Ir para o conteúdo
Publicidade

Regulação criptoCripto · Banco Central

Coinbase pede autorização ao BC para seguir operando no país

A Coinbase entregou ao Banco Central pedido de autorização como prestadora de serviços de ativos virtuais, no prazo de 30 de outubro para quem já opera.

por

· 3 min

Diego Grandi / Shutterstock.com

A Coinbase entregou ao Banco Central o pedido para atuar como prestadora de serviços de ativos virtuais (PSAV), pelas novas regras de licença do setor. Com isso, a empresa fica dentro da data-limite que o BC deu às companhias com operação no país: 30/10/2026.

“A iniciativa representa uma etapa importante do nosso compromisso de longo prazo com o país”, afirmou Fabio Plein, Diretor Regional da Coinbase para as Américas.

O que a regra do BC cobra das PSAVs

As normas do Banco Central para o setor trazem exigências em cinco frentes. São elas: governança; controles internos; resiliência operacional; conformidade regulatória; e proteção dos ativos de clientes. A Coinbase se adapta a esses requisitos conforme o marco brasileiro entra em vigor, em etapas graduais.

“O pedido de autorização permitirá a continuidade das operações atuais da Coinbase no Brasil dentro do novo marco regulatório”, disse Plein.

Coinbase · pedido ao Banco Central

Regra das PSAVs e as frentes da Coinbase no Brasil

O que a norma exige e o que a estratégia da empresa contempla

O que a regulamentação exige Frentes da estratégia no Brasil
Controles internos e governança Serviços com ativos virtuais
Proteção dos ativos dos clientes Operações no mercado de câmbio
Resiliência operacional e conformidade regulatória Serviços de pagamento, incluindo emissão de moeda eletrônica

Fonte: Coinbase. Arte: Let’s Money.

Câmbio e moeda eletrônica no plano

O pedido faz parte de um plano maior. A meta declarada da Coinbase é trazer ao Brasil o modelo que ela chama de Everything Exchange: “uma plataforma abrangente que oferece aos brasileiros acesso a ativos financeiros e criptoativos em um ambiente confiável”.

Por isso, o desenho local da empresa reúne três negócios: ativos virtuais, câmbio e pagamentos, frente que inclui a emissão de moeda eletrônica. “Continuaremos trabalhando com o Banco Central para atender aos requisitos específicos e obter as autorizações necessárias para cada uma dessas atividades”, afirmou o executivo.

Regras claras como aposta

Plein defende a regulação do setor. “Acreditamos que regras claras e previsíveis para o setor de ativos virtuais são positivas para o Brasil. Vemos esse processo como uma continuidade dos elevados padrões que já adotamos no país há anos”, disse.

Para ele, “uma regulamentação bem definida pode fortalecer a confiança dos consumidores e oferecer maior segurança para que empresas inovadoras desenvolvam novos serviços de forma responsável”. O diretor encerra com a promessa de manter o investimento local: “Seguimos comprometidos com o Brasil, com a continuidade dos investimentos no país e com o apoio ao objetivo do Banco Central de desenvolver um mercado de ativos digitais seguro e bem regulamentado.”

O que observar

Para quem compra, vende ou guarda criptoativos em plataformas que já operam no país, o marco a acompanhar é a análise do Banco Central sobre os pedidos entregues até 30 de outubro de 2026. Para clientes interessados em câmbio e pagamentos dentro dessas plataformas, vale observar como as autorizações de cada atividade avançam conforme a implementação gradual das regras.

Fontes: Let’s Money: Binance pede ao BC licença de prestadora de ativos virtuais • Let’s Money: Coinbase pede que Brasil não trate stablecoins como câmbio • Coinbase

Compartilhar essa notícia

Let's News

Entenda o dinheiro antes do mercado.

Ao assinar, você concorda com a política de privacidade.

Sem spam. Cancele quando quiser.

Mais notíciasCripto
Ver a editoria →

Mais artigos de Cripto →

Let's News

Ao assinar, você concorda com a política de privacidade.

Sem spam. Cancele quando quiser.