O Banco Braza formalizou junto ao Banco Central sua atuação com ativos digitais e avançou na adequação ao novo marco regulatório do setor no Brasil. A instituição, que já é autorizada e supervisionada pelo BC, concluiu os procedimentos previstos para quem já atua com criptoativos e apresentou a documentação exigida, incluindo a certificação técnica prevista na Instrução Normativa BCB nº 701/2026.
O que a nova regra do BC cobra
A regulamentação do Banco Central fixa requisitos específicos para quem presta serviços relacionados a ativos digitais, com exigências de governança, gestão de riscos, controles internos, segurança cibernética, prevenção à lavagem de dinheiro e proteção dos ativos de clientes. Para o banco, o passo reforça a estratégia de acompanhar a evolução do sistema financeiro e ampliar a atuação em novas frentes de negócios, combinando inovação tecnológica, segurança, governança e conformidade regulatória.
“A evolução da regulamentação de ativos digitais representa um avanço importante para o desenvolvimento desse mercado no Brasil. Para o Braza, esse movimento significa incorporar as novas exigências ao nosso ambiente de governança, controles e gestão de riscos, mantendo o mesmo compromisso que orienta nossa atuação no sistema financeiro”, afirma Antônio de Pádua, diretor de Legal do Banco Braza.
Bitcoin, Ether, USDT e USDC na conta global
No dia a dia, a atuação do banco nesse mercado passa pelo Braza ON, conta global multimoedas do grupo, que dá aos clientes acesso a ativos digitais como Bitcoin (BTC), Ether (ETH), Tether (USDT) e USD Coin (USDC), ampliando as possibilidades de movimentação financeira num ambiente integrado às novas soluções da economia digital.
Para Pádua, a regulamentação também aproxima o mercado de ativos digitais da estrutura e dos padrões já consolidados no sistema financeiro tradicional. “O nosso objetivo é participar dessa evolução de forma responsável, combinando inovação e eficiência com segurança, transparência e conformidade. A regulamentação traz parâmetros importantes para que o mercado de ativos digitais avance de maneira cada vez mais estruturada”, completa.
Outras instituições também têm se movimentado junto ao regulador: o Itaú comunica ao BC atuação como corretora de criptoativos, e a Binance pede ao BC licença de prestadora de ativos virtuais.
Do MS Bank a R$ 1,4 trilhão operado
O Banco Braza é um banco de câmbio e pagamentos globais que nasceu em 2013 com o nome de MS Bank. A instituição se apresenta como o maior banco de câmbio do Brasil em dólares movimentados, segundo dados do Banco Central, e operou mais de R$ 1,4 trilhão nos últimos 8 anos, de mais de 7 mil empresas, 17 milhões de pessoas e 70 bancos.
Banco Braza · volume operado em 8 anos
Mais de R$ 1,4 trilhão operado de empresas, pessoas e bancos
Volume operado pelo banco nos últimos 8 anos e de quem veio

Números informados pelo banco. Fonte: Banco Braza (29/10/2026). Arte: Let’s Money.
O portfólio inclui câmbio futuro, câmbio pronto, registros declaratórios e correspondência cambial. O banco integra o grupo Braza, que reúne ainda a conta global multimoedas, uma instituição de pagamentos em Londres (Braza UK) e uma empresa de tecnologia (Braza Tech), e segue investindo em infraestrutura tecnológica e no aprimoramento de processos e controles.
O que observar
Para empresas e pessoas que acessam cripto por contas multimoedas, a nova regra do BC passa a pesar sobre quem presta o serviço, com exigências de governança, segurança cibernética, prevenção à lavagem de dinheiro e proteção dos ativos de clientes. Vale acompanhar como bancos de câmbio e outras instituições já autorizadas pelo regulador incorporam essas exigências à operação com ativos digitais e de que forma a oferta ao cliente evolui nesse ambiente regulado.
Fontes: Let’s Money: Itaú comunica ao BC atuação como corretora de criptoativos • Let’s Money: Binance pede ao BC licença de prestadora de ativos virtuais • Banco Central: Instrução Normativa BCB nº 701/2026 • Banco Braza • Braza ON