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Jeeves, fintech de cartão em stablecoin, capta US$ 110 mi

Fintech de cartão corporativo diz ter levado o volume liquidado em stablecoin de praticamente zero a US$ 1,5 bi anualizados em oito meses; CoinFund liderou a rodada.

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· 3 min

A Jeeves, fintech de cartão corporativo e gestão de despesas, captou US$ 110 milhões em rodada de equity liderada pela CoinFund. Junto com o aporte, informou que o volume liquidado em stablecoin na plataforma, praticamente nulo oito meses atrás, já roda a US$ 1,5 bilhão anualizados, e que o cartão em stablecoin passa de 25 para 35 países.

A Jeeves em números, segundo a empresa

Indicador Dado divulgado
Rodada de equity US$ 110 milhões, liderada pela CoinFund
Volume em stablecoin US$ 1,5 bilhão anualizados (praticamente zero oito meses antes)
Volume total da plataforma Acima de US$ 5 bilhões anualizados
Receita 4 vezes maior em 14 meses
Países com o cartão em stablecoin De 25 para 35
Wallet própria em stablecoin Pagamentos para 190 países

Dados autodeclarados no comunicado da rodada. Fonte: Jeeves, via PR Newswire

Carteira própria e cartão em mais dez países

O dinheiro chega com um pacote de produtos anunciado no mesmo comunicado, divulgado nesta terça-feira (29). O principal é uma wallet em stablecoin desenvolvida pela própria empresa, com envio instantâneo de recursos para 190 países; segundo a Finextra, ela opera com USDC e USDT. Completam a lista um rastreador global de gastos com inteligência artificial e um módulo de contas a receber.

Na frente de cartões, entram mercados como Argentina, Costa Rica, República Dominicana, Guatemala, Panamá, Peru, Paraguai e Uruguai. Com eles, a empresa diz alcançar quase toda a América Central e do Sul, além de América do Norte, Reino Unido e Europa. A Jeeves também abre escritório em Madri. A Argentina, primeira da lista, já tinha recebido o produto em abril de 2026, quando a Jeeves lançou seu cartão corporativo em stablecoins e apresentou o país como o 26º mercado da operação.

A CoinFund dividiu a rodada com nomes como a AllianceBernstein, a Andreessen Horowitz, a Coinbase Ventures, a CRV, a GIC, a Global PayTech Ventures, a ParaFi, a Vista, a Wintermute e a Y Combinator. “A Jeeves tem distribuição real entre empresas que já operam na América Latina, nos Estados Unidos e na Europa, e essa combinação de tecnologia e adoção é o motivo pelo qual lideramos esta rodada”, disse David Pakman, Managing Partner e Head of Venture Investments da CoinFund.

Crescimento puxado por stablecoin

Pelos números da empresa, o volume total de cartões e pagamentos passou de US$ 5 bilhões anualizados e triplicou em doze meses, enquanto a receita quadruplicou em 14 meses. A fatia em stablecoin é a que mais cresce. Mais de 80% dos clientes usam mais de um produto, e a lista de clientes citada vai da BMW e da H&M à Lululemon, ao Burger King, à Kavak e à brasileira XP.

O Brasil aparece na própria justificativa do fundador. “Construímos a Jeeves como uma plataforma bancária sobre trilhos de stablecoin porque essa é a única forma de dar às empresas, ao mover dinheiro entre São Paulo e Berlim, a mesma velocidade e a mesma estrutura de custos que elas têm ao transacionar dentro de um país”, disse Dileep Thazhmon, fundador e CEO da Jeeves.

No começo do ano, o Let’s Money mostrou como o BC virou trunfo para atrair a fintech bilionária ao Brasil.

O que observar

O salto de zero para US$ 1,5 bilhão anualizados em oito meses é dado divulgado pela própria empresa. Vale acompanhar se o ritmo se mantém quando a base de clientes corporativos passar a usar a wallet própria, e não apenas o cartão, e quanto do ganho de custo prometido sobrevive à conversão entre stablecoin e moeda local em cada país.

A outra pergunta é regulatória. Plataformas de cartão corporativo que liquidam em stablecoin em 35 jurisdições respondem a regras de câmbio, de custódia e de emissão de meios de pagamento que variam de mercado para mercado. A velocidade com que reguladores locais tratam esses trilhos tende a definir onde o modelo escala primeiro.

Fontes: Finextra • Jeeves (PR Newswire) • Let’s Money: Jeeves lança cartão corporativo em stablecoins • Let’s Money: BC vira trunfo e atrai fintech bilionária ao Brasil

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