Ir para o conteúdo
Publicidade
Banner do BMP Fullbanking

CréditoCrédito · ABCD

ABCD: garantia vai de 34% a 79% das fintechs em quatro anos

Estudo de julho da ABCD com a PwC Brasil: 79% das fintechs participantes aceitavam garantia em 2025, recorde da série; consignado privado chegou a 47%.

por

· 3 min

abcd capa B clara

Quase oito em cada dez fintechs de crédito ouvidas no levantamento da Associação Brasileira de Crédito Digital (ABCD), feito com a PwC Brasil, operavam com algum tipo de garantia em 2025. São 79% das participantes, o maior percentual da série histórica do levantamento anual. Quatro anos antes, a fatia era de 34%, menos da metade.

ABCD e PwC Brasil · fintechs de crédito

Fatia de fintechs que aceita garantia mais que dobrou em quatro anos

% das fintechs participantes da pesquisa que oferecem cada tipo de operação

Gráfico de barras horizontais com a fatia das fintechs participantes da Pesquisa Fintechs de Crédito Digital, da ABCD e da PwC Brasil, por tipo de operação: aceitavam garantias em 2025, 79%; consignado para trabalhadores do setor privado em 2025, 47%; o mesmo consignado em 2024, 40%; aceitavam garantias quatro anos antes de 2025, 34%; consignado para servidores públicos em 2025, 15%.

Percentuais sobre as empresas que responderam ao levantamento anual. Números divulgados pela ABCD. Fonte: Pesquisa Fintechs de Crédito Digital, da ABCD e da PwC Brasil (edição 2026, divulgada em julho de 2026). Arte: Let’s Money.

O dado é da edição 2026 da Pesquisa Fintechs de Crédito Digital, divulgada em julho de 2026. Em 14 de outubro de 2026, a ABCD voltou ao estudo para destacar o recorte das garantias. Os números são da associação e da consultoria e valem para as empresas que responderam ao estudo, e não para todo o setor.

Consignado privado é o produto que mais avançou

Entre as linhas com garantia, o empréstimo com desconto em folha para empregados de empresas privadas teve o maior crescimento de 2024 para 2025. Ele entrou no portfólio de 47% das fintechs da amostra, ante 40% no ano anterior. A modalidade voltada a servidores públicos andou pouco e ficou em 15% das participantes.

“O crédito com garantia combina uma série de vantagens, principalmente o fato de permitir taxas mais competitivas, reduzir a inadimplência e possibilitar que tomadores que tradicionalmente não se qualificariam para transações sem garantia possam ter acesso aos recursos financeiros”, disse Claudia Amira, diretora-executiva da ABCD.

Ela atribui parte do avanço do consignado ao programa Crédito do Trabalhador, que na avaliação dela diminuiu o risco das instituições, embora ainda precise de ajustes operacionais. Para as fintechs, segundo Claudia, há dois ganhos: “o risco de crédito é mitigado pelo desconto em folha, enquanto a concessão pode crescer de forma mais rápida e eficiente do que em modalidades mais complexas”.

O programa também passou por aperto neste ano. Como o Let’s Money mostrou, o consignado privado recuou após o novo teto de juros imposto às operações.

Volume cresce pelo sexto ano seguido

O volume do setor saiu na primeira divulgação do estudo, em julho de 2026, quando o mapeamento mostrou que as fintechs de crédito concederam R$ 53,8 bilhões em 2025, alta de 51% sobre 2024. Foi a sexta expansão anual consecutiva, obtida num ambiente de juros elevados e captação cara para quem empresta.

A carteira de clientes pessoa física das participantes passou de 94,9 milhões, contando Brasil e exterior. O consignado privado já estava na pauta da associação: no balanço de 2025, a ABCD pôs o Crédito do Trabalhador entre as frentes em que atuou, num ano em que o crédito digital avançou com novas regras.

O que observar

Com a garantia presente na maior parte da amostra, a competição entre fintechs de crédito pode se deslocar do acesso ao produto para a operação: integração com as plataformas oficiais de desconto em folha, custo de captação e prazo de liberação. Vale acompanhar se o índice de 79% continua subindo na próxima edição ou se estabiliza, sinal de que a migração para o crédito colateralizado chegou perto do limite entre as participantes.

A outra pergunta é regulatória. Os ajustes operacionais ainda pendentes no Crédito do Trabalhador e o teto de juros em vigor definem a margem da linha que mais cresceu. Se o custo de originar o consignado privado subir, a fatia de 47% pode desacelerar mesmo que a procura dos tomadores continue.

Fontes: ABCD • TI Inside • Let’s Money

Compartilhar essa notícia

Let's News

Entenda o dinheiro antes do mercado.

Ao assinar, você concorda com a política de privacidade.

Sem spam. Cancele quando quiser.

Mais notíciasCrédito
Ver a editoria →

Mais artigos de Crédito →

Let's News

Ao assinar, você concorda com a política de privacidade.

Sem spam. Cancele quando quiser.