O Mercado Bitcoin, que se apresenta como plataforma de ativos digitais líder na América Latina, protocolou na terça-feira (27) seu pedido de autorização de funcionamento junto ao Banco Central (BC), na modalidade de corretora de ativos virtuais, que contempla as atividades de intermediação e custódia. A solicitação ocorre no contexto da nova regulamentação do setor, que estabelece exigências de capital, governança, controles internos, segurança cibernética e gestão de riscos para as empresas que atuam no mercado brasileiro.
Fundada em 2013, a companhia já vinha estruturando suas operações com base em práticas do mercado financeiro regulado e intensificou sua adequação às novas exigências nos últimos meses. Com 4,8 milhões de clientes, reúne hoje uma estrutura de serviços financeiros que vai além da negociação de criptomoedas, incluindo investimentos tokenizados, crédito e soluções de pagamentos.
“A regulação marca um day 1 para a indústria. Ela abre a porta para o mercado institucional, que até aqui esperava regras claras para aderir. O Mercado Bitcoin chega a esse momento preparado: investimos desde cedo em tecnologia, segurança e governança, e a regulação confirma o caminho que escolhemos. Agora o foco é ampliar a presença no mercado e consolidar o MB como a principal porta de entrada para pessoas, empresas e instituições que buscam soluções financeiras baseadas em ativos digitais”, afirma Roberto Dagnoni, CEO e Chairman do Mercado Bitcoin.
Bitso, Bity e Coinext na consolidação do setor
A nova regulamentação também vem impulsionando uma reorganização do mercado brasileiro de criptoativos, com empresas encerrando atividades, revisando seus modelos de negócio ou buscando parcerias estratégicas. Nesse cenário, o MB anunciou recentemente acordos com Bitso e Bity para receber clientes das plataformas no Brasil, além de ter sido indicado pela Coinext aos seus usuários.
“A regulação representa um avanço importante para o mercado brasileiro de ativos digitais. Com regras mais claras, conseguimos reduzir incertezas e atrair novos investidores para o setor. O desafio agora será garantir que essas regras sejam aplicadas de forma equivalente a todos os participantes, criando condições para uma concorrência equilibrada e um crescimento sustentável”, afirma Vanessa Butalla, VP de Jurídico, Compliance e Riscos do Mercado Bitcoin.









