O braço de crédito da Revolut no Brasil, uma sociedade de crédito direto, a SCD, agora tem R$ 326,9 milhões de capital, ante R$ 105,4 milhões anteriores, com aval recente do BC noticiado pelo Valor. A fintech britânica reforça assim a base de um tipo de instituição que só pode emprestar com dinheiro próprio.
A diferença entre os dois valores é de R$ 221,5 milhões, o que deixa o capital do braço de crédito pouco acima de três vezes o patamar anterior. A Revolut trata o reforço como mais uma etapa da ampliação da operação local e de um compromisso com o país que a empresa diz ser de longo prazo.
Revolut · capital da SCD no Brasil
Capital do braço de crédito da Revolut no país passa a ser três vezes maior
Capital da sociedade de crédito direto da Revolut no Brasil, em R$ milhões

Capital antes e depois da autorização recente do BC. Fonte: Valor. Arte: Let’s Money.
“Seguimos focados em nossa estratégia de crescimento, impulsionada pela forte adesão aos nossos produtos de cartão de crédito, RevPoints e câmbio (FX), que vêm ganhando destaque de forma orgânica no mercado brasileiro”, disse Glauber Mota, CEO da Revolut no Brasil.
O que uma SCD pode fazer
Pelas regras descritas pelo Banco Central, a SCD concede empréstimos por plataforma eletrônica usando recursos próprios e fica proibida de captar dinheiro do público. Na prática, o crédito sai do caixa da própria instituição, e não de depósitos de correntistas, o que faz do capital a base dos empréstimos.
Além de emprestar, esse tipo de fintech pode analisar crédito e fazer cobrança para terceiros, vender seguro atrelado aos empréstimos que ela mesma concede e emitir moeda eletrônica. A figura existe desde abril de 2018, quando o Conselho Monetário Nacional editou as Resoluções 4.656 e 4.657.
Para deixar uma SCD funcionar, o BC confere a origem do dinheiro dos controladores e se a saúde financeira deles é compatível com o porte e o objetivo do negócio.










