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Money20/20Crédito · BYX

Em Las Vegas, BYX oferece sua plataforma de crédito com desconto em folha

Cofundador da BYX explicou no Money20/20 como a plataforma liga originadores de consignado a investidores e disse que ela pode ser oferecida fora do país.

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· 3 min

BYX
Foto: Let’s Money

A BYX, fintech de crédito colateralizado, tem pela primeira vez um estande na edição americana do Money20/20, em Las Vegas, e leva à feira a plataforma que conecta quem vende o empréstimo na ponta aos investidores do mercado de capitais. Nesta segunda-feira (19), Victor Guidotti, cofundador e vice-presidente da BYX, disse que a empresa está pronta para consolidar novos produtos no Brasil (público, CLT, veículos e consórcios) e levar essa plataforma a outros países.

A lógica, explicou Guidotti ao Let’s Money, é dividir o trabalho. O originador, quem vende o consignado ao cliente final, não precisa se ocupar do mercado de capitais: essa parte fica com a BYX, com um time que ele chama de atacado, encarregado da relação com os investidores. Para o parceiro, ele resumiu: “E vocês focam no melhor, que é originar.” Na origem, em 2019, o plano era mandar o crédito direto para um fundo de direitos creditórios (FIDC) e assim ligar a originação ao mercado de capitais, contou.

Pelas contas do executivo, essas operações de crédito deixam em média de 20% a 25% ao ano de resultado líquido. No desenho da BYX, segundo ele, esse resultado é repartido entre os participantes da cadeia.

Certificado para entrar e tecnologia simples na ponta

O acesso não é livre. “Ele só tem acesso à plataforma se ele for certificado”, afirmou Guidotti, que apontou a Febraban como a principal certificadora dos agentes de crédito no país. Certificado, o agente assina a plataforma e vê as ofertas dos investidores da BYX.

A tecnologia precisa ser simples para quem digita as propostas na ponta, um contingente que, pelo cálculo dele, passa de 200 mil pessoas no mercado brasileiro como um todo. Com a plataforma, descreveu, um agente num município remoto consegue atender o cliente com uma operação completa e competitiva.

O executivo estima em cerca de R$ 700 bilhões a carteira desse crédito com garantia, e em R$ 800 bilhões somando servidores, trabalhadores do setor privado, aposentados e pensionistas.

BYX · consignado no Brasil

O consignado nas contas do cofundador da BYX

Estimativas de Victor Guidotti, cofundador e vice-presidente da BYX

Estimativas de Victor Guidotti, cofundador e vice-presidente da BYX, no Money20/20 USA em 19 de outubro de 2026: a carteira de crédito com desconto em folha no Brasil chega a R$ 800 bilhões, somando público e privado; mais de 200 mil originadores estão certificados para digitar operações no Brasil; e as operações deixam em média de 20% a 25% ao ano de resultado líquido.

Estimativas do executivo. Fonte: Victor Guidotti, BYX, no Money20/20 USA (19/10/2026). Arte: Let’s Money.

O que a BYX foi buscar em Las Vegas

Das seis pessoas que a empresa levou ao evento, cada uma tem um foco; o de Guidotti é o varejo: segurança, fluidez da jornada e tecnologia, de canais como o WhatsApp a fornecedores. “Vou voltar para o Brasil com algumas novidades para os canais de originações”, disse. O estande da BYX na feira promete, em inglês, que a empresa do cliente pode ser como um banco, e exibe a marca da E-Risk, fintech antifraude em que a BYX comprou participação majoritária.

A outra frente é vender a própria tecnologia. Como a plataforma é toda da casa e funciona em outros idiomas, “se alguém quiser contratar a plataforma para usar em outros países, a gente está apto também”, afirmou. O desconto em folha existe em outros mercados, com regras que mudam de país para país, ponderou. A BYX tem nos EUA o sócio Paulo de Tarso Coroa, que segundo Guidotti trabalhou a tese do crédito com desconto em folha no mercado americano. O CEO, Fernando Perrelli, já tinha dito ao Capital Aberto que o primeiro produto a exportar é a vertical de infraestrutura.

Fundada em 2019 por Perrelli e Guidotti, a BYX tem sob monitoramento algo como R$ 12 bilhões em empréstimos com garantia e anunciou uma frente nova, de consórcios, que será comandada por Guidotti. O consignado de trabalhadores do setor privado, outra frente da empresa, vive uma alta do crédito com garantia de salário.

O que observar

A tese depende de o investidor de FIDC manter o apetite por carteiras originadas por essa rede de parceiros. Vale acompanhar se certificação e antifraude dão conta de um mercado com centenas de milhares de agentes na ponta, e se plataformas brasileiras de desconto em folha encontram comprador em mercados onde a garantia funciona de outro jeito.

Fontes: Capital Aberto • Money Report • BYX • Let’s Money: consignado

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