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Rodadas e M&ACrédito · Crédito

PayJoy anuncia compra de ativos da Finia, de crédito com IA

Negócio da fintech de celular parcelado, com mais de 20 milhões de clientes, cobre parte dos ativos da Finia, no México, e não tem valor divulgado.

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· 3 min

A PayJoy, fintech de celular parcelado e crédito em mercados emergentes, anunciou na segunda-feira (12) a compra de ativos estratégicos selecionados da Finia AI, que criou modelos de análise de crédito com IA para microempresas no México. O negócio envolve parte dos ativos, e não a companhia inteira, e o comunicado não informa valor.

Quem compra e o que entra no negócio

PayJoy (compradora) Finia AI (vendedora dos ativos)
Produtos Smartphone financiado com garantia digital, linhas de crédito e PayJoy Card Cartões de crédito e empréstimos parcelados para microempresas
Alcance declarado Mais de 20 milhões de clientes em nove países Dezenas de milhares de microempresas no México
O que muda Vai aplicar a tecnologia da Finia ao underwriting Clientes elegíveis podem pedir crédito à PayJoy

Comunicado da PayJoy. Fonte: PR Newswire

O que a PayJoy leva da Finia

A transação vai permitir à PayJoy levar a tecnologia e a experiência da Finia para a sua plataforma global, com reforço no underwriting e mais produtos para quem tem pouco acesso a crédito formal. A Finia desenhou seus modelos para avaliar negócios com poucos dados financeiros e donos com pouco ou nenhum histórico de crédito, e usou essa análise para vender cartões e empréstimos parcelados.

“A Finia desenvolveu tecnologia valiosa e conhecimento profundo que podem ajudar a enfrentar um dos desafios fundamentais da inclusão financeira: como avaliar a capacidade de crédito quando os dados financeiros tradicionais são limitados”, disse Jose Luis Gonzalez, Head of Growth da PayJoy México (em tradução livre).

Do lado vendedor, Uri Pomerantz, fundador e CEO da Finia AI, afirmou que a equipe passou “anos construindo underwriting com IA e produtos financeiros para atender microempresas na América Latina que os credores tradicionais muitas vezes ignoram” (em tradução livre). Entre os investidores da startup estão Deciens Capital, Precursor Ventures e Clocktower Technology Ventures.

Além da compra, as duas empresas firmaram uma parceria: clientes elegíveis da Finia podem solicitar empréstimos e outros produtos da PayJoy, sempre sujeitos às regras de elegibilidade e à aprovação da compradora. A PayJoy declara mais de 20 milhões de clientes em nove países da América Latina, África e Ásia, mais de US$ 3,5 bilhões em empréstimos financiados e mais de 1.000 funcionários. A empresa também oferece celular financiado no Brasil, como mostra o site brasileiro da companhia.

Por que dado escasso emperra o crédito ao pequeno negócio

O problema que a Finia tentou resolver aparece em levantamento da PYMNTS Intelligence com 350 executivos de instituições financeiras dos EUA e do Reino Unido, citado pela PYMNTS ao noticiar o negócio. Registros imprecisos ou incompletos foram apontados como entrave por 57% dos entrevistados; informação desatualizada e informação inconsistente, por 52% cada; e histórico financeiro limitado, por 48%.

Na mesma pesquisa, pedidos de crédito de microempresas tiveram aprovação de 77%, contra 95% nas grandes empresas, e cerca de 19% das solicitações foram recusadas por falta de informação para medir a capacidade de pagamento. A busca por sinais alternativos não é exclusiva de quem atende o informal: a Stripe vai usar dados de envio da FedEx no crédito a PMEs, e o México já tinha atraído outro movimento de dados de crédito quando a Equifax, dona da Boa Vista, comprou o bureau Círculo de Crédito.

O que observar

A primeira pergunta é quanto dos modelos desenhados para microempresas mexicanas se aplica a uma base que compra celular financiado e cartão em nove países. Sinais que funcionam num mercado informal podem não se repetir em outro, e a adaptação pode exigir novos testes de inadimplência antes de chegar à concessão em escala.

Vale acompanhar também se a compra de ativos, em vez da empresa inteira, vira formato recorrente entre fintechs de crédito para microempresas. A pergunta é se startups com bom modelo de risco e carteira pequena tendem a encontrar saída vendendo a tecnologia a plataformas com base grande de clientes.

Fontes: PR Newswire (PayJoy) • PYMNTS • PayJoy Brasil

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