Ir para o conteúdo
Publicidade

Regulação criptoCripto · Banco Central

Mercado Bitcoin pede ao BC licença de corretora cripto

O Mercado Bitcoin protocolou no Banco Central o pedido de autorização para funcionar como corretora de ativos virtuais, com intermediação e custódia.

por

· 3 min

Foto: Divulgação

O Mercado Bitcoin, que se apresenta como plataforma de ativos digitais líder na América Latina, protocolou na terça-feira (27) seu pedido de autorização de funcionamento junto ao Banco Central (BC), na modalidade de corretora de ativos virtuais, que contempla as atividades de intermediação e custódia. A solicitação ocorre no contexto da nova regulamentação do setor, que estabelece exigências de capital, governança, controles internos, segurança cibernética e gestão de riscos para as empresas que atuam no mercado brasileiro.

Fundada em 2013, a companhia já vinha estruturando suas operações com base em práticas do mercado financeiro regulado e intensificou sua adequação às novas exigências nos últimos meses. Com 4,8 milhões de clientes, reúne hoje uma estrutura de serviços financeiros que vai além da negociação de criptomoedas, incluindo investimentos tokenizados, crédito e soluções de pagamentos.

“A regulação marca um day 1 para a indústria. Ela abre a porta para o mercado institucional, que até aqui esperava regras claras para aderir. O Mercado Bitcoin chega a esse momento preparado: investimos desde cedo em tecnologia, segurança e governança, e a regulação confirma o caminho que escolhemos. Agora o foco é ampliar a presença no mercado e consolidar o MB como a principal porta de entrada para pessoas, empresas e instituições que buscam soluções financeiras baseadas em ativos digitais”, afirma Roberto Dagnoni, CEO e Chairman do Mercado Bitcoin.

Bitso, Bity e Coinext na consolidação do setor

A nova regulamentação também vem impulsionando uma reorganização do mercado brasileiro de criptoativos, com empresas encerrando atividades, revisando seus modelos de negócio ou buscando parcerias estratégicas. Nesse cenário, o MB anunciou recentemente acordos com Bitso e Bity para receber clientes das plataformas no Brasil, além de ter sido indicado pela Coinext aos seus usuários.

“A regulação representa um avanço importante para o mercado brasileiro de ativos digitais. Com regras mais claras, conseguimos reduzir incertezas e atrair novos investidores para o setor. O desafio agora será garantir que essas regras sejam aplicadas de forma equivalente a todos os participantes, criando condições para uma concorrência equilibrada e um crescimento sustentável”, afirma Vanessa Butalla, VP de Jurídico, Compliance e Riscos do Mercado Bitcoin.

Pagamentos, stablecoins e tokenização em 2027

Para 2027, o Mercado Bitcoin planeja fortalecer sua atuação como plataforma de serviços financeiros baseada em blockchain, com foco na expansão de soluções de pagamentos e stablecoins e no avanço da tokenização de ativos. A estratégia busca ampliar a oferta de produtos e serviços para pessoas físicas e instituições, aproximando cada vez mais o mercado de ativos digitais do sistema financeiro tradicional.

Mercado Bitcoin · caminho regulatório

Pedido ao BC chega 13 anos após a fundação

Marcos citados pelo Mercado Bitcoin, da fundação aos planos para 2027

Linha do tempo do Mercado Bitcoin: fundado em 2013, protocolou no Banco Central em 27 de outubro de 2026 o pedido de autorização de funcionamento como corretora de ativos virtuais, que contempla intermediação e custódia; para 2027, planeja expandir soluções de pagamentos e stablecoins e avançar na tokenização de ativos.

A modalidade pedida contempla intermediação e custódia. Fonte: Mercado Bitcoin (27/10/2026). Arte: Let’s Money.

A empresa, que se descreve como o primeiro unicórnio cripto brasileiro, atua como corretora de criptomoedas, tokenizadora de ativos e banco digital. Tem sedes no Brasil e em Portugal e é auditada pela KPMG.

O que observar

Para quem investe em criptoativos por plataformas que operam no Brasil, o marco a acompanhar é a análise do BC sobre os pedidos de autorização das corretoras de ativos virtuais, modalidade que reúne intermediação e custódia. Também vale observar o ritmo da consolidação, com plataformas encerrando atividades ou transferindo clientes, e a forma como as novas regras serão aplicadas aos diferentes participantes do mercado.

Fontes: Let’s Money: Mercado Bitcoin vê virada no setor cripto com prazo do BC • Let’s Money: Mercado Bitcoin firma acordo para receber clientes da Bity • Mercado Bitcoin

Compartilhar essa notícia

Let's News

Entenda o dinheiro antes do mercado.

Ao assinar, você concorda com a política de privacidade.

Sem spam. Cancele quando quiser.

Mais notíciasCripto
Ver a editoria →

Mais artigos de Cripto →

Let's News

Ao assinar, você concorda com a política de privacidade.

Sem spam. Cancele quando quiser.