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Pixbanco central · Banco Central

Pix leva 55,2% das transações de pagamento no 1º semestre

Foram quase 44 bilhões de operações via Pix, alta de 19,4%; em valor, a TED lidera com 32,7%, e a taxa do crédito para o lojista caiu a 2,11%.

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· 3 min

gustavomellossa / Shutterstock.com

Dos 79,7 bilhões de operações de pagamento registradas no país no primeiro semestre de 2026, 55,2% passaram pelo Pix, segundo o balanço semestral de meios de pagamento do Banco Central, publicado em 27 de outubro. Em números absolutos, o Pix chegou perto de 44 bilhões de usos, alta de 19,4% sobre o mesmo intervalo de 2025. A conta não inclui compras pagas com dinheiro vivo: do uso de espécie, o BC só capta os saques.

Quando a conta passa a ser o dinheiro, a liderança troca de mão. “O Pix concentra a maior parte da quantidade de transações (55,2%), enquanto a TED responde pela maior parcela do volume financeiro (32,7%)”, afirmou o BC. O Pix aparece em segundo nesse critério, com 28,1% dos R$ 71,9 trilhões movimentados no semestre. A diferença está no tamanho de cada operação: R$ 459 em média no Pix, cerca de 7% acima do primeiro semestre de 2025, contra R$ 60,7 mil na TED.

Pix Automático mais que dobra em um trimestre

As transferências de pessoa para pessoa (P2P) responderam por 40% das operações do Pix, mas por só 25% do valor. Entre abril e junho, o QR code dinâmico foi a forma de iniciar o pagamento mais usada, com 43,2% das transações; já a chave Pix concentrou 48,7% do dinheiro.

O Pix Automático, feito para cobranças recorrentes como streaming e academia, somou 4 milhões de usos entre janeiro e março, com R$ 2,3 bilhões pagos; de abril a junho, foram 9,5 milhões, que levaram R$ 3,5 bilhões. Na outra ponta, o Pix Saque encolheu 21%, para 6 milhões de retiradas no semestre, e os saques convencionais caíram 10,3%, para 1,2 bilhão.

Cartão de crédito cresce e fica mais barato para o lojista

Crédito, débito e pré-pago somaram 24,5 bilhões de compras, ou 30,8% de todas as transações. Em quantidade, o crédito avançou 9,2%, o débito 0,5% e o pré-pago 1,0%. Em valor, o crédito teve a maior alta entre as modalidades (+13,8%), ficou com 72% do dinheiro que passa por cartões e teve tíquete médio de R$ 135.

Para quem vende, a taxa de desconto (MDR) do crédito chegou a 2,11% de janeiro a junho deste ano, ante 2,24% e 2,26% nos mesmos meses de 2025 e de 2024. No débito, ficou em 1,06%, depois de 1,08% um ano antes e 1,10% dois anos antes.

Cartão de crédito · taxa de desconto (MDR)

Taxa cobrada do lojista no crédito cai a 2,11%

Taxa de desconto (MDR) do cartão de crédito no primeiro semestre de cada ano, em %

Gráfico de barras: a taxa de desconto (MDR) do cartão de crédito foi de 2,26% no primeiro semestre de 2024, 2,24% no primeiro semestre de 2025 e 2,11% no primeiro semestre de 2026, segundo o Banco Central do Brasil.

Taxas praticadas para aceitação do cartão de crédito no comércio. Fonte: Banco Central do Brasil (27/10/2026). Arte: Let’s Money.

A tarifa de intercâmbio (TIC), que remunera o banco emissor, foi no sentido contrário: a média do crédito subiu a 1,7% neste semestre; era 1,64% dois anos antes e 1,66% no ano passado. Para o BC, a alta pode ter relação, em parte, com a expansão dos cartões premium (platinum e superiores), que passaram de 60,4 milhões para 80,9 milhões de unidades ativas em um ano.

A aproximação é a forma de captura mais usada nos cartões. Entre abril e junho, o pré-pago teve 71,9% das compras feitas por aproximação; o débito, 57,7%; e o crédito, 46%. No crédito, 88,1% das compras saíram à vista; as de 7 parcelas ou mais foram 1,5% da quantidade, mas 16,4% do valor.

O que observar

Os dados mostram o Pix na frente em número de operações e a TED no dinheiro movimentado, com o crédito cada vez mais dominante dentro do universo dos cartões. Uma pergunta para os próximos semestres é como credenciadoras e subcredenciadoras lidam com a distância cada vez menor entre a taxa cobrada do lojista, que cai, e o intercâmbio pago ao emissor, que sobe.

Outra é até onde vai o Pix Automático nas cobranças recorrentes. A disputa também passa pelo crédito dentro do Pix: o BC vai exigir aval do cliente para crédito no Pix, regra que pode influenciar a concorrência com o parcelado do cartão.

Fontes: Banco Central do Brasil • Portal de Dados Abertos do BC • Let’s Money

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