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CréditoCrédito · Banco Central

Revolut triplica capital do braço de crédito no Brasil

Autorização do Banco Central eleva o capital da sociedade de crédito direto da Revolut no Brasil de R$ 105,4 milhões para R$ 326,9 milhões, o triplo.

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· 3 min

brunocoelho / Shutterstock.com

O braço de crédito da Revolut no Brasil, uma sociedade de crédito direto, a SCD, agora tem R$ 326,9 milhões de capital, ante R$ 105,4 milhões anteriores, com aval recente do BC noticiado pelo Valor. A fintech britânica reforça assim a base de um tipo de instituição que só pode emprestar com dinheiro próprio.

A diferença entre os dois valores é de R$ 221,5 milhões, o que deixa o capital do braço de crédito pouco acima de três vezes o patamar anterior. A Revolut trata o reforço como mais uma etapa da ampliação da operação local e de um compromisso com o país que a empresa diz ser de longo prazo.

Revolut · capital da SCD no Brasil

Capital do braço de crédito da Revolut no país passa a ser três vezes maior

Capital da sociedade de crédito direto da Revolut no Brasil, em R$ milhões

Segundo autorização recente do Banco Central citada pelo Valor, o capital da sociedade de crédito direto da Revolut no Brasil passou de R$ 105,4 milhões para R$ 326,9 milhões.

Capital antes e depois da autorização recente do BC. Fonte: Valor. Arte: Let’s Money.

“Seguimos focados em nossa estratégia de crescimento, impulsionada pela forte adesão aos nossos produtos de cartão de crédito, RevPoints e câmbio (FX), que vêm ganhando destaque de forma orgânica no mercado brasileiro”, disse Glauber Mota, CEO da Revolut no Brasil.

O que uma SCD pode fazer

Pelas regras descritas pelo Banco Central, a SCD concede empréstimos por plataforma eletrônica usando recursos próprios e fica proibida de captar dinheiro do público. Na prática, o crédito sai do caixa da própria instituição, e não de depósitos de correntistas, o que faz do capital a base dos empréstimos.

Além de emprestar, esse tipo de fintech pode analisar crédito e fazer cobrança para terceiros, vender seguro atrelado aos empréstimos que ela mesma concede e emitir moeda eletrônica. A figura existe desde abril de 2018, quando o Conselho Monetário Nacional editou as Resoluções 4.656 e 4.657.

Para deixar uma SCD funcionar, o BC confere a origem do dinheiro dos controladores e se a saúde financeira deles é compatível com o porte e o objetivo do negócio.

Cartão, pontos e câmbio na estratégia local

Na fala de Mota, três produtos explicam o avanço no país: o cartão de crédito, o programa de recompensas RevPoints e o câmbio. Em 30/06/2026, a fintech ligou o RevPoints a Latam Pass e Smiles, o que permite converter os pontos em milhas das duas companhias aéreas.

A marca também ganhou vitrine. Em 22 de outubro, a Revolut apresentou um cartão especial para o GP do Brasil, com preço de R$ 119, sem contar o envio. A empresa patrocina a Audi, equipe em que corre o brasileiro Gabriel Bortoleto, e a etapa da F1 em São Paulo ocupa os dias 6, 7 e 8 de novembro.

“Ainda temos outras surpresas para São Paulo. Então, os fãs do esporte devem ficar atentos às novidades”, afirmou Mota sobre o cartão.

O que observar

A pergunta é se o capital extra chega ao cliente, e de que forma: limites maiores no cartão, novas linhas de crédito ou aprovação de mais gente. Para fintechs de crédito que operam como SCD, sem depósitos para financiar empréstimos, o capital próprio é a base para emprestar. Vale acompanhar se outras plataformas estrangeiras com licença local seguem o mesmo caminho e reforçam capital no país conforme o cartão de crédito ganha peso na relação com o cliente.

Fontes: Valor • Banco Central do Brasil • Let’s Money: Revolut apresenta cartão especial para o GP do Brasil • Let’s Money: Revolut liga RevPoints a Latam Pass e Smiles no Brasil

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