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Pixbanco central · Banco Central

Pix por aproximação fica sem teto de R$ 500 a partir de hoje

Regra do BC de junho de 2026 entra em vigor nesta quinta (1º) e tira o limite de R$ 500 por pagamento; o cliente pede o ajuste no app e o banco decide.

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gustavomellossa / Shutterstock.com

Começa a valer nesta quinta-feira (1º) a IN 746 do Banco Central, que acaba com o teto de R$ 500 por transação do Pix por aproximação, o pagamento feito ao encostar o celular na maquininha. O anúncio é de junho, quando o Let’s Money noticiou que o BC tira o limite de R$ 500; o que muda hoje é a vigência. A partir de agora, a modalidade segue os limites gerais do Pix, que o cliente pede para ajustar no aplicativo do banco.

O que mudou no limite do Pix por aproximação

Item Antes A partir de 1º/10/2026
Valor por pagamento (pessoa física) Até R$ 500 Sem teto específico (art. 16-A revogado)
Limite por dia Escolhido pelo usuário, dentro do teto por transação Segue a gestão de limites geral do Pix
Iniciação sem redirecionamento Mesma trava de R$ 500 Sem teto específico (art. 16-C revogado)

Artigos 16-A e 16-C da Instrução Normativa BCB nº 512, revogados pela IN BCB nº 746. Fonte: Banco Central

O que a regra do BC derrubou no Pix por aproximação

O teto tinha duas camadas na IN 512, a norma de limites do Pix. Desde 2024, o Pix iniciado sem redirecionamento no Open Finance estava limitado a R$ 500 por transação. Em junho de 2025, a IN 629 criou o artigo 16-A, em vigor desde 1º de dezembro de 2025, que obrigou as instituições a aplicar o mesmo valor a cada pagamento por aproximação de clientes pessoa física. O correntista podia fixar um limite por dia ou pedir valores menores, mas nenhuma operação passava de R$ 500.

Além do artigo do teto, a IN 746 revogou o dispositivo que levava o mesmo valor aos pagamentos feitos sem redirecionamento, caminho do Open Finance usado pelas carteiras digitais que aceitam esse fluxo. O comunicado do BC deu aos bancos até 1º de outubro para adaptar os sistemas.

Na descrição do comunicado do Banco Central, o cliente pode solicitar ao banco valores maiores ou menores, tanto por dia quanto por operação, no recurso de controle de limites que todo app bancário precisa ter. A nova redação do artigo 12 da IN 512 mantém a palavra final com a instituição: o pedido de aumento pode ser aceito a critério dela. Segundo o Valor, esses limites agora podem passar de R$ 500.

“Ao permitir que o usuário ajuste o limite do Pix por aproximação dentro dos canais da sua instituição, a nova regra torna a experiência mais aderente às necessidades do dia a dia, sem perder de vista os mecanismos de segurança já incorporados ao ecossistema do Pix”, disse Breno Lobo, Chefe Adjunto do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro (Decem) do BC, quando a norma foi publicada.

Onde a modalidade funciona hoje

Em uso desde fevereiro de 2025, quando o BC o colocou no ar, o Pix por aproximação depende de NFC, tecnologia que celulares e relógios inteligentes já trazem. Pelo app do próprio banco não há vínculo prévio a fazer; na carteira digital, a conta precisa ser conectada via Open Finance. No Android, o Valor lista o Google Pay e a Samsung Wallet como opções.

No iPhone o recurso segue indisponível, porque o Apple Pay não aceita a modalidade. Em junho de 2026, a Apple sinalizou ao Cade que aceita firmar acordo para liberar o Pix por aproximação no aparelho. Segundo o Valor, o Cade deve dizer ainda em 2026 se segue adiante o processo que apura possível abuso de poder econômico da Apple.

O que observar

Com o teto fora da norma, o valor máximo de cada pagamento por aproximação passa a depender do que a instituição aceitar nos pedidos de aumento. Vale acompanhar se bancos e carteiras digitais vão liberar valores altos logo de saída ou manter limites conservadores até medir fraude e contestação na modalidade.

A segunda frente é o ambiente digital: a mesma revogação vale para o Pix iniciado sem redirecionamento no Open Finance. A pergunta é se compras de valor mais alto passam a usar essa jornada agora que a trava de R$ 500 caiu nos dois caminhos.

Fontes: Valor Econômico • Banco Central (IN BCB 746) • Banco Central (IN BCB 512) • Banco Central (comunicado) • Let’s Money (IN 746, junho) • Let’s Money (Apple e Cade)

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