BBChain supera 5 mil transações por segundo em testes
Em testes no LiftLab, do ecossistema LIFT com Fenasbac e BC, a rede de tokenização do BBChain passou de 1.700 para mais de 5.000 transações por segundo.
O BBChain anuncia a evolução de sua arquitetura para redes reguladas de tokenização de múltiplos ativos, plataformas capazes de emitir e gerenciar diferentes tipos de ativos digitais em conformidade regulatória, com foco em interoperabilidade, privacidade e escalabilidade. Nos testes, a rede superou 5 mil transações por segundo (TPS): passou de 1.700 TPS para a faixa de 4.000 a mais de 5.000 TPS.
A evolução foi testada e validada no LiftLab, o ambiente de experimentação criado pelo ecossistema LIFT em parceria com a Fenasbac e o Banco Central do Brasil. Ali, a solução passou por provas de conceito e cenários controlados com participantes do mercado e avaliadores regulatórios, o que permitiu medir o desempenho sob carga e verificar a integração com outras redes e a proteção de dados sensíveis.
Uma CBDC sintética e uma CCB tokenizada
Na iniciativa, o BBChain estruturou uma rede para simular uma CBDC (moeda digital de banco central) sintética, ou seja, simulada em ambiente de testes, e validar uma CCB tokenizada como caso de uso prático. A CCB tokenizada é uma Cédula de Crédito Bancário convertida em tokens digitais, o que permite negociação, custódia e liquidação mais rápidas e programáveis.
O desafio levado pela empresa ao LiftLab foi construir uma Rede Regulatória de Privacidade para Múltiplos Ativos Tokenizados. A proposta é conectar sistemas legados do ecossistema financeiro a uma nova geração de infraestrutura blockchain, preservando a confidencialidade transacional entre instituições sem sacrificar a integridade e a governança da rede.
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De 1.700 para mais de 5.000 transações por segundo
Nos testes iniciais do LiftLab, o BBChain registrou 1.700 TPS. Com sucessivas otimizações arquiteturais e a infraestrutura IBM Cloud, a solução evoluiu para um nível de 4.000 a mais de 5.000 TPS, mantendo a viabilidade econômica para cargas de trabalho do mercado financeiro.
BBChain · desempenho nos testes do LiftLab
Rede tokenizada saiu de 1.700 para mais de 5.000 transações por segundo
Transações por segundo (TPS) registradas nos testes
Testes no LiftLab, ambiente de experimentação do ecossistema LIFT. Fonte: BBChain (21/10/2026). Arte: Let’s Money.
Os testes também mediram o tráfego de dados no ambiente analisado: cerca de 2.182,75 MB recebidos, com taxa média de 1,73 MB/s, e cerca de 2.245,35 MB enviados, com média de 1,78 MB/s, sem impacto negativo significativo nas taxas de sucesso.
Nuvem híbrida sobre a IBM Cloud
A plataforma usa uma arquitetura de nuvem híbrida construída desde o início sobre a IBM Cloud, com Kubernetes e total compatibilidade com Red Hat OpenShift.
“O caso do BBChain mostra que desempenho e viabilidade econômica devem caminhar juntos. Mais do que fornecer infraestrutura, nosso papel foi apoiar o redesenho da arquitetura para que ela fosse escalável e sustentável no mundo real”, afirma Livio Sousa, CTO de IBM Z & Especialista em Modernização e Ativos Digitais da IBM Brasil.
Do laboratório para o mercado
Como parte da validação de mercado, o BBChain destaca o trabalho conjunto com o Consórcio ABBC, formado por 16 bancos. A solução já conta com implementação real para diferentes casos de uso. O BBChain também apresentou o conceito para validação internacional, com um artigo técnico publicado pelo IEEE e apresentado na Suíça. Em maio de 2026, a Evertec fechou acordo com o BBChain e entrou em tokenização.
Para André Carneiro, CEO do BBChain, os resultados mostram que a discussão sobre infraestrutura regulada para ativos digitais já entrou em uma nova fase. “Nosso foco sempre foi resolver um problema real do mercado: como conectar privacidade, interoperabilidade e governança em uma arquitetura capaz de operar em escala. Os testes mostram que é possível evoluir de 1.700 TPS para mais de 5.000 TPS com uma estrutura racional, alinhada a casos de uso concretos e construída em colaboração com provedores líderes de tecnologia e nuvem, como a IBM, cuja plataforma de nuvem ajudou a sustentar a escalabilidade e a resiliência exigidas pelo ecossistema regulado de ativos digitais”.
O que observar
A novidade interessa a bancos e emissores de crédito que precisam operar ativos tokenizados dentro das regras, com sigilo entre instituições. Vale acompanhar quais casos testados no laboratório, como a cédula de crédito tokenizada, passam a operar com instituições financeiras e com que volume.