Revolut estreia empréstimo de até £25 mil no Reino Unido
Primeiro crédito da Revolut como banco britânico vai de £2 mil a £25 mil, com prazo de até cinco anos, e chega em fases a parte dos 14 milhões de clientes.
A Revolut começou a oferecer empréstimo pessoal sem garantia no Reino Unido, de £2 mil a £25 mil, com prazo de um a cinco anos. É o primeiro crédito da fintech desde que virou banco licenciado no país, e a liberação é feita em fases: por ora, só um número limitado dos 14 milhões de clientes britânicos tem acesso.
O que o empréstimo pessoal da Revolut oferece
O anúncio é de 26 de outubro. Pelas condições divulgadas pela Revolut, o dinheiro cai na conta quase na hora depois da aprovação, e quem quiser pagar tudo antes do fim do prazo não paga tarifa por isso. A empresa vai ampliar o acesso ao longo de vários meses.
“Os consumidores do Reino Unido podem enfrentar atrito desnecessário e estruturas de tarifas complexas quando tomam empréstimo”, disse Francesca Carlesi, CEO da Revolut no Reino Unido. “Construímos um processo de empréstimo transparente e simples, com dinheiro quase instantâneo após a aprovação, sem tarifa para quitação antecipada e com taxas competitivas”, afirmou a executiva.
O argumento de Carlesi passa também pelo aplicativo: com o crédito dentro do ecossistema da Revolut, o cliente vê as parcelas lado a lado com o orçamento, os gastos e os investimentos do dia a dia, num lugar só.
O empréstimo encerra um caminho longo. A Revolut pediu a licença bancária britânica em 2021 e só a obteve em julho de 2024, depois de três anos de espera. Passou então quase dois anos na chamada fase de mobilização, em que os depósitos captados pela fintech ficavam limitados a £50 mil.
Revolut · banco no Reino Unido
Do pedido de licença, em 2021, ao primeiro empréstimo
A virada veio em 11 de março de 2026, quando a PRA, o regulador prudencial britânico, autorizou a fintech a operar como banco pleno. Foi quando a Revolut lançou o banco no Reino Unido após a mobilização, com a previsão de abrir as contas correntes primeiro a um grupo menor de novos clientes.
Naquele dia, Carlesi já apontava o próximo passo. “Garantir esta licença estabelece a base para o nosso próximo capítulo: expandir para um conjunto mais amplo de produtos, incluindo crédito […]”, disse ela em março de 2026. O empréstimo pessoal é o primeiro produto de crédito a sair desde então.
A liberação em fases deixa em aberto o ritmo: quantos clientes britânicos terão o produto ao fim do cronograma de vários meses, e se o dinheiro quase imediato depois da aprovação se mantém quando o acesso crescer. Também vale acompanhar as taxas efetivamente cobradas, já que a promessa é de juros competitivos.
A outra pergunta é de comportamento. Mostrar a parcela ao lado do orçamento e dos gastos, no mesmo aplicativo, pode mudar a forma como o tomador acompanha a dívida. Se isso aparecer nos números de pagamento em dia, a pergunta seguinte é se outros bancos digitais recém-licenciados vão levar o crédito ao consumidor para o mesmo formato.