora de ambientes seguros, oferecemos mais discrição sem adicionar complexidade à jornada”.

A rede Wi-Fi virou critério de segurança nos bancos

No Superapp, o recurso entra na Área de Segurança, que já agrupa proteções para conta, cartão e transações. O Itaú cita também alertas em tempo real sobre transferências suspeitas, disparados antes de a operação terminar, além de geolocalização, reconhecimento facial e atendimento disponível 24 horas por dia para pessoas físicas e empresas.

Usar a conexão como trava não é exclusividade do Itaú. O Bradesco lançou o +Proteção, em que o Wi-Fi cadastrado eleva o limite do Pix e redes desconhecidas pedem biometria facial acima do valor fixado pelo usuário. A diferença no movimento do Itaú está no alvo: além de limitar o dinheiro que sai da conta, o modo agora controla o que aparece na tela.

O que observar

A primeira pergunta é de adesão. Uma proteção que depende de o cliente cadastrar redes antes alcança, em geral, quem já se preocupa com o tema. Vale acompanhar se bancos grandes vão passar a deixar camadas assim ligadas por padrão ou se continuam entregando a escolha ao usuário.

A segunda é de alcance. O anúncio fala apenas da carteira de investimentos; se a mesma lógica chegar a saldo de conta e limites de cartão, quem passa boa parte do dia no 4G pode sentir mais atrito. O equilíbrio entre discrição e praticidade tende a ser o teste desse tipo de recurso.

Fontes: TI Inside • Let’s Money (Modo Protegido) • Let’s Money (+Proteção)

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